Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




25 de Abril, sempre.

por PR, em 26.04.17

Aquela ingenuidade, aquele sonho de qualquer coisa boa, melhor do que qualquier coisa sonhada antes, uma qualquer coisa boa que ninguém sabia bem o que é, ou poderia ser.  Aquela alegria tão cristalina, o alívio de uma dor ou de uma ausencia de sentir, uma preguiça de questionar, um vício velhaco de denunciar quem pensava e fazia diferente. Um dia de promessas todas juntas, nenhuma concreta, todas da área do sonho e da infância que vive dentro de nós, outra vez a ingenuidade. 

A política, claro, mas em sectores muito limitados da população de um país que, na maioria, ou não sabia ou não queria saber. O dia 25 de Abril é um poema.Revolução com cravos nos canos da espingarda. Uma revolução pensada a prever improvisos, tão portuguesa na sua génese.

O dia, aquela quinta-feira. Mais do que o que se seguiu, mais até do que o romãntico mas já politizado 1º de Maio. No 25 de Abril não havia partidos, Não havia sistema politico. Não havia nada a não ser aquela alegria, aquela esperança, aquela ingenuidade, todo um poema nos rostos das pessoas, fotografadas por Eduardo Gageiro e Alfredo Cunha.

25 de Abril, sempre.

 

Alfredo-Cunha_6.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

Imagem de perfil

De José da Xã a 26.04.2017 às 13:28

"... aquela quarta feira" que era uma quinta feira.
Memórias de quem viveu o que agora se estuda.
Abraço.
Imagem de perfil

De PR a 26.04.2017 às 22:54

Tem razão, 5ªFeira. Obrigado.

Comentar post