O Benfica tem tudo a ganhar e pouco a perder, é o que eu acho.
Se resultar é só lucro, se falhar vende-se a um clube que pague (o Nice, não, está visto) e é lucro na mesma.
O Benfica tem tudo a ganhar e pouco a perder, é o que eu acho.
Se resultar é só lucro, se falhar vende-se a um clube que pague (o Nice, não, está visto) e é lucro na mesma.
Ruben Amorim terá faltado ao respeito à entidade patronal, na pessoa do treinador Jorge Jesus. E por isso é recambiado para outro clube.
Podia ser qualquer um. Mas o Benfica envia o jogador, sub capitão, internacionale benfiquista, para o clube que recebe os benfiquistas à pedrada e onde o ódio ao Benfica tem crescido mais nos últimos anos. Faz sentido? Eu acho que não faz sentido nenhum.
Estou a ver uma reportagem na TVI sobre as diferenças entre Lisboa e Porto. Fala-se de pronúncia, dos Santos Populares, da rivalidade. E chego à conclusão que Lisboa é a minha cidade, óbvio, mas permito-me gostar cada vez mais da cidade do Porto. E cada uma com o seu falar, a sua paisagem, as suas ruas de personalidade e segredos próprios. As suas gentes, boas e más, independentemente de serem de cá ou de lá.
A rivalidade, acho-a tão inútil.
São duas cidades de que nos devemos orgulhar, enquanto portugueses, trabalhando para corrigir defeitos e elogiar o mais possível os encantos.
Não falo de clubes, antes que comecem já com essa conversa.
Lisboa, a minha cidade, maravilhosa e única. E o Porto, com tanto de bom para um alfacinha descobrir e gostar. E motivos para quem é portuense, sentir orgulho.
Que cada uma saiba receber bem, e reconhecer o bom que há no outro.
Não há muitas palavras. Obrigado é a mais óbvia.
Duas noites de partilha com quem ouve a rádio, todas as manhãs.
Na segunda noite então, até me vieram as lágrimas aos olhos, ao sentir que todas aquelas pessoas gostam genuinamente de nós, e de mim em particular, um bocadinho também.
Obrigado.
O Porto é nosso e há-de ser? Eu ouvi.
Que assim seja.
Obrigado, para sempre.
Ontem li que, na vida, a maioria das coisas que nos acontecem, acontecem sem ser por nossa vontade.
Fiquei a pensar nisso.