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  <title>Dias úteis</title>
  <subtitle>Todos os dias trazem qualquer coisa.</subtitle>
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    <name>PR</name>
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  <updated>2013-05-08T21:39:05Z</updated>
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    <issued>2013-05-08T21:35:15</issued>
    <title>Muito mais que dois grandes amigos, pai e filho talvez</title>
    <published>2013-05-08T21:36:13Z</published>
    <updated>2013-05-08T21:39:05Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não sei se existe um Céu. Ou um sítio qualquer com outro nome, para onde se vai, depois. A existir, confio que terá, ao menos, &lt;em&gt;wireless&lt;/em&gt;. Assim sendo, espero que possas ler isto, meu Pai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje o &lt;em&gt;iPod&lt;/em&gt; esbofeteou-me com aquela música do razoavelmente foleiro Fábio Jr, a canção "Pai Herói". E como sempre, quando isso acontece, fui-me abaixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É incrível como perdoamos e nos perdoamos, com o tempo. Não perdoei (falha minha, até porque perdoar ou não é miseravelmente igual) a tua violência com a mãe, mas desconto, à distância, vendo-te hoje, daqui, tão humano, tão afinal de contas aflito e frustrado...saiu-te tudo ao contrário não foi? Foste cruel, tantas vezes. Tonto, quase sempre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Percebo hoje que sim, é possível sentir saudades do que não se teve, e saudades de ainda ir a tempo de fazer a nossa parte toda, para que tudo fosse melhor. Ou só diferente, que a esperança é uma forma de ingenuidade sonhadora, muitas vezes contra todas as evidências em contrário. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sabes? Na segunda-feira queria ter-te tido ao meu lado na bancada. Não para me dares alento a mim, mas para eu te acalmar o teu ataque de fúria. E dizer-te que ainda nada estava perdido, tem calma; agora seria eu assumir um tom paternal, parece que é a ordem natural das coisas, acabarmos pais dos nossos pais. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por estes dias queria contar-te da Maria e os dentes a romper. Do Gonçalo e a prova de português que correu bem. A primeira comunhão da Mafalda. Tudo o que aconteceu e tudo o que está a acontecer na minha vida. Os dias em que o chão me foge. Perguntar-te: "O que é que eu hei-de fazer, papá?"&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sei que não eras o Pai ideal para eu perguntar, e muito menos para me responder a resposta boa, aquela resposta que faz sentido e ilumina o caminho. Mas não tive outro pai, só tu. Não tenho ilusões. Hoje a música tocou, e chorei de novo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pai, eu cresci e não houve outro jeito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero só recostar no teu peito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra pedir pra você ir lá em casa &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E brincar de vovô com meu filho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No tapete da sala de estar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pai, você foi meu herói, meu bandido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hoje é mais muito mais que um amigo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem você nem ninguém tá sozinho &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você faz parte desse caminho &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que hoje eu sigo em paz&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem percebo muito bem porque mexe tanto comigo, tendo em conta aquilo que fomos um para o outro, enquanto cá andaste. Quando me despedi de ti, naquela sala dos cuidados intensivos daquele hospital em Coimbra, onde todas aquelas pessoas de bata eram figurantes fantasmas e só lá estava eu e tu, e tu eras ali o avó, igual a ele, velho, velho velho, nunca mais me vou esquecer, tão velho me pareceste, tão &lt;em&gt;frágilzinho&lt;/em&gt;, tão criança perdida, aflita. Não sei se me sentiste. Não falámos, estavas sob o efeito dos medicamentos e da vida toda vivida e não cumprida, e tudo isso se misturava ali, na forma de uns sons que não chegavam a ser palavras, não falámos, não sei se percebeste que o teu filho Pedro estava ali. O único dos teus três filhos que foi lá despedir-se, sim, porque eu sabia bem que era a última vez que te via com vida, uma vida fininha e frágil, a esgotar-se como a areia numa ampulheta, o tempo está a contar, pai, estás a ouvir, vim saber de ti? perguntei, sem resposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queria que no dia 15 pudéssemos ir os dois ver a Final. Lembras-te quando saí da Luz em lágrimas por causa do golo do cabrão do Lozano? E tu me disseste, enquanto passávamos junto do fogo preso, que preso e apagado ficou e que estava montado naquele placar do totobola, topo sul da antiga e eterna Luz? