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One moment.

por PR, em 18.03.15

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Tão bom, sempre.

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Parabéns, querida Rádio.

por PR, em 12.03.15

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A Comercial faz hoje 36 anos. Eu levo 22 nesta casa.

É muito parte de mim, da minha vida, da minha história.

Orgulho e gratidão, em cada dia.

 

Parabéns, querida rádio.

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Passar palavra.

por PR, em 09.03.15

 

Letra e Música de Rodrigo Guedes de Carvalho.

Vozes: Aldina Duarte, Ana Bacalhau, Cuca Roseta, Gisela João, Manuela Azevedo, Marta Hugon, Rita Redshoes e Selma Uamusse.

Canção de sensibilização sobre violência doméstica, assinalando o 25º aniversário da APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

 

 

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"Desculpe, foi engano".

por PR, em 19.02.15

Estas declarações são notáveis. Porque mostram que andamos há que tempos nas mãos de irresponsáveis.

E que é total a impunidade de quem decide mal sobre a vida de milhões de pessoas, tomando países por cobaias. E uma velha questão: quem elegeu este senhor? Pois.

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Dia Mundial da Rádio

por PR, em 13.02.15

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Que privilégio, ter esta vida. 

Parabéns a todos os fazem, pensam e respiram rádio todos os dias.

E aos ouvintes que não passam sem ela nas suas vidas.

 

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A vida como um negócio.

por PR, em 06.02.15

Quando vi, na TVI, há dias, a reportagem da Alexandra Borges sobre os portugueses com Hepatite C, e que não tinham acesso ao medicamento que lhes pode salvar a vida, fiquei naturalmente impressionado com a frieza da equação: quem faz o medicamento vende-o a um preço milionário, inacessível a quase toda a gente, e o Estado português não tinha conseguido chegara acordo com quem faz o dito medicamento para se chegar a um preço mais razoável. E as pessoas a morrer, a conta gotas, numa espécie de corredor da morte ditado por um preço. Agora parece que se chegou a um acordo, mas o medicamento custa, ainda assim, cerca de 25 mil euros. 

Ou seja, continuamos na zona do absurdo. e choca perceber que, neste caso, é mesmo uma mera questão de valor de mercado, como aqui se explicava há uns meses. No Egipto há um milhão de doentes, o tratamento custa 700 euros. É uma questão de escalão, no número de doentes, numa lógica comercial em que o preço é fixado pela lei da oferta e da procura.

Só que aqui, o que está em causa, são vidas humanas.

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E assim estamos.

por PR, em 03.02.15

Portugal voltou aos níveis de pobreza de há dez anos. Crianças e mulheres na primeira linha deste exército de portugueses que não conseguem ter dinheiro para necessidades básicas, incluindo o direito ao lazer. Este artigo do público parte de um estudo do INE para nos revelar um país que paira por cima da demagogia e incompetência da classe politica, do seu vício da luta pelo poder, dentro dos partidos e fora, dos seus mecanismos de protecção de privilégios, que vai da direita á esquerda e que tudo faz soar a falso, a oco, a pobreza...de espírito. Olhando para o detalhe deste retrato, é impossível não estar pessimista. 

 

 

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1 de Fevereiro de 1990 foi ontem.

por PR, em 01.02.15

25 Anos, hoje.

 

 

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 Daquele primeiro dia, que na verdade foi uma primeira noite, lembro-me de apanhar o comboio em Santo Amaro, às 21:36. Apanhar o 15 laranja no Cais do Sodré e sair nas Amoreiras. Torre 3, 7ª Andar, sala 704 ou 705, já não me lembro bem. Procurei o Paulo Guerra. Encontrei-o, mais a Fernanda de Oliveira Ribeiro, o Alberto Jorge, o Luís Costa, o Rui Vargas, o João Pedro Bandeira. Noticiários de madrugada, foi o início, no extraordinário Correio da Manhã Rádio.

