Leio, e releio, e não acredito:
"O Tribunal de Macedo de Cavaleiros (Bragança) decidiu não levar a julgamento o caso da aluna do Instituto Piaget que em 2002 apresentou queixas por alegados abusos nas praxes académicas. Ana Sofia Damião adiantou à Lusa que está a estudar a hipótese de recorrer da decisão, tomada pelo tribunal na passada quarta-feira, 24 de Novembro" (http://sic.sapo.pt/index.php?article=118 86&visual=3&area_id=1)
Extraordinário. Sempre achei que as praxes eram uma forma dos alunos mais velhos exercerem a autoridade gratuita e irresponsavel que a antiguidade das Universidades parece que confere. Uma autoridade irresponsavel que parece dar direito a humilhar os caloiros de todas as formas que a imaginação permitir. E quanto mais sádica e estúpida a praxe, mais sucesso terá junto dos "veteranos". É uma alegria.
Menos para os praxados, claro. O que esta decisão da "Justiça" vem premiar é a irresponsabilidade e o desrespeito pelos outros, numa consagração da estupidez que só tem um mérito: mostra aos jovens das universidades com que pais e com que sociedade podem contar, quando se formarem, aqueles que chegarem de facto a concluir o curso, em vez de acumularem matriculas ( e anos de exercicio de praxes a caloiros).
Quem praxa desta forma está preparado para viver neste país, tem a justiça do seu lado, e tem também os favores das autoridades (políticas e outras), que olham para estes casos com uma benevolência cretina em relação a quem organiza e efectua este tipo de praxes. Deixai os meninos brincar, que estão na idade disso.
É pena que o país seja também, tantas vezes, um país a brincar. E as brincadeiras mais apreciadas sejam tão estúpidas.
"O Tribunal de Macedo de Cavaleiros (Bragança) decidiu não levar a julgamento o caso da aluna do Instituto Piaget que em 2002 apresentou queixas por alegados abusos nas praxes académicas. Ana Sofia Damião adiantou à Lusa que está a estudar a hipótese de recorrer da decisão, tomada pelo tribunal na passada quarta-feira, 24 de Novembro" (http://sic.sapo.pt/index.php?article=118
Extraordinário. Sempre achei que as praxes eram uma forma dos alunos mais velhos exercerem a autoridade gratuita e irresponsavel que a antiguidade das Universidades parece que confere. Uma autoridade irresponsavel que parece dar direito a humilhar os caloiros de todas as formas que a imaginação permitir. E quanto mais sádica e estúpida a praxe, mais sucesso terá junto dos "veteranos". É uma alegria.
Menos para os praxados, claro. O que esta decisão da "Justiça" vem premiar é a irresponsabilidade e o desrespeito pelos outros, numa consagração da estupidez que só tem um mérito: mostra aos jovens das universidades com que pais e com que sociedade podem contar, quando se formarem, aqueles que chegarem de facto a concluir o curso, em vez de acumularem matriculas ( e anos de exercicio de praxes a caloiros).
Quem praxa desta forma está preparado para viver neste país, tem a justiça do seu lado, e tem também os favores das autoridades (políticas e outras), que olham para estes casos com uma benevolência cretina em relação a quem organiza e efectua este tipo de praxes. Deixai os meninos brincar, que estão na idade disso.
É pena que o país seja também, tantas vezes, um país a brincar. E as brincadeiras mais apreciadas sejam tão estúpidas.