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Eles é que ganham milhões e tu é que estás para aí a chorar?". Hoje percebo que eras tu a não querer desatar a chorar, querias tanto ver o Benfica ganhar uma final, e que eu visse como tu tinhas visto antes, há tanto tempo. Mas nunca deixarias cair a tua capa de super fanfarrão. Digo-o sorrindo, para que saibas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queria levar-te a Amesterdão. Queria que tivesses conseguido falar, que tivesses conseguido ser melhor pessoa, e que eu tivesse ajudado. Pai eu fui lá, eu quis saber. Foi para meu conforto ou para o teu? Lembras-te das vezes que te levei comida, e tu sozinho em casa, dias a fio sem sair? A vida tão escura, os dias feitos de ressentimento e raiva já meia balhelhas. E lembras-te das pouquíssimas vezes em que até parecia que éramos possíveis, pai e filho, em bom?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pai, me perdoa essa insegurança&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É que eu não sou mais aquela criança&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que um dia morrendo de medo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nos teus braços você fez segredo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nos teus passos você foi mais eu&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sabes, Papá, porque não me aguento, quando esta música toca? Esta semana, um vizinho meu amigo lembrou-me as palavras do padre Tolentino Mendonça, que diz que&lt;span&gt; "&lt;em&gt;Somos mesquinhos, banais, egocêntricos, ressentidos. Se não tomamos consciência disso, não conseguimos a transformação. A primeira condição da transformação é a nudez. Ser capaz de contar a sua verdade&lt;/em&gt;." Quem me dera ter conseguido isso contigo. Termos conseguido isso um com o outro. A nossa verdade. Ele também diz isto: "&lt;em&gt;Sermos nós próprios é percebermos o caminho da imperfeição. O que nos mata é essa perseguição da perfeição. Não temos de ser perfeitos. Temos de ser inteiros."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostava de ter falado contigo sobre isto. Podia ser que houvesse aí um caminho para nós. Que tivessemos conseguido o milagre de sermos ao menos inteiros, um para o outro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afinal fomos o que fomos, agora eu dou comigo a ouvir esta maldita música de uma novela antiga, do tempo antigo em que existias e eras horrível, e a pensar: não te conheci. Não deu. Mas tenho saudades tuas. Ou saudades de que existisses, pelo menos. E eu pudesse ter a ilusão ingénua de ser possível trocarmos umas ideias. Correu tudo mal, não foi? Tivéssemos tido nós a lucidez e a tenacidade para conseguirmos perceber, a tempo, aquilo que Dostoievski quereria dizer quando disse que &lt;span&gt;"&lt;em&gt;a maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz&lt;/em&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Não creio que tivesses chegado a perceber. Hoje, quando aquela música tocou, pensei assim: não foi naquele hospital, nem nas irreprimíveis lágrimas naquele gelado crematório em Rio de Mouro ou Rinchoa ou lá o que era aquele fim do mundo, nunca mais lá fui, nem conseguiria se quisesse. Foi hoje que fiz as pazes com a minha ideia de ti. Percebi porque fomos tão infelizes. E está tudo bem. Está tudo bem, papá. Ainda bem que tivemos esta conversa. Quando voltarmos a falar, vai correr bem, vai ser mesmo bom. Começaremos daí. E sim, vamos ganhar. &lt;/span&gt;Vamos sempre a tempo de ganhar tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E seguimos o nosso caminho. Em paz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/zgo8kX0EQyg" width="420" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-29T14:23:03</issued>
    <title>"...a salvo, para além da loucura"</title>
    <published>2013-04-29T13:24:39Z</published>
    <updated>2013-04-29T13:24:39Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Há muitos anos que este texto habita a minha vida e as minhas sessões de Karaoke no carro. Mas nunca tinha visto assim. Maravilhoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/NrWLiBSBu-k" width="500" height="315" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-25T09:17:23</issued>
    <title>O dia.</title>
