Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Sempre.

por PR, em 25.04.19

25 de Abril é um dia tão bonito.

Infantil e sonhador. Limpo e radioso de esperança.

Uma promessa ingénua. Um sorriso só.

Uma falta de preparação para todos os dias que se seguiriam. 

Uma coisa átomo. Uma quimera que não sabia.

eduardogageiro01.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Rio. Lindo. Cão.

por PR, em 27.03.19

Rio.jpg

Em criança, eu já tinha tudo cães. Um rafeiro chamado Bell (por causa dos desenhos animados Bell e Sebastião) e uma cadela Serra da Estrela, que passava temporada lá em casa,  de vez em quando, e se chamava Laica.

Eu tinha a memória do cheiro , do toque, da alegria única de um cão ao ver os donos a chegar a casa. Mas, na minha vida adulta, só agora, com 48 anos, é que tenho um cão. O Rio está connosco faz para a semana um ano, é um golden de revista, lindo e pateta como são os cachorros. 

Ontem, como acontece sempre que ele percebe que estamos a chegar, fui recebido com o som, alegre e ansioso, do seu ladrar. E lá estive um bocado no jardim, a brincar com ele. Dou comigo a pensar que o Rio; é assim que se chama o nosso cão, faz parte do nosso universo de uma forma definitiva. Parece que sempre fez parte. 

E os cães têm realmente uma forma de se entregarem à relação com as famílias de que fazem parte que é encantadora, de cumplicidade incondicional, de perceberem estados de alma, de forma silenciosa ou mais espalhafatosa, e de serem, de repente, essenciais e preciosos no nosso dia a dia. 

O Rio é uma alegria, menos quando destrói mais qualquer coisa que apanha ali à pata de semear. É um cão espectacular e tenho a certeza que veio dar-nos, a todos, muito, e que as crianças lá de casa também aprendem com este canino irmão que têm, tornando a sua infância mais rica e completa. Como faço questão de lhe dizer, todos os dias: Rio. Lindo. Cão. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

40 anos da Comercial.

por PR, em 14.01.19

 

E eu nesta casa há 26.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Rádio Comercial, 40 anos.

por PR, em 10.01.19

A Comercial faz este ano 40 anos. E inaugura hoje um mini site, dedicado às memórias destas quatro décadas. Conversas com protagonistas de hoje e de outros tempos da Sampaio e Pina, imagens antigas, sons que ficaram para a história. Vai encontrar tudo isto neste mini site, que continuaremos a alimentar de novo conteúdo até 12 de Março, o dia do aniversário. De João David Nunes a Vasco Palmeirim, de Fernando Alvim a Rui Morisson, de Rui Pego a Vanda Miranda, de César Mourão a Miguel Cruz, de Ricardo Araújo Pereira a Filomena Crespo, de Nuno Markl a António Macedo, de Cristina Ferrão a Joana Azevedo, de Júlio Isidro a Margarida Pinto Correia, de Diogo Beja a Herman José...

Muitas memórias para descobrir neste trabalho da nossa equipa digital e de vídeo e claro da equipa da antena da nossa querida rádio, que chega a quarentona em 1º lugar nas audiências.

cadeiras.jpg

Estão todos convidados a testemunhar esta magia que está no ar, em casa, no carro e em todo o lado, há 40 anos!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Que golpe.

por PR, em 12.12.18

Em Fevereiro de 1990, toda a minha vida mudou. Comecei a fazer rádio, no 7º andar da Torre 3 das Amoreiras, no CMR. E foi quando conheci o Luis Costa. Não podia imaginar que, nos anos seguintes, ele ia ser uma pessoa tão determinante, tão influente na construção deste Pedro que sou hoje. No rádio e na vida.
Foi tantas vezes irmão mais velho como foi pai. 
Foi desta dimensão, a nossa amizade. 
A sua característica bondade generosa, o seu humor, a sua frontalidade e honestidade, mas também com a sua sensibilidade para perceber quando era preciso só ouvir ou desfazer o drama com uma piadola; o Luis foi um exemplo de carácter, uma escola de ética e de valores que me acompanharão pela vida fora.
A noticia da sua morte, hoje, foi, seguramente, dos mais duros golpes que recebi na vida. E olhem que já tenho uma boa conta de alguns outros que sofri. 
O Costa. Não me caiu a ficha ainda, completamente. Andei o dia todo entre a tentativa de me equilibrar e não desabar, meio zombie, como se fica quando se recebe uma notícia destas. Sei que esta dor nunca mais vai desaparecer. Agora está a arder, em chaga. Depois vai abrandar, por vezes até vou esquecer-me que ela existe, distraído pelo bom que a vida ainda vai trazer com certeza. Mas, volta e meia, ela voltará, conforme as memórias a despertem, aqui e ali. São tantas.
As conversas longas sobre a vida, a rádio, a música, o cinema, o futebol. Os almoços no Buzina, no Hélio, ou antes, naquela varanda de restaurantes nas Amoreiras. 
As futeboladas de sábado de manhã, em que o seu humor era o maior craque, contagiando todos. Os almoços em Ribamar, naquele restaurante onde serviam o arroz de marisco descascado, regado com João Pires branco gelado. Os 6-3 que vi em casa dele, ele sportinguista ferrenho, mas com tudo a acabar numa jantarada sem sombra nenhuma, que aquilo era uma amizade que estava para lá de derbis, diferenças e, vejo agora, para lá da distância e da cada vez mais larga intermitência nos nossos encontros. A última vez que estivemos juntos foi no Hospital da Cuf, tu em recuperação da delicada e impressionante operação. Guardo, para sempre, o tom da conversa, o som do teu riso, aquele sorriso quando te levei o vinil dos AC/DC,...pergunto-me se chegaste a ouvir. Ou se o disco ficou, como tantas conversas que eu ainda queria ter tido contigo, quieto, em silêncio sem remédio. 
O Costa foi um homem muito grande. Eu tive a sorte de o ter como amigo, e vou recordar-lo sempre com grande emoção, enorme respeito, admiração e carinho. Queria que fossemos à máquina do café, ao pé do estúdio de Monsanto, naquele CMR de noites longas e difíceis, e espreitássemos a temperatura do painel da Phillips, lá em baixo na estrada, para poder actualizar a informação no topo da hora.
Voltar a ouvir a tua voz: "São três da manhã, Lisboa não sei quantos graus", o jingle da informação, com a etiqueta "sem nome" na cassete com sincronismo, e tu fazias de Rui Pêgo e punhas o meu nome em som, para eu desatar a ler as noticias que tinha preparado.
Ou nós a rirmos, quando me contaste que ias ter um programa de fim de semana e o nome era o incrível "Rosário, Rosalinda, se fores à praia, leva o teu xaile". 
Meu querido amigo, nem imaginas o estado em que nos deixas a todos. Este puto aqui está desfeito. As lágrimas que me correm são só a ponta deste iceberg de profunda tristeza, misturada com a revolta de não termos estado mais vezes juntos, não teres chegado a conhecer as minhas filhas mais novas, não termos estado mais ali um para o outro como antigamente, Porque sei que, ainda assim, estivemos sempre ligados. Só nós sabemos, companheiro. 
O Costa foi das pessoas mais importantes da minha vida, e só para o ter conhecido já teria valido a pena ter por cá passado. 
Descansa, meu amigo. 
Não sei porquê mas acredito que um dia voltaremos a encontrar-nos. 
Oxalá

