Todos os dias trazem qualquer coisa.
29 de Dezembro de 2009

...em partes iguais. Correu bem. Dentro de um quadro que é, à partida, obviamente mau...correu bem e foi todo um respirar fundo, ver confirmada a imensa confiança que trazia comigo, uma esperança que nem sei de onde veio, mas que sei que tem a ver com qualquer coisa maior que nós.

Correu bem. O caminho é duro e longo, trará momentos bem difíceis com certeza, mas há uma luz ao fundo, a espreitar, num brilho que hoje se confirmou.

O mesmo brilho de um puto de 6 anos que me dizia assim, há bocadinho: "Se não gostarmos de passas o ano novo é bom na mesma. Eu acho!"

Eu também, miúdo. Se, em vez de 12 passas (que também não aprecio), forem 12 gomas (sim podem ser "umas que são ovos estrelados ou hambúrgueres mas em gomas. Há no Lidl.") o ano novo será sempre bom. Tudo vai correr bem. Tenho a certeza.

publicado por PR às 21:19
28 de Dezembro de 2009

São as palavras que enchem este final de ano, e abrem caminho para o que se segue. Confiança e coragem para enfrentar as dificuldades, num quadro demasiado intimo para expor aqui, mas que tem pelo menos um resultado positivo: confirmar a massa de que se é feito.

E, perante o drama, não vacilar, encher o peito de ar, crer.

Confiança e coragem. Tudo vai correr bem. Tenho a certeza absoluta de que tudo vai correr bem.

Feliz ano novo!

publicado por PR às 22:48
26 de Dezembro de 2009

 

Boa viagem por 2010 !

publicado por PR às 17:43
22 de Dezembro de 2009

Esta:

 

 

publicado por PR às 13:23
21 de Dezembro de 2009

Prendas. Poucos dias para a Consoada. A sério, não me digam nada.

 

publicado por PR às 14:47

Ser adepto de um clube é sentir aquela alegria que vem das entranhas, quando se ganha um jogo como o de ontem. Foi justo, foi uma vitória suada, contra o adversário a quem se gosta mais de ganhar, e foi ver a nossa equipa a fazer das fraquezas forças para conseguir vencer, com garra e com uma força colectiva que foi maior que o adversário, maior que o mau tempo, maior do que a relva pesada, maior do que a má arbitragem. Foi mesmo bom.

 

 

No final do jogo entrou um tipo no campo, com uma bandeira do Brasil e um Cachecol do Benfica, direito ao David Luiz. Os seguranças tentaram a habitual placagem destas situações. O central brasileiro pediu calma, abraçou o adepto, deu-lhe a camisola e levou-o ao seu lugar na bancada. É uma cena incrível, que não vou esquecer.

 

publicado por PR às 12:10
20 de Dezembro de 2009

Tenho um amigo de infância que era o único portista na Praceta onde jogávamos à bola, em Oeiras. Final dos anos 70, início dos 80 e ele era o miúdo mais gozado da Figueirinha. Sempre que o FC Porto vinha à Luz, a questão não era se ia perder, mas por quantos.

A ideia do Porto ganhar na Luz era tão absurda como a ideia de ver o Anosthosis Famagusta ganhar a Champions League ou a ideia de ver o Mariano González ser, afinal, um craque. Lembro-me bem do sabor humilhante da primeira vez que vi o FC Porto ganhar na Luz. 0-1 com golo de Gomes, naquela época em que o nosso treinador era o inesquecível e improvável Pal Csernai, esse apreciador de bebidas espirituosas que não sabia quem era Eusébio. Pensei que era um acidente de percurso, um pedaço de bizarria futebolística, tão incrível, que um dia seria impossível contar a uma criança, pois ela ia pensar que estávamos a inventar. O Porto ganhou na Luz? Impossível.

Os anos seguintes iriam provar que esse meu amigo ia ter a sua desforra.

Hoje em dia, é ele quem me envia venenosas sms antes, durante e depois dos jogos entre Benfica e FC Porto.

Ter amigos do FC Porto é agora um certo desconforto, uma espécie de comichão que incomoda e da qual não é possível uma pessoa livrar-se facilmente. Quando ganhámos 2-0 no Dragão foi como se a vida voltasse a ter sentido. Mas depois há os acidentes... Quando parece que vamos voltar à boa e velha tradição de os derrotar, ao menos na Luz, há uma bola que entra e o árbitro decide que não entrou. Já aconteceu.

Este ano, estou fartinho de explicar o óbvio aos meus amigos portistas: os jogadores do Benfica são melhores do que os do Porto, e só um bloqueio mental, tipo aquele que nos toldou o espírito em Olhão, é que pode impedir a inevitável conquista do campeonato, esta época. Este fim de semana, não temos Di María, nem Fábio Coentrão, nem Ramires...mas ser benfiquista passa por acreditar que podemos ganhar com um golo do Maxi Pereira ou mesmo do César Peixoto. Ou mesmo, suprema fantasia, com um ou dois autogolos do Bruno Alves (o David Luiz deles, mas com pior ar).

Ao longo dos últimos anos, os meus amigos portistas foram inchando. Não tenho amigos portistas magrinhos. Incharam com as vitórias. A fruta está cheia de açúcar, já se sabe.

E é preciso que entrem numa rigorosa dieta, de uma vez por todas. A sério, já chega.

Dizia-me esse meu amigo, esta semana, que, no novo Estádio da Luz, o Porto só perdeu uma vez. Respondi-lhe que vai agora perder de novo. E o mais extraordinário em qualquer adepto, é esta crença, imune a qualquer argumento, ou a qualquer prova empírica em sentido contrário: vamos ganhar, sempre. E ganhar ao Porto tornou-se, com o passar dos anos, mais saboroso do que ganhar ao Sporting. Porque mais raro.

Ganhar ao FC Porto é sentir que as coisas estão, de novo, no seu devido lugar, e que a vida volta a ganhar sentido. César Brito é Deus. Nuno Gomes outro. Ganhar uma final da Taça com um golo do Fyssas foi suprema estocada no Dragão. Queremos é ganhar, e é com essa crença que vou pôr o meu telemóvel no silêncio, quando entrar no Sector 3, Piso 0, Fila V, lugar 9, bancada TMN, este domingo na Luz.

Espero ser eu a enviar um sms no fim.

 

Texto que escrevi a convite do DN, e que foi publicado na edição de hoje.

publicado por PR às 13:17
19 de Dezembro de 2009

E aqueles dias em que se vive na vertigem de dizer uma data de coisas, mas depois não se diz nada? É isso.

publicado por PR às 14:21
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