    <published>2013-04-25T08:37:24Z</published>
    <updated>2013-04-25T08:37:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=r9s2mjcQO9d8Zhbit8ZS"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bad14bdaa/14901827_2zvQu.jpeg" alt="" width="305" height="440" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Sophia é que explicou tudo, melhor que toda a gente:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"Esta é a madrugada que eu esperava&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O dia inicial inteiro e limpo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Onde emergimos da noite e do silêncio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E livres habitamos a substância do tempo"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Uma revolução que leva o rosto de um anti-herói, por isso o maior herói de todos, Salgueiro Maia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Democracia antes de todos, já dentro de si, no carácter e na acção. Comandando soldados que eram, muitos deles, quase meninos. Em veículos no limite do combustível. Muitos de armas sem munição. Recebendo cravos nas ruas de Lisboa, em manobras militares que são uma festa das pessoas que vão para a rua, ver e sentir. Quem me dera lá ter estado!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Quando uma revolução se explica, na sua plenitude, por um poema, isso é Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Quando estragamos quase tudo a seguir também, numa bebedeira de algo tão novo e tão grande que se perde o pé.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Mas o essencial, o que tem de habitar para sempre a substância do tempo, é a Liberdade, enquanto valor maior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Liberdade para ser e respeitar os demais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Liberdade e Esperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;25 de Abril, sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-23T07:17:41</issued>
    <title>Nunca desprezar o poder de uma grande canção.</title>
    <published>2013-04-23T06:18:52Z</published>
    <updated>2013-04-23T06:18:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/FSea1YPxK1c" width="500" height="315" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto mais conheço, deste Jovanotti, mais o respeito como artista e poeta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande canção, texto certeiro.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-22T09:53:55</issued>
    <title>Faltam 3 vitórias.</title>
    <published>2013-04-22T08:54:13Z</published>
    <updated>2013-04-22T22:27:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Lima, limão. Que golo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=LekrR9FqcvWDsQHJzFGs"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be4144c34/14892464_6A77H.jpeg" alt="" width="500" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=4asrfZdKiHULiMZRUsJQ"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B511329a9/14895320_FZfcc.png" alt="" width="500" height="350" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-19T20:33:58</issued>
    <title>De muitos, um.</title>
    <published>2013-04-19T19:35:23Z</published>
    <updated>2013-04-19T19:35:23Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/VTKwuU5ipeg" width="500" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Ser. Benfiquista.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-19T12:54:25</issued>
    <title>E, de repente, sol.</title>
    <published>2013-04-19T11:55:24Z</published>
    <updated>2013-04-19T11:57:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/4FRXLzw37-8" width="500" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-18T16:48:55</issued>
    <title>Vivendo e aprendendo </title>
    <published>2013-04-18T15:51:23Z</published>
    <updated>2013-04-18T15:51:23Z</updated>
    <content type="html">Sobre nós e quem nos rodeia. Misérias e deslumbramentos. &lt;br /&gt;Pessoas que gostam de nós e pessoas que nos querem mal. &lt;br /&gt;Reconhecer as nossas próprias zonas de sombra e tentar iluminá-las.&lt;br /&gt;Lutar, dar sempre tudo. Buscar a verdade e a vida boa, limpa.</content>
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    <issued>2013-04-11T06:56:32</issued>
    <title>Parece simples. </title>
    <published>2013-04-11T05:57:26Z</published>
    <updated>2013-04-11T05:57:26Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=uj1swUwRnoWHjVk6LhNw"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7a136854/14851593_UI01B.jpeg" alt="" width="500" height="470" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-09T10:12:07</issued>
