Todos os dias trazem qualquer coisa.
30 de Julho de 2011

O defeso. Aquele período do ano em que os jornais criam transferências todos os dias. Olho para mais este defeso e penso: nada vai mudar. Chego à conclusão de que, na Liga Portuguesa, tudo não passa de um duelo entre Porto e Benfica, dentro e fora do campo. Não é a sede de vitórias que move grande parte das equipas, é antes o ódio, sendo que acaba por ser um ódio indirecto, cuja raiz está noutro lado. E não existe maior ódio do que aquele que é dirigido ao Benfica, que é realmente impressionante. Até muitos sportinguistas são hoje, sobretudo, tristes anti-benfiquistas, festejando pontos que o Porto consegue sobre o Benfica, porque nada mais há a festejar, na terra de ninguém, que é a terra dos adeptos sem causa própria. Pode ser que a nova direcção e a vinda de Domingos para Alvalade possa trazer um nível de ambição e exigência, amor próprio e identidade que tem faltado ao Sporting nos últimos anos.

A Liga Portuguesa é o campeonato de Porto vs Benfica, e depois os satélites todos. O Sporting tem sido a primeira e maior vitima desta guerra, sendo muitas vezes olhado com sobranceria pelos outros grandes, que encaram Alvalade mais como algo que se pode "utilizar" num determinado momento do que como um rival que pode ganhar um campeonato. Cabe ao Sporting erguer-se e estar à altura da sua história, como clube grande e não como um sub-grande à deriva. E isso passa também por criar a sua própria magistratura de influência, hoje perfeitamente inexistente. Que clube diríamos hoje que é "amigo" do Sporting? Esqueçam, a única coisa em que o SCP risca é nas suas próprias camisolas. Contenta-se em ficar contente com o facto do campeonato não ir para o outro lado da 2ª circular e é tudo. 

E o futebol português precisa de um Sporting vivo, atento, competitivo, digno da sua história.

A maior parte dos clubes portugueses vive com a corda na garganta e vira-se para quem, no horizonte dos seus dirigentes, tem o poder de os ajudar a sobreviver: jogadores emprestados, treinadores em estágio para possíveis voos maiores, cumplicidades quase nunca confessáveis, vislumbres de comissões de transferências, uma mão que segura o apito neste ou naquele jogo e que é tanto mais mão amiga quanto maior a cumplicidade desse clube aflito com o tal outro, grande.

E Benfica e Porto olham para os outros clubes como aliados ou inimigos, porque estes clubes são os primeiros a escolher o seu lado da trincheira, antes de escolher quaisquer objectivos desportivos. A maior parte dos clubes da 1ª Liga comporta-se como clubes satélites, em mau. E o Porto aí tem décadas de trabalho de casa feito, e está realmente à frente, espalhando a sua influência com mestria. Mas com bons jogadores e um treinador competente, não haja aqui confusão. Falcão, Hulk, Varela, João Moutinho, Belushi...são jogadores muito bons, e campeões com o seu mérito indiscutível. O problema é perceber que este campeonato não são só grandes e pequenos golos, de equipas que dão tudo em cada jogo, para ganhar, ponto.

Esse não é o campeonato português. E é o campeonato da ingenuidade ou do simples oportunismo pessoal, que leva muito dirigente a vender a honra do seu clube, e com ela o valor da sua história, ignorando que, uma vez perdida essa dignidade o caminho é o inferno. São vários os exemplos de clubes que de tanto prestar vassalagem acabam por ser depois abandonados à sua sorte, perdidos numa Liga Orangina qualquer ou pelo menos longe de classificações de acordo com os seus pergaminhos. Uma lógica de usar e deitar fora, onde o clube grande suga o que pode, usa e abusa e depois maltrata e abandona, mas sempre jurando fidelidades e cumplicidades eternas. Tudo mentira. 

