A prova de que Fernando Santos anda à nora é que, ao invés de apostar em Manduca, Paulo Jorge (e não Paulo Sérgio :-) ou outros que tais , ele devia apostar no homem que está ao seu lado no banco, mas que ele teima em ignorar. Todos sabemos que aquele homem resolvia os jogos em três tempos, mas o Engenheiro não quer ver!
Falo naturalmente, do
pequeno génio que se senta ao lado de Fernando Santos, naquele banco de suplentes e que, não raras vezes, é incapaz de disfarçar o seu (que é também o nosso) enfado.
publicado por PR às 16:43
Vi agora na BBC um senhor, 72 anos, israelita originário da Polónia. Vive em Telavive. Já perdeu 16 familiares em atentados terroristas em várias cidades de Israel.
16. Incluindo a mulher, e todos os 6 filhos. Pergunta-lhe a reporter se ele tem seguido as noticias com atenção e se de alguma maneira sente que Israel está a fazer justiça face a tantas vitimas que somou ao longo dos anos de terrorismo no seu território. A resposta, vinda de quem vem, é absolutamente desconcertante:
- Não tenho ilusões. Isto só se resolve quando morrermos todos. Nós e eles. A minha familia não volta mais. Não tenho ilusões. Só quando toda a gente morrer.
De facto não há o bem e o mal nesta história. Só há violência, tristeza e depois a mais definitiva forma de falta de esperança: o desprendimento total perante a loucura.
publicado por PR às 21:24
Agora parece que é politicamente correcto qualificar de "danos colaterais normais numa guerra" a morte de civis, do lado do Libano.
Depois do que vimos este fim de semana, esta argumentação de facto só pode meter nojo.
Os assassinos do Hezbolah que atacam Israel de várias formas, todos os inimigos de Israel que querem ver o estado judeu riscado do planeta...tudo isso me repugna, por ser da mais primária e inqualificavel intolerância e estupidez. Mas nem por isso, aquilo que Isarel está a fazer tem, não pode ter, desculpa. Há a conversa do fim e do meio para o atingir. Isto não é nada. É pura selvajaria.
O Hezbolah transformou-se num estado dentro do estado no Libano, fomentado e alimentado por países como o Irão e a Síria, e formou uma geração de loucos extremistas, que matam gente inocente em nome de sexo hiperbolico no céu. Mas Israel responde massacrando a população do país vizinho com a desculpa de que não há outra hípotese de se defender. Tem de ser tudo a eito, não há como fazer distinção entre civis, civis comprometidos com o Hezbolah e efectivos do Hezbolah. Crianças, velhos...temos pena, é o que Israel diz, encolhendo os ombros. Já sofremos demasiado. Demasiados carros bomba, demasiados gajos a fazer-se explodir matando israelitas às dezesnas de cada vez. Demasiados anos com a vizinhança toda a querer riscar Israel do mapa.
Mas responder assim? Dizimar populações inteiras, numa cegueira de vingança...Não será isto uma forma de terrorismo também?
respeito imenso os sofrimento histórico do povo judeu, mas nem por isso posso aceitar aquilo a que estamos a assistir no Líbano. É desumano, é réles, é uma selvajaria nojenta.
publicado por PR às 20:12
Íncrivel a requalificação da Quinta da Alagoa em Carcavelos. Voltei lá hoje com os putos e achei tudo muito bem pensado e muito bonito. Menos um pequeno pormenor: pombos mortos espalhados pelo parque. Sim. Contei sete, nos vários relvados do parque, onde circulam dezenas de crianças. Estranho. Qual será a explicação? E não será, digamos, perigoso em termos de saúde pública?
Depois fui ao parque de Oeiras, onde um grupo de ouvintes, presumivelmente sportinguistas, me "recomendou", simpáticamente, que falasse mal do Benfica amanhã. Aparentemente a auto flagelação que protagonizei na semana passada não foi, nunca será, suficiente. :-)
A propósito de flagelação o Simão terá de continuar no Benfica. Fico contente, apesar de achar que provavelmente ele não tem cabeça para render o que pode. E de achar que este era o timing certo, em termos de carreira, para se afirmar lá fora.
Um domingo no Parque. Parece que a moda é colocar tartarugas a conviver com patos e galinhas no mesmo espaço. Está-se bem, pareceu-me, não se notam sinais de hostilidade! Um exemplo para o médio oriente!
Agora vou ali jogar ao Oliver & Banji para o quintal, que o meu filho não conhece a expressão "fadiga muscular".
publicado por PR às 18:44
A verdade é que eu não ia ao médico há muitos anos. Mas ontem tive de ir. Médico da empresa, é obrigatório, 'bora lá.