    <title>Quando os postes eram pedras da calçada.</title>
    <published>2013-04-09T09:39:20Z</published>
    <updated>2013-04-09T09:39:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Ontem, no regresso de mais um treino do meu filho, explicava-lhe que, quando eu tinha os 9 anos que ele tem hoje, não havia cá treinos em Academias de Futebol, em relva sintética, balizas a sério, pinos, coletes de marca, &lt;em&gt;chuteiras&lt;/em&gt; &lt;em&gt;xpto&lt;/em&gt; iguais às dos Messis e Ronaldos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jogava na rua. O dia inteiro, se pudesse. Com chuva ou sol, jogava na praceta, jogava na estrada, jogava no pedaço de terreno baldio nas traseiras. Fazíamos linhas (dois saltos e o resto passos) e queríamos ser o Carlos Manuel e o Chalana, o Bento e o Nené. Também havia quem "fosse", naquelas memoráveis &lt;em&gt;futeboladas&lt;/em&gt; de calçada, um Jordão, um Gomes, um Oliveira. Ou, ás vezes, "só estrangeiros": Platini, Maradona, &lt;span&gt;Rummenigge, Zico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Gonçalo dizia-me ontem que gostava de experimentar. "Papá, um dia podemos jogar à bola na rua?" &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Podemos, mas nunca será a mesma coisa, puto. O mundo era tão diferente, o meu mundo também, aos 9 anos, que olhar para essas &lt;em&gt;futeboladas&lt;/em&gt; é pensar em nomes dos amigos da rua: o Barrocal, o Di e o Abel, o Silvério e o Filipe Aleluia e outros tantos nomes de companheiros de fintas, de golos, de defesas, de fuga ao careca, dono da varanda para onde a bola ia, ás vezes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca mais vi esses craques, espero que tudo lhes tenha corrido bem, mas quero agradecer-lhes daqui: foram as melhores futeboladas de sempre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com pedras da calçada a fazer de postes, sim. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-06T01:14:44</issued>
    <title>Há doze.</title>
    <published>2013-04-06T01:04:28Z</published>
    <updated>2013-04-06T21:12:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Hoje (a esta hora já é ontem), uma das pessoas da minha equipa, na rádio, fazia 30 anos. Durante todo o dia, este número foi insistindo em tornar-se memória, e projectei neste aniversário uma retrospectiva minha. Quando eu tinha 30 anos. Quando eu tinha 30 anos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estava casado há 2. Tinha uma filha de 7 meses. Estava nas Manhãs da Comercial (outras), não era director. Estava a começar a fazer narração de bola na Sport Tv. Fazia Sorte Grande e Top + da RTP. Acho que foi por aí. Tinha uma carrinha V40, cinzenta prata, que adorava. Morava numa casa linda, e, não sabia, mas era feliz. Conseguia. Acontecia sentir-me feliz, muitas vezes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A vida era outra. Ao ponto de, em muitas matérias, nem parecer ter sido eu mesmo, este que aqui escreve, a vivê-la. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje tenho uma nova filha de 7 meses. Está a surgir o seu primeiro dente. É a bebé mais bonita de todo o planeta, digo-o sem hesitação. É feliz. E é uma fonte de felicidade, coragem, inspiração, para tudo o que ainda virá. Agora, que já vou nos 42.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A maneira como a minha vida se apresenta hoje, só aí tem uma vaga semelhança, com 2001, quando fiz 30. Porque, à minha volta e dentro de mim, tudo mudou. Tempo, espaço, perspectiva, tantas pessoas, presentes e ausentes, ganhas e perdidas, tudo mudou. Eu mudei. E, claro, em algumas coisas, não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A década dos 30 anos de idade: tantos sonhos desfeitos. E tantos que me surpreenderam, ao realizarem-se sem ter sido preciso sonhá-los primeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os 30 anos foram os melhores e foram os piores da minha vida. Suponho que como terá acontecido também com as outras décadas antes. Mas a dos 30 definiu quase tudo. Não estava preparado para quase nada, é um milagre ter sobrevivido para contar! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho 42 anos, e ainda acredito que, até ao fim, só faz sentido procurar ser feliz. E melhorar, a cada dia, aprendendo com os erros e feitos, com as derrotas e as vitórias do dia a dia, as grandes e as pequeninas, que são, afinal, as mais determinantes. Olho para o Pedro dos 30 anos e digo-lhe: tu sabes lá. Não podes fazer sequer uma pequena ideia do que aí vem. E não vale a pena dizer-te: "Prepara-te, puto, que vai ser do caraças mas também vai doer muito, muito mesmo, a dada altura."