25 anos depois, é difícil reunir tanta informação da memória em pouco tempo. Cruzam-se os tempos do CMR com a chegada à Comercial em 1993, as primeiras incursões pela televisão, no He Desporto, em 1992. O Top +, o Curto Circuito, a Sorte Grande, as Conversas Ribeirinhas, o Rising Star, o Mais Futebol. A ida abortada para o prime time da SIC porque já era director da Comercial. As reportagens, pela rádio, em Sarajevo, Jogos Olímpicos de Barcelona, o Estoril Open, a Fórmula 1 no Estoril, as eleições em Espanha, os relatos de futebol por essa Europa fora. O Eric Clapton no Kremlim, em Moscovo. Entrevistar Mick Jagger e Keith Richards. Os U2. A Diana Krall. O Lou Reed. Amália Rodrigues. Eusébio. José Mourinho. Mas também o Mia Couto e o Saramago. Garcia Marquez e Miguel Esteves Cardoso. Soares e Cavaco. A sorte de ter podido conhecer gente tão interessante, ter podido trabalhar com equipas maravilhosas, de talento, camaradagem, descoberta, alargamento de horizontes.

25 anos. O Miguel Cruz como primeiro mestre. Ensinou-me tudo. Das máquinas, estúdios, tempos, técnicas de comunicação. E deu-me, sempre, em todos os tempos, confiança para eu arriscar, nunca deixar de ser eu próprio. Um autentico special one deste ofício da Rádio. E, claro, o Rui Pego, o Mário Fernando, o Nuno Infante do Carmo, a Teresa Fernandes, a Margarida Pinto Correia, o Luís Costa, o Luís Miguel Pereira, o José Mariño…ia esquecer-me de alguém e seria injusto. 25 anos de carreira são agradecimentos devidos a tanta gente! A minha mãe e a minha irmã, fãs de tudo, desde a primeira hora. Devo-lhes tudo, desde o principio dos princípios.

Em 25 anos de carreira, fui mais longe, fiz mais coisas, tive mais oportunidades do que jamais julgaria possível. Sou um privilegiado. Tenho essa noção todos os dias. Tanto tempo depois, o amor pela Rádio. Todos os dias volto a apaixonar-me por esse sortilégio, essa magia difícil de explicar por inteiro, aquela energia única.

Estes 25 anos têm tanto de orgulho como de gratidão. Percebo hoje que, se ainda hoje sei pouco, há 25 anos nada sabia. Mas sabia o que sentia, e isso foi sempre o mais importante. Sentir que conseguia chegar às pessoas, sem ter de inventar uma personalidade, tom de voz, vida. Podia chegar às pessoas, através dos microfones, nunca deixando de ser eu próprio. Falar como falam as pessoas, sem ser “à locutor”, para começar.

Claro que boa parte desta história de 25 anos está ligada à Rádio Comercial. E sobre a Comercial teria de escrever todo um livro! Liderar a estação, no longo e penoso caminho até à liderança de hoje é, talvez, a face mais visível, e reconhecida, desta caminhada.

E tem sido uma bela aventura, de facto. Tenho imenso orgulho no que foi feito, em equipa, e que abriu caminhos de exemplo para quem vem atrás. Reorganizou a matriz da rádio em Portugal, arrisco dizer. E não reclamo para mim nenhum poder de visionário, não há génios da lâmpada nem feiticeiros metidos a este barulho. Há trabalho, talento, sorte de ter ao meu lado gente como o Luís Cabral, o Salvador Ribeiro, o Paulo Costa Santos, o saudoso Pinto Ventura, o João Moreira, a Rita Braga. São nomes que o grande público desconhece. Pois sem eles, não seríamos líderes.

Trabalhar em comunicação e media, é perceber isso: é nas equipas de que te rodeias e as que te chegam, que reside o segredo. Olho para o meu percurso, na televisão e na rádio, e recordo-me de pessoas como o Diogo Peres. Mónica Moreira. Patrícia Pereira. João Pedro Sousa. Nuno Luz. Rita Severino. Pedro Paiva. Luís Sobral. Paula Pires. António Reis. O óleo e a bateria que fazem a máquina andar, para lá do barulho das luzes.

