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Love. Always.

por PR, em 29.03.20

Quando voltarei a ver três dos meus filhos. A minha mãe. A minha irmã, o meu cunhado e os meus sobrinhos. Quando voltarei a estar com a restante família. Os meus amigos. Os meus colegas? 

O que será que sairá daqui, quando isto passar? E quando vai passar?

Podemos olhar para este período inédito da nossa história como uma oportunidade de crescer, enquanto sociedade? Mas como, se o pessoal continua a ir para a praia todo contente, logo que faz um pouco de sol?

A poluição aliviou. Mas a economia está a ganir de dor. Haverá gente a perder sustento, empresas a fechar. O digital afirma-se como negócio maduro? O streaming de vídeo e áudio cresce como nunca? Mas se não se filmar novo conteudo brevemente, até o streaming vai à vida...E como é que o mercado publicitário, que sustenta o negocio de media, vai viver este angustiante durante e navegar depois no que virá a seguir?

Sobretudo...quantos vão morrer?

O planeta ficou, de súbito, da sua justa dimensão. Ou será melhor dizer que a Humanidade ficou reduzida à sua real expressão: somos todos bastante frágeis e próximos uns dos outros. A China é tão perto como outro sítio qualquer, afinal. África, Europa, Américas, Ásia, tudo é uma coisa só, com nomes diferentes. O Vírus atira-nos isso às trombas de uma maneira cruel e violenta. 

Saibamos, ao menos, aprender com isso. E quem lidera, que esteja à altura das circunstâncias graves em que estamos metidos. 

Claro que nada disto é garantido a 100% ou em todo o lado. Bolsonaro, Trump, Johnson..tragédias entro da grande tragédia. Mas na mesma medida que todos os que apregoam que a eles nada lhes toca, isto é tudo um exagero, que frescura.

O chico-espertismo nunca foi boa prática, só que aqui é potencialmente homicida.

Ainda assim, o mais importante acho que é isto: respeitar o distanciamento social: 

Ficar em casa é um gesto individual que devemos assumir por amor aos nossos. E a toda a humanidade. Love is all we need.

Como sempre.

Permaneçam seguros. 

Vai ficar tudo bem. Demorará, e vai doer durante todo o caminho. Mas vai.

 

 

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3 comentários

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De Ana Bela Lopes a 30.03.2020 às 10:14

Agarrar, com todas as forças, à certeza, que para já, no hoje, no agora, os filhos, a mãe, a irmã, os tantos que queremos abraçar, estão bem. Estão seguros. Repito isso, vezes sem conta, todos os dias. Todos os dias. Estão seguros. Nós, vocês estamos seguros em casa. Está tudo diferente mas estamos seguros. Agarrar a essa ideia dá uma respiração mais serena. Imagino o cenário de uma segunda guerra mundial, onde a incerteza era grande. Estamos seguros, de alguma forma invisível, se cada um de nós fizer parte. Bem hajas Pedro, por continuares caminho. Por ajudares outros fazer e acreditar no caminho.

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