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Pouca Terra.

por PR, em 07.08.18

Olhando para trás, há pelo menos três clamorosos crimes contra o interesse nacional, cometidos desde a loucura dos fundos comunitários, em anos 80 e 90 de desvario e euforia: a Agricultura arrasada em nome da PAC, a Floresta vergada ao vicio ganancioso do Eucalipto...e o abandono escandaloso do Caminho de Ferro.

Num país que construiu um Aeroporto que recebe um voo de 3 em 3 meses, o abandono compulsivo e desmazelado de estações e linhas de comboio, foi acompanhado, até hoje, pela não renovação das vias que foram sobrevivendo e do próprio material circulante. 

Actualmente o caminho de ferro é, em Portugal, uma ruína. Cada vez há menos comboios a circular, o Alfa Pendular anda hoje mais devagar do que quando foi inaugurado o serviço. A linha de Cascais, que utilizei durante mais de 20 anos, é hoje um serviço feito com carruagens velhas e grafitadas, as mesmas ao serviço desde que eu era miúdo. As estações abandonadas nas Linhas do Interior do país são uma dor, um incentivo ao vandalismo e um elogio à falta de cuidado com aquilo que é de todos. 

 

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Olhos nos olhos.

por PR, em 28.06.18

 

Somos todos só pessoas.

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Do nojo.

por PR, em 20.06.18

O que está a acontecer na fronteira entre o México e os Estados Unidos, com a separação de crianças das suas famílias, numa triagem desumana, mostra que a fantasia de Handmaid's Tale é, talvez, premonitória. 

Os Estados Unidos são hoje um regime racista e xenófobo, que despreza o mero conceito de direitos humanos, estando agora ao lado do Irão, Coreia do Norte e Eritreia como únicos países fora do Conselho da ONU para os Direitos Humanos

A administração Trump é repugnante. E o silêncio conivente das democracias do mundo civilizado é um insulto diário.

Ver, e sentir asco.

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Histórico,

por PR, em 12.06.18

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Mas a imagem tem sempre qualquer coisa de inquietante, não é? 

 

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O imperativo do pensar.

por PR, em 29.05.18

A discussão sobre a Eutanásia perde quando, como sempre acontece, se transforma numa batalha ideológica. Quando se entra no automatismo: votas à direita és contra, votas à esquerda és a favor. E não aceitas debater nada com a outra parte, que passa a ser do inimigo, a não ter nem princípios nem carácter, num sectarismo bacoco que é deprimente. Este tema mostra que muitas das coisas mais importantes da vida não são lineares, não há só branco e preto. Assumir que a resposta a questões existenciais como esta deve ser procurada nos programas e propaganda dos partidos é só a negação de um outro direito, mas também dever fundamental: o de cada um ser capaz de pensar pela sua cabeça.

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O o-ó

por PR, em 02.05.18

Carminho,

 

Tu estavas podre do dia da escola, e do cansaço que deve vir da excitação diária dos ensaios dessa coisa nova e espectacular que será, um destes dias, andar.

Hoje tive toda a paciência do mundo, pegue em ti, fui deitar-te, e fiquei ali ao teu lado, pus uma musica de embalar com piano suave, e esperarei que adormecesses. Não te deitei, fiz uma festa e disse: "Deita, faz o-ó" e vim para a sala.

Não. Hoje fiquei ali, ao pé de ti, com toda a paz de espirito do mundo, toda a vontade de desfrutar cada segundo, e guardar este momento só para nós, para sempre.

Fiz-te festinhas, passei a mão pela tua cabeça, tu sorriste umas vezes, levantaste o pescoço outras, mas suavemente fui dizendo "deita, faz o-ó", e tu deitavas a cabeça, na tua caminha, e ali ficámos. Não sei quanto tempo passou, mas sei que já tu dormias há que tempos e eu fiquei ali, só a ver-te dormir. A pensar como é uma sorte imensa, neste confuso mundo sempre a correr e a gritar qualquer coisa, estarmos ali os dois, um rumor da tua descansada respiração, o piano a tocar no telefone, baixinho, e eu a despedir-me de ti "boa noite, meu amor, até amanhã".

Tão, mas tão bom. 

 

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Dias assim.

por PR, em 23.04.18

Temos um cão na família. Já não ladra a noite toda. É lindo, um bébe de pêlo. A Maria tem pesadelos com aranhas, e depois, durante o dia, é uma valente, a andar no corredor, deitada em cima do skate do Francisco. O Gonçalo já cortava aquela trunfa. A Mafalda tem o telefone todo escafiado. O Miguel tem de ter cuidado para não fazer com que os seus pontapés à CR7 levem a bola para o vizinho. Outra vez. 

Estou a escrever um romance. Sai até ao fim do ano. E outro livro, de bola, que também há de ver a Luz, antes do fim do ano. 

Temos um cão na família. Xixis e cocós para limpar, felizmente só os dele. Na rádio estamos com a cabeça no futuro, está a ser muito giro. E vai ser ainda mais. 

 

 

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Dia Mundial da Poesia

por PR, em 21.03.18

Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso

De boca em boca,

Um olhar bem limpo, Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)

«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,

É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

 

 

Alexandre O'Neill

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Feito.

por PR, em 27.02.18

Isto começou  por ser uma daquelas coisas que se dizem, em tom de brincadeira. O Nuno disse que sempre sonhou um dormir um dia na IKEA, só para ver como será a loja por dentro,quando está fechada ao publico. E depois começámos todos a pensar que isso ia ser giro e dava uma emissão engraçada, do programa. O IKEA adorou a ideia e eis que nos apresentamos em Alfragide. E sim, dormimos lá. Nós e uma equipa de gente que trabalhou do final de uma tarde ao final de uma manhã, num duro exercício físico, mas que foi muito divertido e inesquecível.

Notas que ficam: as luzes nunca se apagam; há gente a trabalhar desde as 3 da manhã, aquilo é gigante, as pessoas são muito simpáticas, a ceia servida ás 2 da manhã foi incrível, os quartos que decoraram para nós estavam lindos, vou estar uma semana para recuperar da noitada.

 

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Amor é Podcast sem se ver.

por PR, em 21.02.18

Estreámos, há dias, na rádio, uma série de Podcasts, e um deles fala de amor. A ideia é simples: casais contam a sua história. Como acho que nada bate as histórias reais (afinal, a ficção tem de inspirar-se em algum lado!), dei comigo a ouvir com atenção e gosto, os dois episódios que já estão disponíveis,

A história, powered by Erasmus, em Barcelona, da Sofia e do Pedro,. E a história, movida pela música, do Tiago e a Marisa, dos Amor Electro.

Ouvir falar de amor é sempre bom, creio que se aprende sempre qualquer coisa. Pode ser inspirador. 

Cada história tem as suas nuances próprias, e ouvir as histórias dos outros é voltar a olhar para a nossa, ver pontos em comuns e outros que não.

É uma tarefa diária, que se trava com ardor, como cantava uma música de um disco que tenho lá em casa. 

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É uma cor que dá na vida o amor

é uma luz que dá cor

é uma cor que dá na vida o amor

é uma luz que dá na cor

mas é uma batalha perdida

que se trava com ardor

é uma cor que dá na vida o amor

dor que desatina sem doer

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