Sim, o Artur esteve soberbo. O Witsel é grande craque. Mas ontem, uma vez mais, quem eu gostei mais de ver, pela classe pura em campo, e também pela simplicidade e inteligência em todas as declarações que faz , foi o Mago.
Pablo Aimar é daqueles jogadores raros. Que talento. Adoro vê-lo jogar com a camisola 10 do meu clube. Classe pura.
(E o meu filho viu, ao meu lado, no Estádio, na sua primeira grande noite europeia. Estavamos felizes)
É pá, Estrunfes!
O filme é muito giro, os putos adoraram. E agora os bonecos que havia no Imaginarium esgotaram.
Sei porque perguntei se ainda tinham...estrunfes. :-)
Este ano, dois livros acompanharam-me, nestas semanas de férias.
Um foi o extraordinário "Quando Deus era um coelho", de Sarah Winman. Uma história sobre a inocência perdida, a zona do não dito não famílias, a descoberta daquilo que nos une, na amizade e no amor, e as tragédias, umas íntimas outras apocalípticas, que marcam a existência. Grande livro.
E ontem acabei de ler uma biografia que é também - sobretudo - uma biografia de Amor.
Um grande trabalho de investigação da jornalista Cândida Pinto, que junta relatos de afectos e intrigas, arrojo e preconceito, politica e amizade, à volta de uma mulher e um homem que se amaram, contra todas as convenções e resistências e morreram juntos, em Camarate, naquele 4 de Dezembro de 1980.
Um livro que mostra que o preconceito que ataca, mesquinho, quem ousa pensar, sentir e agir para lá da zona de conforto de quem está à nossa volta é, em si mesmo, um traço da moral dominante, ainda hoje. Snu e Francisco foram mais fortes que o preconceito, e esta biografia da dinamarquesa que fundou as Ediçoes Don Quixote é um testemunho de dignidade e coragem, em nome do Amor.
Inclui testemunhos extraordinários, que merecem reflexão (e cuja interpretação e valorização indivdual deixo para quem quiser ler o livro), e mostram o que nos une e nos afasta desta ou daquela pessoa, pela vida fora:
Manuela Eanes, Natália Correia, Cavaco Silva, Maria José Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Mário Soares, D. António Ferreira Gomes. Acções, omissões, gestos e formas de estar, tão diferentes entre si, no contexto de um Amor tão desafiante.
E depois, o testemunho, necessariamente emocionante, de Francisco Sá Carneiro (filho) e Rebecca Abecassis.
A ler.
Não é só empatar com uma equipa que vem da 2ª Liga, ainda por cima depois de estar a ganhar 2-0.
É perceber que a equipa não pensa o jogo. Tacticamente parece limitada, não consegue gerir o jogo como uma equipa grande deve saber fazer.
É uma equipa que dá baldas, e portanto isto é só um jogo, claro...mas não promete nada de bom.
Agora que Witsel e Nolito são realmente bons, isso é indiscutível.
O FCP ainda não jogou e já entra em campo a "sentir" que está dois pontos à frente do Benfica.