 

Pergunto-me como seria um campeonato onde imperasse um código desportivo de ética, honra e brio, como no inglês. Todos os jogos são mesmo só 11 contra hoje, o árbitro não é condicionado, a regra é a busca do brilhantismo e da excelência. Quem faz fita é assobiado. Os clubes, todos, têm adeptos, uma massa crítica que não tem um clube grande e depois um segundo clube. Na organização da competição, para começar, mas também na forma de a promover, há um objectivo: o espectáculo desportivo de verdade, que ganhe o melhor. Não há narrações de jogos feitas por quem adopta a postura de mero adepto de um clube ou outro, de microfone ligado. Não há linhas de fora de jogo que parecem desafiar as leis da física, não há observadores de árbitros a soldo, não há fretes para ninguém.

No fundo é pena, pois acredito que haveria muito melhores espectáculos, mais receitas e gente nas bancadas. E até a rivalidade entre clubes grandes seria diferente: haveria mais clubes grandes, e todos seriam mais crescidinhos.

publicado por PR às 12:11
29 de Julho de 2011

Jamie Cullum é genial.

Obrigado e boa noite.

publicado por PR às 23:41

Alloe Blacc espalhou a sua mensagem de gosto pela vida, e foco na alegria e na felicidade, no Cool Jazz Fest. Toda a música é música soul, se vier da alma explicou ele, naquele cenário extraordinário do Parque Marechal Carmona, em Cascais, numa boa noite de verão, com o nevoeiro a ficar à porta do concerto.

O homem canta, não tem peneiras de vedeta e está ali a curtir. Aquilo passa para o público e acredito que toda a gente saiu do concerto a sorrir.

Se têm alguém ao vosso lado, de que gostem muito, mulher, marido, namorada, namorado, amigo, abracem essa pessoa, agora, disse ele, a dada altura.

Muito mais do que "I need a dollar", Alloe Blacc canta, dança, brinca com o público e toda a gente sai feliz.

Música deve ser, também, uma certa forma de felicidade. E foi. 

 

publicado por PR às 07:12
27 de Julho de 2011

Não sei se foi uma pedra ou que foi afinal. Sei que o estrondo foi grande, e que, na Sharan, ninguém percebeu o que raio acabara de suceder. um estrondo, o controlar o carro, entre dois camiões e um separador central de cimento, respirar fundo depois.

Sei que, uma vez cá fora, olhamos para a porta, a minha porta, e pensamos, um palmo mais acima e...se faz isto à porta do carro, qual a consequência do impacto de uma coisa assim num corpo humano?

Saímos desta viagem, eu, a Vanda, o Nuno, a Patrícia, a Joana e o Vasco com a ideia de que, provavelmente, tivemos direito a uma segunda oportunidade, da vida. Por um palmo só.

 

 

publicado por PR às 16:57
26 de Julho de 2011

E lanchar na Arcádia.
publicado por PR às 18:24

Restaurantes bons, de norte a sul, dizei! Quais são os melhores e o que é que se come?

publicado por PR às 09:52
25 de Julho de 2011

"- É verdade que vai abrir um restaurante?

 - Eu? Não? Que história é essa?

 - Não é o Pedro Ribeiro, da Comercial?

 - Sou...

 - Então não vai abrir um restaurante?

 - Eu não!

 - Ai não?

 - Não.

 - Ah, pronto então desculpe lá, deve haver aqui uma confusão.

 - Só pode."

 

 

Para que conste, não vou abrir um restaurante. :-D

Mas estou sempre disponível para descobrir bons.

publicado por PR às 17:08

"O empréstimo que o Caja Madrid concedeu ao Real Madrid em Junho de 2009 para as contratações de Cristiano Ronaldo e Kaká servirá ao Bankia como garantia, através da qual vai obter liquidez perante o Banco Central Europeu."

Leio e penso: com a quantidade de dinheiro que os 3 grandes estão a gastar esta época, ainda vamos apresentar Danillo, Alex Sandro, Witsel, Garay, Rinaudo ou Capel ao BCE....

publicado por PR às 16:43
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O júri decidiu..Abç
Que circo, C., que circo!!!Mea Culpa, e tua culpa....
Essas conversas desses mundos não me s&atil...
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