Rais'parta.
O Van Persie ainda aparece como jogador do Arsenal, curioso. Mas basicamente é isto, dado o orçamento. Na época passada, nesta fantasy league, ficaram à minha frente cerca de meio milhão de treinadores. Objectivo este ano: ficar nos...200,000 primeiros.
É uma questão mais pertinente do que nunca, ou devia ser, para os benfiquistas. Para lá da bazófia habitual do "este ano ninguém nos agarra", este extraordinário e certeiro texto de Leonor Pinhão põe o dedo na ferida, depois da vergonhosa deslocação do Benfica a Dusseldorf, e do convénio entre a Academia Mário Coluna ...e o FCP. Dois casos que mostram, para quem quiser ver, que há realmente falta de benfiquismo no Benfica. Não há quem saiba estar à Benfica dentro e fora do campo, quando isso é mais preciso. É triste. Mas o mais triste é isso não ser mais claro, dentro de fora do clube. Como a implosão do sistema financeiro, haverá quem diga, mais tarde: eu vi logo. Não, actualmente são poucos os que avisam para o mal que as coisas estão.
Leonor Pinhão avisa, e, meu Deus, como acerta na mouche. Já fomos?
ADENDA: Este discurso, proferido hoje, se tem sido utilizado logo no dia do incidente, teria resolvido muita coisa. Não minimiza o erro do capitão da equipa, mas também não desata a rir perante esse comportamento. Não permite aproveitamentos oportunistas nem extrapolações e aproveita para responder, na mouche, a quem aproveitou logo para se fazer de virgem ofendia, quando é quem tem menos moral para fazê-lo. Solução: da próxima vez, o presidente que vá com a equipa, não vá ser preciso ter de tonar uma posição institucional de defesa do clube.
Voltar a ouvir estas canções, com a distância segura do passar do tempo, soube-me bem. Trata-se de uma edição comemorativa dos 20 anos sobre o 1º concerto deste colectivo que juntava o Tim, o Pedro Ayres de Magalhães, o Miguel Ângelo, o Fernando Cunha, o Fernando Júdice, o Olavo Bilac, o Alexandre Frazão, Fredo Mergner e Dudas. Comprei esta edição especial, li o texto que acompanha os CD's e recordei o "Portugal ao Vivo" em Alvalade, o concerto de apresentação no São Luiz, a loucura no Armazém 22. E é curioso que, hoje em dia, são as canções menos óbvias que mais me prendem: "Nunca Mais", "Liberdade", "Fim". O percurso dos elementos deste supergrupo foi naturalmente diferente, muita vida já aconteceu entretanto, e não sei se hoje seria possível um remake. Mas não deixa de ser um exercício de imaginação interessante, para mim, tentar adivinhar que canções seriam hoje recicladas por uma putativa Resistência século XXI.
E, voltando às canções: é raro, mas julgo que aqui acontece aquela coisa de certas versões serem melhores que os originais. Assim me soam "Nasce Selvagem" ou "1 Lugar ao sol". Claro que, chegados a estas canções, é inevitável pensarmos no caso extraordinário de Miguel Ângelo: de vocalista do grupo mais popular do pais (A colectânea dos Delfins que tinha o "Sou como um rio" vendeu mais de 250 mil exemplares!), responsável, aliás, por alguns dos melhores discos de sempre da pop portuguesa, a voz quase proscrita, que tenta agora, com um disco a solo, um raio de luz na carreira a solo.
Há, obviamente, muito de Delfins, Heróis do Mar, Xutos, nestes dois discos, que soam muito bem, volto a dizê-lo, tantos anos depois. E há ainda "a Noite" ds Sitiados ou "Prisão em Si" dos Xutos, no capítulo das versões de canções que não agridem as originais, antes pelo contrário. E "Timor", grande canção, grande causa também da geração de que se fala nesta edição comemorativa. As guitarras soam mesmo bem aqui. O final de "Não sou o único" é épico, ainda hoje.
A Resistência resiste, em 2012. Na memória. E no devaneio de pensar num disco novo, onde esta malta refizesse, deixa ver...7ªLegião, GNR, Jafumega, Ornatos, Deolinda, Rui Veloso, Pedro Abrunhosa...e claro, mais canções das fontes de inspiração originais, que, de onde estas vieram, há ainda muitas mais. Resistentes, também elas, cada uma à sua maneira.