Autoria e outros dados (tags, etc)

Feliz Natal.

por PR, em 19.11.18

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hoje, ao regressar à corrida, mergulhei numa lista no Spotify, que me devolveu uma das minhas grandes pancas, enquanto adolescente devorador de música: os maxi-singles. 

Em 12 polegadas, um single ganhava nova vida. E calhou-me hoje, logo para começar, o incrível Dance Little Sister, do Terence Trent D’Arby. Um monumento funk, que nesta versão mais longa, ganha laivos de James Brown, e, com os falsos finais que tem, eleva a música para um patamar de surpresa e gozo, que me fizeram feliz. Como quando ia à Caixa da Música, em Santo Amaro ou as lojas de discos que havia nas Palmeiras, ou uma que fugazmente existiu ao pé da Igreja, na central Cândido dos Reis, da Oeiras da minha adolescência. 

Que viagem! 

Ainda hoje tenho lendários maxi-singles: o Let’s Work do Mick Jagger, com o envolvente Catch as Catch Can, no lado B. Ou o histórico Inventor, dos Heróis do Mar, o genial What Have I Done to Deserve This, dos Pet Shop Boys com Dusty Springfield, e com a pérola New Life, no lado B...

Música Doze polegadas, tantos anos depois: tão bom. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por PR, em 20.08.18

Lembramo-nos de coisas pequenas. A unha de leão ao pescoço, com ouro na ponta. Os livros que guardavas na gaveta da mesa de cabeceira e que eu espreitava, às vezes.  A mania do café com cheirinho. Aquele fato de treino verde com riscas amarelas. As raquetes wilson de madeira. Sair da Luz 15 minutos antes, por causa do trânsito. As garrafas de vinho Lagoa, com estrelinhas gravadas no gargalo. A voz de trovão. Tu a fumares. Visitas-me em sonhos, muitas vezes, e está bem assim.

Uma pessoa lembra-se de coisas destas, pequenas. O resto é uma rua escura, que se evita. 

Terias 80, desde ontem. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pouca Terra.

por PR, em 07.08.18

Olhando para trás, há pelo menos três clamorosos crimes contra o interesse nacional, cometidos desde a loucura dos fundos comunitários, em anos 80 e 90 de desvario e euforia: a Agricultura arrasada em nome da PAC, a Floresta vergada ao vicio ganancioso do Eucalipto...e o abandono escandaloso do Caminho de Ferro.

Num país que construiu um Aeroporto que recebe um voo de 3 em 3 meses, o abandono compulsivo e desmazelado de estações e linhas de comboio, foi acompanhado, até hoje, pela não renovação das vias que foram sobrevivendo e do próprio material circulante. 

Actualmente o caminho de ferro é, em Portugal, uma ruína. Cada vez há menos comboios a circular, o Alfa Pendular anda hoje mais devagar do que quando foi inaugurado o serviço. A linha de Cascais, que utilizei durante mais de 20 anos, é hoje um serviço feito com carruagens velhas e grafitadas, as mesmas ao serviço desde que eu era miúdo. As estações abandonadas nas Linhas do Interior do país são uma dor, um incentivo ao vandalismo e um elogio à falta de cuidado com aquilo que é de todos. 

 

carcavelos.JPG

Graf_LinhaSintra4.jpg

corgo.jpg

arraiolos.JPG

Tua.jpg

Santa Susana.jpg

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Olhos nos olhos.

por PR, em 28.06.18

 

Somos todos só pessoas.

Autoria e outros dados (tags, etc)