
Uma das maiores honras que eu já tive foi a de ter privado com Eusébio da Silva Ferreira. Várias vezes o encontrei, e tive o privilégio de estar perto dele em várias deslocações do Benfica ao estrangeiro. Estive por exemplo em Londres, onde a adoração dos ingleses por este "King" é impressionante.
Eu, que nunca o vi jogar, guardo dele a imagem de um grande desportista, com um fairplay de uma impressionante nobreza, e acima de tudo acho que ele é O benfiquista. O atleta a quem o Benfica mais deve.
Faz hoje 15 anos, Eusébio fazia 50, e eu e o Luis Miguel Pereira (hoje chefe de redacção da Sport Tv), tínhamos um programa chamado Jogo Aberto, no CMR. Convidamo-lo para, no dia do 50º aniversário, ir ao nosso programa.
Mas como éramos uns putos, e o simbolismo da data era tremendo, convidámos dois senhores para fazer a entrevista. Hoje recordo como nós, dois putos, nos maravilhámos com as quase 5 horas de histórias que Eusébio partilhou com aqueles dois grandes senhores: Carlos Pinhão e José Neves de Sousa. Só craques. E os putos a ver, e a aprender.
Para mim, Eusébio da Silva Ferreira é sinónimo de grandeza de espírito, e de um benfiquismo a toda a prova. Quando, no final da carreira, defrontou o seu clube de sempre, vestindo a camisola do Beira Mar, disse aos colegas:
se houver um livre directo ou um penalti, não olhem para mim. Contra o meu Benfica não.
O melhor jogador que jamais vestiu a camisola do Sport Lisboa e Benfica e da Selecção Nacional faz hoje 65 anos. Parabéns.
Long live the King.