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Os motins de ontem nas lojas Pingo Doce, com a promoção de 50% de desconto a quem fizesse mais de 100 euros de compras, estão a gerar indignadas reacções, e eu receio não entender essas reclamações.
Os sindicatos reclamam porque os empregados do Pingo Doce trabalharam no 1º de Maio (uma pessoa que trabalha no Pingo Doce afirmava hoje que, trabalhando a 1 de Maio recebem a triplicar, têm mais um dia de folga e direito, eles próprios, a fazer compras com desconto), fala-se em dumping e de repente o Pingo Doce é acusado de ser um monstro. Lá vem de novo também aquela historia de pagar parte dos impostos fora (como fazem as esmagadora maioria das empresas, nomeadamente da mesma área de negócio).
Ora eu acho que a única coisa que há a criticar aqui é a falta de civismo de quem foi para uma loja andar à pancada, por mais uma palete de leite, um bacalhau seco, meia dúzia de esfregonas e sacos do lixo, umas bolachas Maria ou uma embalagem de Cif.
Agora ver pessoas a comprar coisas de que precisavam e em vez de 200 euros pagarem 100...é mau em si mesmo? Não creio.
Se fosse numa loja Apple, com os mesmos descontos, ou numa Fnac da vida, aconteceria o mesmo, mas aí já era uma ideia de marketing do caraças, não era?
Foi no Pingo Doce e eu digo: foi de mestre. Se este povo se indignasse com aquilo que realmente é importante...mas não, as pessoas andam à pancada porque viram primeiro as latas de cerveja da Sagres ou o Panrico para as torradas.
O problema não é o Pingo Doce. É a falta de educação. Não é resvalar para o dumping, é descair sempre para o chinelo.