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não vou dizer-lhe que vai doer ao ponto de, aos 42, ainda sentir, por vezes, uma impressão, como uma nódoa negra de uma pancada qualquer. Ou que vai sempre sonhar da mesma forma ingénua e distraída, como nessa altura. Sonhar que é, é sempre mesmo, possível, ser mais feliz. Não se aprende nada? Aprende-se o que se é, para começar. Já não é mau..Não é pouco, com certeza. Mas se calhar isso é só aos 42, estou a adiantar-me.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ter trintas, que vertigem! A década que, de alguma maneira, define todas as outras que se seguem, talvez. Foi uma viagem extraordinária, apesar dos pesares. Como aquela velha e nostálgica canção pergunta: "&lt;em&gt;O que há-de ser de nós?&lt;/em&gt;", quem faz 30 não só olha com distância leve para essa pergunta, e para a toada melancólica, e dramática ao mesmo tempo, da canção e das suas palavras, como passa a maior parte do tempo sem pensar sequer em tão pertinente e perene pergunta. Está só a ter 30 anos, e 30 e tal. Tão bom. Que se desenvolva o critério para escolher o melhor possível. Viver o mais possível, olhos curiosos, ouvidos atentos, corpo todo pronto para tudo de bom, garra e discernimento em doses semelhantes, atenção e capacidade de sonhar e concretizar. E ter sorte para sair mais ou menos ileso, seja como for. Cuidado amoroso com os filhos, os pais, os irmãos. Cuidados e cuidado com os amigos. Estar preparado para tudo, conseguindo evitar ser cínico. Experimentar. Ter 30 anos, e 30 e tal. Desfrutar disso. Ser justo com os amores. Saber amar. Ter a noção desse privilégio. E cuidar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui destes 42, só digo isto: cuidem bem dos 30. Caramba...a tempo de tudo, a tempo de rigorosamente tudo. A tempo de errar menos, grande vantagem, vendo daqui. Eu também acho que, com quarentas, ainda se vai a tempo de tudo, não haja dúvidas. Mas se puder ser nos 30, melhor. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Feliz Aniversário à Rita e bons 30 a quem está a vivê-los. Não sabem, podem nem o notar...mas está tudo a acontecer, aí.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vão ver.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-03T07:21:27</issued>
    <title>A vida vista daqui</title>
    <published>2013-04-03T06:50:21Z</published>
    <updated>2013-04-05T10:28:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eu já escrevi um livro chamado "A Vida vista daqui", título ingénuo para um livro tão embaraçosamente ingénuo em si mesmo, que nunca viu a luz do dia. Eu já perdi pessoas que me eram muito queridas. Umas morreram, outras fui só eu que as perdi. Eu já amei e desamei muito. Traí e fui traído. Já me desiludi e já iludi. Eu já senti que estava tudo perdido e também já pensei que tinha encontrado tudo. Nunca quis fazer mal a ninguém, embora o tenha feito sem intenção, inevitavelmente. Mas sei o que é quererem fazer-nos mal. Mal mesmo. Já aprendi que o ódio é uma perda de tempo e uma energia desperdiçada. Não odeio ninguém. Já me enganei acerca de muitas pessoas, e já me surpreendi a mim próprio, em bom e não só, infelizmente. Tentei aprender com tudo e ser melhor. Continuo a pensar assim.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antes, tinha a ilusão de que, aos quarenta e tal, a vida ia estar toda arrumadinha, e seria só uma questão de ir vivendo, desfrutando. Antes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que a vida arruma-se e desarruma-se, a gente acha que tem tudo mais ou menos controlado, que deste céu não virá mais tempestade, que as lágrimas de toda uma vida já secaram de vez, esgotando-se, em descanso; que nada mais nos surpreenderá, numa esquina qualquer, assim como uma rajada de vento que nos arrasta de repente, mas não. Eu já fiz muita merda na vida, mas eu também já fiz muito bem a muita gente, e no deve e haver, não me envergonho do que sou. Só algumas partes, aquelas coisas que não me orgulho de ter feito e hoje. não faria. Reconhecendo falhas, erros, mas também tendo noção das coisas boas que consigo ser.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A vista vista daqui é uma serena noção de que isto é uma luta, connosco e com o passar dos dias, e que há que não baixar os braços nem a guarda, tudo pode acontecer. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isto tudo, e mais qualquer coisa, está nesse tal livro secreto, que ontem à noite reli, de uma ponta a outra, surpreendendo-me, entre o embaraço e o sorriso, com o que escrevi entre 1994 e 2010. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Talvez um dia publique. Com pseudónimo, para não "doer" tanto.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-03T07:11:08</issued>
