Todos os dias trazem qualquer coisa.
02 de Março de 2008

 

 

 



(...)

publicado por PR às 23:10

Houve ali um momento, um segundinho só, talvez, em que quis desaparecer.
Ser ar, ou coisa nenhuma, nem que fosse por um instante.
Hoje a terra e o céu mudaram de lugar. Hoje abalei tudo o que sou e serei.
Hoje a tristeza cumpriu-se com uma violência que me traz febril.
Hoje as lágrimas quase secaram, o coração esteve sempre a mil, estremecendo tudo.
Hoje fui uma criança a chorar sozinho, num canto, encostado à parede, a música aos gritos nos ouvidos, a rua escura lá fora, inteira e plena, inclemente.
Hoje faltou-me o chão, o ar, a vida toda que se construiu, o concreto, o que era certo, a luz.
Hoje, se calhar, houve ali um segundo em que morri.
Por ser preciso.
publicado por PR às 23:05


Ao princípio parecia que não, mas agora que estou a terminá-lo...estou a gostar muito deste livro. Já tinha gostado dos dois anteriores (o primeiro livro dele "Daqui a Nada", não cheguei a ler), e este também, embora, para mim, a "Casa Quieta" e a "Mulher em Branco" tenham, talvez, tocado mais fundo.
Mas estou a gostar muito, agora que se aproxima do fim.
publicado por PR às 10:27
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