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O teste chama-se "Se você fosse um jogador de futebol dos anos 80, com bigode, qual seria.
Podia ter calhado António Oliveira, Frasco, Chalana ou mesmo o improvável Ribeiro (que brilhou na Académica, e menos no Boavista, e chegou a ser convocado para o Mundial do México).
Eu sou então Minervino Pietra. Lembro-me bem dele, ora número 2 ora número 4, nos melhores anos do Benfica. Fazei o teste, cientifico, aqui.
Puto,
Hoje é o teu dia. Fazes cinco anos e, a cada dia, o teu sorriso, a tua energia, a tua sensibilidade, a tua meiguice, o teu enorme coração, a força daquilo que és e serás...tudo faz com que olhe para ti e sinta iguais doses de orgulho e gratidão pela dádiva de ser o teu papá. Pela vida fora temos muitos golos para marcar e sofrer, juntos. Temos muitas birras para resolver, e muitas danças a cantar "é a vitória, é a vitória!", de cada vez que um ou outro ganharmos um jogo, seja da bola seja da gotinha azul ou outro qualquer.
Muitas brincadeiras de escondidas e apanhadas, de lutas e de animais a rugir. Muitos filmes para ver de mãozinha dada, contigo a dizer-me que tens medo (em algumas cenas) e eu a passar o filme para a frente.
Muito leitinho para aquecer no micro-ondas, muitos banhos para salpicar o chão da casa de banho (porque o tubarão e o crocodilo estão à luta na banheira). Há toda uma vida pela frente, contigo e comigo, juntos, lado a lado, os dois a crescer e aprender em conjunto.
E, de cada vez que me ofereceres o som e a expressão da tua gargalhada mágica, eu vou fazer anos também, porque de cada vez que te ris para mim é como se eu nascesse de novo.Tenho saudades de te dar a mão, até adormeceres.
Meu filho, minha vida, és meu sangue e meu caminho, meu pássaro de carne, meu amor, como dizia o poeta. O papá é um lamechas do pior, e um dia tu vais ler isto e vais rir-te comigo, provavelmente vais dizer que eu "sou mesmo duffy". E aí, pela vida fora e para sempre, só quero ter no teu abraço, a mesma força que colocas em todos os que me dás.
O teu abraço é o mais forte que há, porque é amor em estado puro, e tu és o meu anjo da guarda.
Parabéns Gonçalinho, meu campeão! Não há, por mais que as procure, palavras que cheguem ou que definam, com perfeição e plenitude, tudo o que te quero dizer, mas eu sei que, do alto dos teus sábios, intuitivos e puros 5 anos, tu sabes perfeitamente o que eu quero dizer.
Parabéns, meu querido filho.
(Acabou de adormecer, mão na mão, comigo. O dia terminou, pois, com a melhor prenda, para ambos.)
Agora que penso nisso, o fado sempre me rondou. Lembro-me do meu pai ter uns discos da Amália e do Carlos do Carmo, pelo menos. E de ouvir fado no rádio, quando era criança.
Pela vida fora, a música sempre esteve bem presente nos meus dias, mas só recentemente, nos últimos anos, tenho sentido esta atracção pelo Fado. Sempre admirei o cantar do Carlos do Carmo, muito pelo encanto e génio das palavras escolhidas por José Carlos Ary dos Santos. A "Estrela da Tarde", a "Balada para um Velhinha", o "Duas Lágrimas de Orvalho", "No Teu Poema", por exemplo, sempre foram "minhas"...
Mas esta minha lenta mas resoluta absorção do fado, de uma forma mais abrangente e perene, tem a ver com Camané, sobretudo ele, e também Ana Moura, Aldina Duarte, Joana Amendoeira, Cristina Branco, Mariza. Quero muito ter a experiência de ir a uns casa de Fados, onde nunca fui.
E nesta força de abraçar o fado, e recebê-lo como algo de precioso e muito antigo em mim, sinto que se trata, de facto, de uma música solene. Não é para ouvir no carro, numa tarde de sol, pela marginal fora. Não para mim, pelo menos. Esta música requer uma certa quietude, uma atenção às respirações e às palavras, aos maneirismos e trejeitos de quem canta, à forma como quem nos canta olha para nós ou para um ponto invisível, de como fecha os olhos e aperta a cadeira onde está sentado quem o acompanha, de como sente aquilo que nos conta, uma respeitosa humildade.
Esta noite, no silêncio solitário desta casa, o Fado em mim.
Todos os jogadores de que se fala para reforçarem o Benfica, acabarão, fatalmente, por não vir.
E o Leo só não segue as pisadas do Rodriguez porque não é cabrãozinho.
Reconstruir é sempre difícil. Descobrir a esperança que existe, algures entre os escombros, requer persistência e fé. Um dia atrás do outro, e uma certeza: mesmo que doa agora tanto, a noção do feliz que se foi, e do privilégio que foi receber essa felicidade, enquanto ela existiu.Concentrar espírito e forças no tanto de bom que fica para sempre.
O lado bom, guardar só o lado bom, que é, na verdade, quase tudo. Para sempre.
Quando está em forma, tem lugar em qualquer equipa do mundo.
2 jogos no Europeu, duas vezes o melhor em campo.
Se o Barça não o quiser mesmo, vai arrepender-se amargamente.
Que craque.
Não é só o termos direitos, mas também deveres. A começar pelo dever do respeito pelos direitos que a democracia nos deu.
E, não discutindo aqui as motivações da greve dos camionistas, há uma coisa que é inaceitável: que não seja igualmente respeitado o direito daqueles que não querem fazer greve. A legitimidade é, tem de ser, igual.
E quando já há quem morra ao tentar impedir a passagem de camiões, acho que devia ser a hora de trazer bom senso a esta embrulhada. E isto é válido para todas as partes da discussão.