    <title>Mar de Abril</title>
    <published>2013-04-03T06:13:40Z</published>
    <updated>2013-04-03T06:13:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=BzLzRVZ00ZZqGUtuHlZZ"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6413c4c2/14816105_awGPf.jpeg" alt="" width="500" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-01T08:22:17</issued>
    <title>Mais além.</title>
    <published>2013-04-01T07:22:47Z</published>
    <updated>2013-04-01T07:22:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=SBDtG4dVZcSSnKdpgIKe"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B87137f99/14808414_w4QZb.png" alt="" width="500" height="307" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-01T07:04:23</issued>
    <title>osdiasuteis @ 2013-04-01T07:04:23</title>
    <published>2013-04-01T06:14:35Z</published>
    <updated>2013-04-01T06:14:35Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;A vida ensina-nos sempre. Tudo o que é mentira, acabada por se revelar. Tudo o que é verdade também. A fraqueza de um ser humano é tão humana como a rapidez com que se atira pedras. Surpreende-me, ainda hoje, a incrível resistência que é preciso ter, para superar os solavancos da vida. Encarar com coragem, assumir o que houver para assumir, enfrentar todas as mágoas que ficam, e seguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tentar ser melhor, a cada dia, e aprender com os erros, os sonhos por cumprir, as dores todas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-28T16:46:26</issued>
    <title>Gostar de uma canção, assim de repente.</title>
    <published>2013-03-28T16:46:57Z</published>
    <updated>2013-03-28T16:46:57Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Ouvi hoje. Gostei mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/f4SnlqdugCc" width="420" height="315" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-25T07:49:58</issued>
    <title>Just do it.</title>
    <published>2013-03-25T07:50:45Z</published>
    <updated>2013-03-25T07:50:45Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=pzGtGBaKBMpo1vIMwqqm"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5e13712e/14774440_Lz2uq.jpeg" alt="" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-20T06:49:36</issued>
    <title>Berlim.</title>
    <published>2013-03-20T06:52:15Z</published>
    <updated>2013-03-20T06:52:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=35rwul68zsrAZkWzjWng"&gt;&lt;img style="border:0 none" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7813d63f/14752736_uWLeT.jpeg" width="500" height="375" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade muito, muito interessante. História por todo lado. A voltar, com tempo, sem duvida.</content>
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    <issued>2013-03-15T07:27:01</issued>
    <title>Arriscar state of mind.</title>
    <published>2013-03-15T07:31:10Z</published>
    <updated>2013-03-15T07:31:10Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.liveleak.com/ll_embed?f=0a9b5f021c97" width="500" height="360" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na vida, há momentos em que temos de actuar pelo instinto, pelo impulso que nos vem das entranhas, do mais profundo que temos e somos. Este rapaz fê-lo, Billy Joel soube dar-lhe essa possibilidade, e o resto é o que se vê neste vídeo. Uma metáfora para a vida? Sim, sem dúvida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Podemos ficar sentados, no conforto seguro de um lugar na plateia, ou podemos ter a coragem de nos levantarmos, pedirmos a palavra e agir por instinto.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-12T11:14:47</issued>
    <title>Parabéns, querida Rádio.</title>
    <published>2013-03-12T11:21:18Z</published>
    <updated>2013-03-12T11:21:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Rádio Comercial faz hoje 34 anos. Dirigi-la é uma responsabilidade e um privilégio. Festejar o aniversário da estação pela primeira vez na condição de líder de audiências é um orgulho. E achámos que devíamos, enquanto líderes, fazer mais do que publicitar essa liderança e criámos uma série de pequenos documentários sobre a força da Rádio enquanto meio. A maneira como a Rádio influencia estados de alma, e ajuda, em alturas criticas da vida das pessoas. Pegámos em testemunhos reais de ouvintes da Comercial e encontrámos ecos do afecto, da intimidade, da forma como a rádio consegue chegar ao coração dos ouvintes. Este filme é apenas o primeiro, e é bem especial.  Obrigado a todos os que fizeram e fazem a Comercial e todas as rádios. Obrigado aos ouvintes, todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, sobretudo, obrigado à Rádio, esse meio de comunicação único, um dos grandes amores da minha vida. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/TaFiUrBSWXQ" width="500" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=abYSQeuMeHvbfGr0hrZO"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba7145a09/14724247_lF2BQ.jpeg" alt="" width="500" height="185" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-06T16:52:07</issued>
