Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Don't worry, be happy.

por PR, em 26.05.17

Daí que, quem decide não ganhe prémios de popularidade. É assim, e , às vezes, há decisões cujas razões profundas ficam com quem as toma, e com quem está directamente relacionado com essas decisões. É difícil, e isso também se aprende, ganhar coragem para tomar decisões duras. Mas se se tiver sempre a noção do que é o nosso trabalho, qual é a nossa função e o que é, a cada momento, o interesse superior, da nossa marca, da nossa equipa, daquilo que, no fundo, é preciso fazer, consegue-se o mais importante: mesmo contra todo o ruído que possa existir, fica a nossa consciência tranquila. E, com o passar do tempo, talvez tudo se perceba melhor. É nossa responsabilidade e não podemos fugir-lhe. 

Quando alguém é brilhante no que faz, mas viola princípios básicos de ética, respeito pelos colegas e trai a nossa confiança? Que fazer? 

Por outro lado, quando alguém é ultra esforçado, empenhado, quer aprender, trabalha, trabalha, trabalha...mas falta-lhe o talento, a técnica, a experiência e acaba por não estar à altura do que se precisa? Que fazer?

Vem tudo isto a propósito de um prémio que ganhei esta semana. Pessoas que não conheço decidiram que sou um chefe feliz. Obrigado pela distinção, é um calorzinho, depois de um ano especialmente duro, em que aguentei em silêncio tanto ruído, algum insulto, por causa de uma decisão que, basicamente, passou por aceitar a decisão tomada por outra pessoa, e aceitar que nem sempre tudo corre bem, às vezes as pessoas desiludem-se, e é preciso aprender, seguir em frente, proteger a equipa, a marca, os princípios em que se acredita e tudo faz parte. No final, toda a gente happy. Pronto.

Obrigado.

 

happy boss.jpg

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


12 comentários

Sem imagem de perfil

De Nuno Azoia a 26.05.2017 às 14:28

Olá Pedro.

Eu nunca duvidei das suas capacidades, nem da equipa. Mas a rádio entra de tal maneira na vida das pessoas, ou pelo menos vocês entravam, que eram parte da família. E foi muito difícil de assimilar que a família se tenha desmembrado sem uma explicação. Acho que faltou, e vão sempre a tempo, uma explicação. A Vanda saiu da equipa por isto ou por aquilo. Sem dar justificações, apenas um esclarecimento. Acho que os ouvintes mereciam isso. Aquela separação foi quase como se um casal se divorciasse sem sequer falar com os filhos, explicar-lhes a situação.
Agora, que o Pedro é um Happy Boss acho que nunca tive dúvidas, até porque não se consegue fazer o que a Comercial fez, com o Pedro Ribeiro como diretor, se a equipa não for forte e coesa. E isso só se consegue com liderança.

Comentar post