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Don't worry, be happy.

por PR, em 26.05.17

Daí que, quem decide não ganhe prémios de popularidade. É assim, e , às vezes, há decisões cujas razões profundas ficam com quem as toma, e com quem está directamente relacionado com essas decisões. É difícil, e isso também se aprende, ganhar coragem para tomar decisões duras. Mas se se tiver sempre a noção do que é o nosso trabalho, qual é a nossa função e o que é, a cada momento, o interesse superior, da nossa marca, da nossa equipa, daquilo que, no fundo, é preciso fazer, consegue-se o mais importante: mesmo contra todo o ruído que possa existir, fica a nossa consciência tranquila. E, com o passar do tempo, talvez tudo se perceba melhor. É nossa responsabilidade e não podemos fugir-lhe. 

Quando alguém é brilhante no que faz, mas viola princípios básicos de ética, respeito pelos colegas e trai a nossa confiança? Que fazer? 

Por outro lado, quando alguém é ultra esforçado, empenhado, quer aprender, trabalha, trabalha, trabalha...mas falta-lhe o talento, a técnica, a experiência e acaba por não estar à altura do que se precisa? Que fazer?

Vem tudo isto a propósito de um prémio que ganhei esta semana. Pessoas que não conheço decidiram que sou um chefe feliz. Obrigado pela distinção, é um calorzinho, depois de um ano especialmente duro, em que aguentei em silêncio tanto ruído, algum insulto, por causa de uma decisão que, basicamente, passou por aceitar a decisão tomada por outra pessoa, e aceitar que nem sempre tudo corre bem, às vezes as pessoas desiludem-se, e é preciso aprender, seguir em frente, proteger a equipa, a marca, os princípios em que se acredita e tudo faz parte. No final, toda a gente happy. Pronto.

Obrigado.

 

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11 comentários

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De Maria (SorrisoIncógnito) a 26.05.2017 às 12:49

Eu ouço a comercial todos os dias durante a semana (ao fim-de-semana falho um pouco). Seja no carro ou no trabalho. Escusado será dizer que a equipa das manhãs é a minha companhia matinal e não poderia "acordar" da melhor maneira. Durante alguns anos habituei-me (sim uma pessoa infiltra-se em hábitos) àquele quarteto fantástico. Para mim eram uma equipa de sonho. Não sou nada da área, mas dei (e dou) por mim imensas vezes a dizer "aquilo deve ser a melhor equipa para trabalhar". Por tudo e mais alguma coisa, essencialmente pelo que transmitem. E não é só pelos sorrisos e as gargalhadas que dou com vocês. É pelas partilhas, pelas emoções que passam, pelo querer chegar a nós deste lado e nós sentirmos o que está desse. Nisso acreditem, conseguem. O Pedro é o boss, não consegue ser nada sem eles, mas eles são fruto do que é. E acredito que deve ser dos melhores.
O quarteto que falei sofreu alterações, é certo que, para ouvintes como eu, diários sentem a falta, gostavam de explicações e deduzem mil e duas coisas. Mas, pelo menos eu, preferi acreditar nos "ajustes" de cada um e não julgar. No início senti muito a falta da voz inconfundível, mas aqui continuei sempre (com saudades) a ouvir sem julgamentos a equipa. E gosto. Acho a distinção de direito. É preciso alguém de pulso para "proteger os seus", acalmar as águas das tempestades, respeitar os outros e o próprio.
Parabéns Pedro! :)

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