Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Um renascentista da comunicação, soube ser competente na Rádio, no Cinema, nos Jornais, na Televisão. E, mais importante, soube ser grande, quando tanta pequenez o cercou, a dada altura. E saiu por cima.
Um dia entrevistei-o, em Oeiras, no Cine Teatro, para um programa que eu fazia no Rádio, e lembro-me da sua simpatia mas também da forma clara como percebeu sempre as diferenças dos vários media em que trabalhou, não cedendo numa ideia com a qual sempre me identifiquei: o que determina se podes ou não tocar várias áreas da comunicação é se consegues fazer bem ou não. Sim, podes apresentar concursos, fazer informação desportiva, ser actor, escritor, entrevistador, locutor. Nada é incompatível para quem é competente.
E Artur Agostinho foi sempre um exemplo de competência, brio, rigor. O carinho, mais do que isso, a gratidão, que dedicou à "querida rádio", à qual "tudo devia" foi outra marca que me deixou, este grande senhor.
Não fomos amigos, só falamos dessa vez e pouco mais, mas o que lhe disse na altura, repito-o, na hora do adeus: sou fã.
Obrigado.