Tenho sorte porque faço o que gosto. E com a equipa que escolhi. Claro que gostava de ter comigo gente que está noutros lados, mas…não perco a esperança!

Estou muito feliz com estes 25 anos. É certo que fiz muito disparate, fui ridículo e incompetente mais vezes do que gostaria. Mas também acertei na mouche algumas vezes. E o meu trabalho terá, por vezes, feito a diferença, por pequena que tenha sido, na vida de ouvintes e espectadores. E fui tão, mas tão feliz, tantas vezes.

É isso que recordo mais: a felicidade imensa, em estúdios e gabinetes, fazer e pensar, imaginar e sonhar a Rádio. Ver chegar gente nova e ajudar talento bruto a aprender mais e tornar-se ainda melhor. Tão especial. Tão bom.

Em 25 anos fui CMR, Comercial, RCP, Best, Nostalgia, RTP, SIC Radical, Sport Tv, TVI, TVI24, Cyber_net, Maisfutebol. Acompanhando uma revolução tecnológica que mudou tudo nesta profissão e que continua a cada dia, hoje, amanhã e depois: quando comecei não havia telemóveis nem Internet. Nem canais privados de televisão. Os jornais desportivos saiam três vezes por semana. Recebíamos por fax as manchetes dos jornais. A publicidade era emitida em cassete. Os programas gravados em bobines e gravados em gravadores de oito pistas, quando podia ser. Escrevíamos em máquinas de escrever, não havia computadores na redacção. Tocávamos discos de vinil. Ganhava 58 contos e 800 e pagava 35 de faculdade. Não consegui conciliar tudo e segui a via da rádio. Nunca me arrependi da escolha, mas gostava de ter estudado mais.

Mantenho sempre a curiosidade, a vontade de arriscar, a tenacidade, e a capacidade de sonhar. 25 anos depois daquela primeira madrugada.

Vinte e cinco anos de carreira, hoje. Obrigado a todos os que me ajudaram e ensinaram. Obrigado aos que me fizeram mal, porque também aprendi com isso. Obrigado a todos os que estão ao meu lado, na rádio e na televisão: estamos juntos!

Obrigado à minha família, por ser o primeiro e melhor público e por entender esta minha paixão, e partilhar da mesma. Obrigado ao meu querido Luís Cabral, que salvou a minha carreira e a minha rádio. À minha equipa, que me atura. E aos ouvintes e espectadores que, diariamente, me dão mostras de apreço e consideração. Nunca poderei agradecer o suficiente a vossa generosidade.

Caramba, passaram 25 anos. Fico feliz por saber que ajudei, algures, colegas e ouvintes, seja de que forma for. Isso é o melhor de tudo. Isso e saber que poderei voltar a dizer, amanhã, pela fresquinha: “Bom dia, são 7 horas”, no programa mais ouvido do país.

Se querem saber, quando o fazia, na minúscula Best Rock, o prazer era o mesmo. Mas saber que se trabalha para um milhão e tal de ouvintes, quando se trabalhou tanto tempo para 20 ou 30 mil…dá-nos aquela sensação de que valeu a pena. Ter investido tanto de mim, ter sofrido e sonhado tanto, ter acreditado quando mais ninguém acreditava.

Para um puto da Figueirinha, sem curso superior nem cunhas de qualquer espécie…não está nada mal. Não está mesmo nada mal.

25 anos. Venham mais.

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Dos gregos.

por PR, em 26.01.15

O que me impressiona mais nas eleições na Grécia não é a vitória de um Bloco de Esquerda que deu certo. (E que vai ter de meter o rabinho entre as pernas quando perceber que não manda quem quer). O que é repugnante é a terceira força mais votada ser o partido neo-nazi. Num país que foi invadido pelas potencias do Eixo, na 2ª Guerra Mundial. Uma ocupação nazi que condenou a Grécia à miséria e matou centenas de milhares de gregos. Imagino malta a gritar que o que o país precisava era de um Hitler em cada esquina e penso: pior que a demagogia dos políticos é a falta de memória dos eleitores.

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Making a memory.

por PR, em 12.01.15

É o que se leva desta vida. 

  

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