Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

(Continua a ser uma questão de nervos ir ao cinema, sobretudo quando a sala está cheia, ao fim de semana. Pessoas que falam alto como se estivessem em casa, comem pipocas de boca aberta, fazem uma barulheira desgraçada com embalagens de pipocas e outras doçarias, não põem o telemóvel no silêncio, chegam tarde ao filme e pisam os pés de quem já está sentado - e não pedem desculpa. Ah, e, ás vezes, acontece ir para a sala de cinema partilhar cheio a suor. A sério, é preciso ter uma grande pachorra para não nos chatearmos no cinema.)

 

Bem, vamos ao que interessa:

 

 

 

Belo filme.

Daniel Craig vai bem, mas esta rapariga rouba-lhe o filme com uma interpretação notável. 

 

E, num filme de semana cheio de cinema, gostava mesmo de recomendar este outro filme:

 

 

George Clooney tem o papel da sua vida, num filme com uma história que emociona, e nos recorda toda a fragilidade da nossa existência e a diferença entre o essencial e tudo o resto, no nosso dia a dia.

Um filme sobre a coragem de perdoar, a dor da perda, da traição, do desamor. Mas também um filme sobre vidas que se salvam na desgraça, sobre uma família que ergue das piores perspectivas, no balanço de uma monumental tempestade emocional (a última cena do filme é esperança em estado puro). O Hawaii sem ser em folheto turístico. Clonney a milhas do galã. E as duas actrizes que fazem aqui de suas filhas e que enchem o ecrã de talento também. Tanto.

Este filme tem tudo para se tornar um clássico. Os mais cinicos dirão que é um filme lamechas.

Eu digo que é um filme de grande inteligência, com uma humanidade cada vez mais rara, para lá do barulho das luzes de Hollywood, e um filme que evita os clichés dos finais previsíveis e que, sobretudo, deixa aberta a porta para algo que nos é, acredito, cada vez mais essencial: a esperança, apesar de tudo...e nada.

A não perder.

 

 



Publicado por P às 07:38 | Link do post | Comentar

12 comentários:
De Marco Viana a 23 de Janeiro de 2012 às 10:00
Bom dial, Pedro!! Recomendo que vejas os originais da série Millenium, em Sueco! Mas, visto que já viste o filme com o Daniel Craig, vais já com uma ideia do que apanhar, pelo menos no primeiro filme!! Este ano, o óscar de melhor actor será disputado, taco-a-taco entre o Clooney, Gosling e Pitt! Queria que fosse o Gosling a ganhar!A ver vamos as nomeações!


De M. a 23 de Janeiro de 2012 às 10:44
nada de shoppings, salas Castelo Lopes...não há pipocas, não bebidas..vais ver que é um optimo filtro para todos aqueles que ainda são da "velha guarda", onde a educaçao e o silencio permitiam ver cinema em paz...


De Menino De Sua Mãe a 23 de Janeiro de 2012 às 11:49
O primeiro episódio da trilogia de telefilmes suecos é muito muito bom. Ainda não vi a versão Hollywood da coisa, depois cá virei dizer se conseguiu superar o original...


De Igor Marques a 23 de Janeiro de 2012 às 12:49
Desculpem a minha ignorância. Mas como se chama este filme do George Clooney? Fiquei curioso ...


De Ognito a 23 de Janeiro de 2012 às 14:25
Epá afinal não sou só eu a reprovar e ficar incomodado com determinado tipos de comportamentos... Já me achava esquisito.... A falta de civismo já chegou até aos locais mais insuspeitos - concertos de música clássica. Ainda este fim-de-semana experimentei....


De Cláudia Oliveira a 23 de Janeiro de 2012 às 14:28
Olá Pedro... Também me enerva profundamente o pessoal que vai comer para o cinema... Querem comer, comam antes de entrar... :)
Em relação ao filme Millennium I, também concordo que a Roonei Mara acaba por ofuscar o Daniel Craig... Temos actriz... :)


De Carla a 23 de Janeiro de 2012 às 15:07
Também fui ver! À hora de almoço que é para não me chatear com pessoas que vão para o cinema passear e, mesmo assim, lá apanhamos com um ou dois cromos.

Quanto à saga Millenium:
os telefilmes suecos, com a Noomi Rapace (aparece no novo Sherlock), são muito bons (comprei-os!). Gostei desta adaptação e os actores estão fantásticos.

Contudo, nenhuma das adaptações consegue acompanhar a dimensão dos livros. Vale mesmo a pena lê-los. São geniais.


De Flour a 24 de Janeiro de 2012 às 08:43
Ainda estou a ganhar coragem para a versão hollywoodesca, é que a trilogia original é mesmo boa.


De Liliana a 24 de Janeiro de 2012 às 18:54
No visionamento de imprensa de "The Artist", um dos "críticos" presentes atendeu o telemóvel a meio do filme. Se isto acontece quando o filme está a ser exibido para a "crítica" nacional, já espero de tudo numa sessão normal.


De Lia a 25 de Janeiro de 2012 às 15:28
o primeiro filme está em lista de espera para ver... não posso tecer comentários!
quanto ao segundo, partilho da mesma opinião: é um excelente filme, ao contrário do que já vai sendo (infelizmente) um hábito, tem uma história, uma lição, uma moral. MAS... não sei se da falta de hábito de ver o Clooney num papel tão "simples" foi-me um pouco estranho! é um filme que se soubesse o que sei hoje, não o teria ido ver ao cinema, mas COM CERTEZA, teria visto na mesma. em casa, talvez!


De Germano Bettencourt a 26 de Janeiro de 2012 às 21:17
Os filmes suecos são excelentes. É impossível acompanhar os livros, mas mesmo assim estão muito bem conseguidos.

Vamos lá ver o que dará a versão Hollyhoodesca... :P


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