De cada vez que ando de avião, dou comigo a pensar como me parece claramente sobrevalorizado o sonho de tanta miúda - ser hospedeira. Ou comissário de bordo. (Não há o termos hospedeiro?)
É um trabalho chato, presta-se a secas de alguns passageiros, galanteios mais ou menos discretos, mais ou menos boçais, de alguns outros, reclamações, e um desgaste físico que não deve ser de desprezar. Parece-me sempre que uma mulher que tenha sempre sonhado com esse cliché da hospedeira trabalho-maravilha há-de chegar à conclusão, lá nas alturas, que aquilo afinal é uma seca.
O mesmo para os "comissários" de bordo. Que secador: servir refeições, numa farda ridícula (aquilo tem ar de farda, mas é a fingir. Patentes de brincar e assim. É uma farda que quase é de qualquer outra coisa, mas é só aquilo, afinal de contas). Acredito que possa existir algum prazer em viajar com facilidade e ter descontos interessantes ou mesmo borlas nesse capítulo, quando chegam as férias...Mas o suplício do resto do ano não deve compensar.
E ainda por cima, é sempre confrangedor aquele espectáculo da ladainha "senhores passageiros bem vindos a bordo do voo xpto da Tap, membro da star aliance...", seguido da inenarrável tradução para um inglês que não lembra ao Biafra!
Este pessoal que apanhei ontem no voo da Tap, à noite, para Lisboa, era simpatiquíssimo e eficiente, nada a dizer. Mas olhei para aquela malta e pensei: esta coisa de ser aeromoça (adoro o termo!) parece, claramente, um caso de...ai afinal é só isto?
O novo look deste blog, dentro de dias!!!!!!
Caraças.
Brevemente, este blog vai mudar de cara. Outras cores, outro ar, impõe-se o restyling. A malta do Sapo está a trabalhar nisso, a todo o vapor. E eu ansioso pelo resultado!
Quem será o visitante deste blog na Líbia? E os dois da Maldivas? Os 8 da Roménia? Os 19 em Hong Kong? Os 46 em Angola?
Isto é fascinante! Muito & muito obrigado!
Não foi assim há tanto tempo. E agora, o governo estende a sua mão amiga, para valer à banca numa altura de aperto. Faz-me impressão, porque penso nas pessoas, nas famílias que estão aflitas para pagar a renda da casa e pôr comida na mesa todos os dias. Para essas pessoas, às quais os políticos se dirigem a cada 4 anos, não há o mesmo gesto de generosidade altruísta?
E depois vejo isto e penso: então mas não devia ser outra, a prioridade? Não duvido que quem tem essas pensões tem direito a vê-las melhoradas, mas não é dever do governo pensar numa lógica de prioridades, nomeadamente numa matéria como esta? O governo prometeu que ia aumentar as pensões mais baixas acima da inflação, mas é extraordinário que o primeiro anúncio nessa matéria seja exactamente para pensões que, pelo seu valor, seriam uma espécie de euromilhões para os pensionistas que recebem tão menos, e que são a maior parte? Ou diz-se agora e reserva-se o aumento das mais baixas para mais perto da campanha eleitoral?
Bem, devo estar completamente enganado, afinal sempre fui de Humanísticas, nunca de números.
Isto é notável. Política finíssima.


