Sou só eu a achar que aquela coisa do "melhor e o pior do verão", nos jornais da SIC...é uma tremenda aberração, embaraçosa e boçal?
Se calhar sou só eu, mas aquilo é um atentado.
Agora que nos lembramos que passam 20 anos desde aquele dia em que o Chiado ardeu, eu lembro-me, muito, do dia em que me apaixonei pela TSF.
Estar em casa a ouvir a rádio, feita daquela maneira, foi uma revelação inesquecível, e que ainda hoje me arrepia. Nunca trabalhei na TSF, e hoje sinto que ela já não é aquilo que foi, perdeu brilho, perdeu...chama, mas naquele dia, em 1988, fiquei preso à telefonia, aquela paixão da rádio, aquela equipa maravilha de jornalistas que, naquele dia, fizeram a rádio de informação renascer das cinzas, neste país.
Quem ama a rádio, ama aquilo que a TSF foi. E lembra-se do dia em que a TSF "nasceu".
Este dia, há 20 anos. No fogo.
Eu podia discorrer aqui sobre a quantidade de pequenas e grandes coisas que fizeram de ontem o tal dia perfeito de que fala a canção do Lou Reed. Mas, por um lado faltam-me as palavras, e por outro...é coisa de sentidos. Ponho aqui a fotografia sugestiva..
...acrescentando que o Domingo soube à melhor Morangoska do planeta.
Um domingo assim vermelho vivo, com sabor e sumo, e sol.
E tudo.
SMS recebida a seguir aos primeiros pontos perdidos pelo Benfica, esta época, e logo á 1ª jornada: "Estamos melhores, mas ainda não deve chegar".
Prefiro uma outra SMS que também recebi, a seguir ao jogo de ontem: "Para a semana já estamos em primeiro".
A ver.
Campeão Olímpico. Disse que estava na melhor forma de sempre, e que não tinha medo de ninguém. Ganhou à campeão. É grande. Parabéns.
Eu acho que o melhor jogador que eu vi com a camisola do meu clube foi o Chalana. Mas o meu ídolo de infância era outro. O jogador que eu queria ser, quando havia as peladinhas, na praceta de Sofala, na Figueirinha.
Este craque, justamente destacado neste site de memórias benfiquistas.
E, hoje em dia, conheço-o e posso dizer, com satisfação, que é, além do mais, um gajo porreiro.
O nº6 do Benfica durante as melhores épocas da década de 80. Durante anos, sonhei em ter a camisola dele, numa época em que não havia maneira de arranjar uma camisola igual à dos craques. Ainda hoje era um sonho ter uma camisola 6 do Benfica que ele tivesse usado, mas nunca tive lata para lhe pedir. "A locomotiva do Barreiro", como era chamado...
Tantos golos, muitos decisivos (também na Selecção), e uma garra, aliada a uma certa ratice e ar de gozo permanente, fazem dele uma figura mítica do meu benfiquismo, independentemente de ter dito, ao chegar a Alvalade, que era, afinal, sportinguista desde pequenino. Who cares. Para mim é e será sempre o nº 6 do meu clube.
Isto é notável:
Miguel Esteves Cardoso. Do caraças.