    <title>Eu que me comovo por tudo e por nada.</title>
    <published>2013-03-06T16:52:32Z</published>
    <updated>2013-03-06T16:52:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/2V-20Qe4M8Y" width="500" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-06T16:21:15</issued>
    <title>Dizer bem.</title>
    <published>2013-03-06T16:22:47Z</published>
    <updated>2013-03-06T16:22:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Reclamar é fácil e parece endémico neste país. Mas eu gosto de poder dizer bem. É o caso: linha de atendimento da Brisa, serviço Via Verde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rapidez, simpatia, eficiência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigado.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-05T11:59:55</issued>
    <title>Tão bom.</title>
    <published>2013-03-05T12:00:59Z</published>
    <updated>2013-03-05T12:00:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/osdiasuteis/fotos/?uid=M5lZvEyITzlncOiNnNMi"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bab13c782/14694058_jQOTf.jpeg" alt="" width="500" height="161" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;O Calvin é o meu super-herói. Estupendo.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-04T11:40:15</issued>
    <title>Grândola.</title>
    <published>2013-03-04T14:53:49Z</published>
    <updated>2013-03-05T12:03:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;As manifestações deste fim de semana tiveram, a meu ver, uma marca muito própria, um cunho especial: a tristeza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que se sentia no desalento dos olhares e das palavras. Claro que impressiona sempre que a grande parte das pessoas que são ouvidas pelas televisões, tenha pouca facilidade em explicar porque está ali, mas a tristeza no olhar despista dúvidas sobre o essencial. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tristeza, o desalento, a falta de forças para lidar com uma situação que não anteciparam, não imaginaram, não previram, mostra-me que nós não estavamos preparados para o resultado do desgoverno das últimas décadas. A manifestação não devia chamar-se "Que se lixe a troika". É um facilitismo oportunista que iliba, sem querer, os governantes e outros detentores de poderes, coniventes com o poder legislativo e com o poder da justiça, que fabricaram esta crise, e dela lucram e lucraram, há muito. Entre os que provocaram a crise, aos que lucram com ela, aos que usam a crise para a sua própria demagogia fácil, o drama é a falta de escolha possível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é no horizonte partidário que temos à nossa frente, que se encontra uma luz de esperança. A esmagadora maioria das pessoas que se manifestou não vota, lembro. E não creio que isso mude nas próximas eleições. Essa é outra nota que ajuda a sublinhar aquela tristeza: não há uma esperança à qual as pessoas se possam agarrar. Ninguém que inspire, motive, estimule. Ninguém que inspire, outra vez, confiança, a crença numa qualquer via possivel para uma esperança,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa é uma das tragédias: um pais onde a classe politica, a banca, a justiça, todos os poderes legítimos deixaram de merecer qualquer crédito. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas próximas legislativas, se aparece alguém com um golpe de asa, ganha fácil, a começar pelo ganho de novos eleitores, já desabituados de ir às urnas. Não creio que esse alguém possa aparecer, e, a aparecer, que as intenções sejam as certas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dia de cada vez, enfim.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-04T11:06:17</issued>
    <title>Tanta esperança.</title>
    <published>2013-03-04T11:07:12Z</published>
    <updated>2013-03-04T11:07:12Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/sociedade/noticia/medicos-reduzem-virus-da-sida-em-bebe-para-niveis-que-permitem-falar-em-cura-1586503"&gt;Esta &lt;/a&gt;notícia é extraordinária. &lt;/p&gt;</content>
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