Até que enfim, vai terminar.
Que 2009 traga paz, ao coração de cada um, que a Paz do mundo inteiro tem de começar dentro de nós.
Que esteja à altura dos sonhos que sonhamos nos nossos dias bons.
Que as pessoas de quem gostamos não tenham razões para nos abandonarem nesse gostar, nem por um segundo. Que saibamos estar à altura.
Que sejamos surpreendidos pela descoberta de gente nova, que fique para sempre.
Que todos os amores mereçam cartas, sms, e-mails de inspiração superior.
Que possamos rir, gargalhadas daquelas imparáveis, que comovem e se alimentam a si próprias.
Oxalá 2009 seja um ano de que nos lembremos pelas melhores razões, assim de repente, daqui a muitos anos.
Que os filhos cresçam saudáveis, espertos e riam muito!
Que possamos celebrar, a cada dia, os amigos e a felicidade de exercer uma amizade verdadeira, que é um tesouro, para quem o sabe reconhecer.
Que nos saia o Euromilhões.
Que o Bareme entre nos eixos.
Que o nosso clube seja campeão.
Que haja Margueritas e Morangoskas à beira mar.
Que a água da praia seja morna e transparente.
Que o tinto seja sempre um espectáculo.
Que os olhares decidam, em bom.
Que se cante no carro, em viagens de alegria pura.
Que a emissão não caia.
Saúde!
Inquietante, esta coisa de perceber que há uma certa indiferença geral em relação às notícias do conflito entre Israel e o Hamas. Olhar sem interesse algum para as imagens, por serem já comuns ou de um sítio lá muito longe. Não se faz um esforço para perceber aquela realidade. Tudo é uma amálgama de nomes estranhos, siglas familiares mas que ninguém sabe o que são ao certo nem quem representam, que sítio é aquele afinal, porque raio andam sempre nisto. Hoje ouvi, num restaurante, alguém comentar o que se está a passar em Israel e na Faixa de Gaza, desta forma: "Oh os gajos estão bem é assim, às bombas!" (sic) Como se.
PS- Ler isto é urgente.
O Pai Natal trouxe o "Mamma Mia" à minha filha, que adora a música. Eu ainda não tinha visto o filme, e foi uma surpresa dar com Meryl Street e Pierce Brosnan naquele registo. O filme consegue, a meu ver, aquela coisa rara que é o reconhecimento da foleirice ao virar de cada cena, mas transformada em puro e descomplexado gozo. Assim, muitas cenas parecem testes de riso, como se os actores se pusessem à prova: quem aguenta mais tempo sem desatar à gargalhada. (Esta cena é, para mim, o melhor exemplo)
O resultado é um filme genuinamente alegre, sem manias nem preocupações que ultrapassem o entretenimento a chamar ao karaoke. Suponho que tenha sido divertido ver o filme numa sala de cinema. Não tendo tido essa hipótese, foi divertido vê-lo com os meus filhos, mesmo que eles tenham desligado da coisa ao fim de vinte minutos. Eu não. Eu vi até ao fim, e a cantarolar (aquelas músicas são do género herança genética, já nascemos a sabê-las de cor, ao que parece).
Não é um grande filme, é uma paródia sem peneiras, que funciona. E confirma uma ideia antiga: é urgente conhecer a Grécia.
Hoje entrei numa loja e quis comprar um tapete. Pediram-se 50% de sinal e disseram-me que entregavam dia trinta--do-três. 3 meses à espera de um tapete? Não comprei tapete nenhum.
É, naturalmente, como acabar com a expectoração dos miúdos. Fora isso, acordar às 9 e meia é, digamos, maravilhoso, sobretudo tendo em conta que é 2ªFeira.
Entretanto receio que não vá jamais recuperar dos danos provocados pelo programa que vi ontem à noite na TVI. Acho que estou a ver borboletas azuis em caleidoscópio exuberante.
Uma ouvinte enviou-me isto (muito & muito obrigado Teresa):
Aqueceu-me o coração. United we stand.