Já tinha feito análises. Chego lá e a Dra diz-me, sorrindo: Você está muito bem! Olhe aqui:
e dispara uma sucessão de números e palavras que, desconfio eu, são inventadas para dar uma credibilidade superior á análise do xixi e do sangue. Como explicar de outra forma palavras como Hematocrito, Eritrocitos, Neutrófilos, Urobilinegeneo e outras da mesma estirpe? Acho que o pessoal das análises deve fazer concursos períodicos para inventar novas palavrinhas destas!
Está tudo bem, muita saudinha, graças a Deus.
Ah! Disse-me para eu ouvir o som dos phones mais baixinho, que as células do ouvidinho uma vez destruidas não se regeneram. Eu respondi: Hã, como disse?
publicado por PR às 07:26
Estou a ver o Benfica com o Sporting. Ao intervalo estamos a perder. Não jogamos um cú, basicamente. E o que é absolutamente extraordinário é que o Benfica arrasta-se em campo. Parece que está no final da época. Uma equipa precocemente cansada. Ou de natureza lenta. Quase parada. Parece que ainda estão a fazer o aquecimento...Deve ser isso.
(Já dei comigo a dizer: Ò Santos, mete o Simão!)
No fim 0-3
As equipas são normalmente a imagem do seu treinador. E esta equipa do Benfica parece ser isso. E também vítima do equívoco Rui Costa. Parece-me desde a primeira hora que ele, apesar de toda a sua valia, pode gerar um engano fatal: pensar-se que um 10 à antiga pode fazer funcionar uma equipa, uma época inteira, 90 minutos por jogo. Não pode, a menos que tenha uma retaguarda de dois médios que sustentem o equilibrio da equipa sozinhos. Como Katsouranis e Karagounis não podem assumir tamanha tarefa, a presença e participação táctica de Rui Costa no jogo acaba por desiquilibrar todo a equipa, deixando-a, sempre, à toa. E lenta. Assustadoramente lenta.
Frente a uma equipa do Sporting com menos tempo de trabalho, e com alguns jovens desconhecidos, o banho táctico do Paulo Bento ao seu antigo treinador foi confrangedor. Que grande arraso. Infelizmente não espero nada de bom desta época. O Benfica tem alguns bons jogadores, mas se em plena pré-época já não há dinâmica nenhuma, nenhum entusiasmo, nenhuma garra, zero ideias, nada que se pareça com uma identidade...estamos mal. Olha-se para o Sporting e o FC Porto e percebe-se, desde já, uma coisa: Há ali uma ideia, uma filosofia de jogo, uma atitude de ambição baseada em trabalho e solidariedade dentro do campo.
O Benfica não tem nada disso. Já sei que os fanáticos consócios me vão arrasar e acusar de ser derrotista, mas é isto que eu penso: esta época vai doer, a menos que alguém tenha a coragem de pôr o Rui Costa a jogar para a equipa e a sacrificar-se por ela, o Karagounis idem, em vez de passearem a sua elegância no campo.
A menos que se ensine aos defesas centrais que fazer cara de mau não chega para travar avançados.
A menos que se ponha o trio Rui Costa-Karagounis-Katsouranis de acordo sobre um aspecto: é preciso correr, sim?
Isso não ganha jogos de pré-época, quanto mais campeonatos. E não dou nem três meses para aqueles que se babaram com a chegada do 10, estarem a carpir a mágoa de já não ter o único jogador que podia fazer a diferença nesta equipa...o 20.
publicado por PR às 22:17
Um dia seco e limpo
Estava um seco dia, daqueles de Verão a sério, tórrido e lento, a espreguiçar-se, indolente, ao abandono.
A poeira do caminho levantava-se no ar abafado, e os meus passos partiam o resto do ressequido e amarelo das flores da primavera. Ou se calhar era só poeira castanha a brilhar, esvoaçando no meu olhar turvo.
Era um campo imenso, sem outra coisa à vista, a não ser ao fundo a luz indefinida e branca do mar.
Caminhando devagar, fui descobrindo uma leve brisa, à medida que me aproximava da falésia.
E no calor impossivel que nem já nem a maresia conseguia enganar, ouvi uma voz familiar atrás de mim:
-Vieste aqui para pensar na vida ?
Enquanto me voltava a resposta saiu-me sem ensaio possivel:
-Não...vim aqui para te encontrar.
2002.
publicado por PR às 19:24
O
Fonseca vai assinar o papel. Qual papel? O papel.
publicado por PR às 10:08