O texto desta semana do José Luís Peixoto, na Visão, é essencial.
Como dizer obrigado a todas as pessoas que gostam de nós.
Obrigado, obrigado, obrigado.
Sempre e para sempre, obrigado.
Não chove e pedem-nos para não sermos piegas. Estamos muita fortes no contra-golpe e as manhãs vão ter também um pouco de RAP. Fui ouvir um disco antigo dos Prefab Sprout, outro dos Deacon Blue e a coletânea dos Housemartins. Mas India Arie continua em alta no ipod. Não ligo puto a Star Wars, nem em 3D; entrei em duas ou três falas dos Marretas e não vi, tem sido difícil sair da cama pela manhã, mas podia ser grego e isso é que era um sarilho. Ando a ler um livro que estou a a adorar, do José Luís Peixoto; e a escrever um meu. Sim.
A minha filha teve o único Muito Bom da turma a português, o meu puto está no Quadro de Honra da escola por "Companheirismo"; marquei três golos no sábado mas o que mais gostei foi do golo de um amigo meu, de pé esquerdo. Tenho de comprar uns cortinados, tenho de lavar o carro, tenho de ir às compras. Um banco pergunta-me pelo plafond, outro cobra-me 1 euro por pagamentos feitos no seu site. E cara alegre. São dias bons no rádio. Sobretudo porque fazem crer que os melhores estão por vir. Tenho tratado da alergia e tenho óculos para trabalhar no computador. Gosto muito de fazer o maisfutebol mas menos do cenário que temos agora. Algumas pessoas metem-se comigo por causa dos comentários sobre bola, mas normalmente não são desagradáveis. Comia agora uma bola de Berlim. Não sei o que ainda vou escrever, a seguir...
Gosto cada vez mais da cidade do Porto. Agosto vai ser mágico. Fevereiro começou e vou fazer 41. Dói-me o joelho, mas já nem noto. Vi a actuação da Madonna no Superbowl e pensei: quem actuará na final da Taça da Liga? Nunca mais chove, insisto nisto porque acho mesmo preocupante. Mas tenho saudades do calor. Da praia. Vejo que há muita gente estúpida mas ainda há muita gente que vale a pena. Vamos ser campeões, parece-me. O golo do Lucho e o do Hugo Viana foram extraordinários, mas eu gostei mais de ver o Nélson Oliveira a marcar o dele. Não sei quem é o campeão do mundo de F1, e já delirei com Piquet, Senna, Prost. Vi o documentário dos U2 já duas vezes. Ás vezes apetece-me que o tempo pare um bocadinho. Coldplay e Madonna, sim. Mas há mais, esperem para ouvir. Hoje o dia será bom? Não sei, mas para já não está mal de todo.
Só que nunca mais chove.
Tão, mas tão bom!
A Lei da Cópia Privada é uma demanda abusiva que faz com que cada pessoa que compra uma pen, um disco externo. um CD-R, um leitor de MP3, etc se torne, aos olhos da lei, um criminoso violador de direitos de autor presumidos, em potência. Como se, ao entrar num banco, fossemos logo presos, não fosse dar-se o caso de estarmos ali para assaltar. A SPA lidera esta cruzada, numa tentativa de sacar o mais possível, sob a bandeira da hipocrisia e à sombra de uma lista de supostos autores que estão, alegadamente, de acordo com este abuso. Estão? Digam, porque há lá nomes que me chocam. Não podem concordar com este abuso, não podem!
Não podem defender uma lei que sustenta que "Os casos particulares de equipamentos exclusivamente utilizados para a reprodução e armazenagem de “conteúdos” próprios não são um “comportamento-padrão." Ou seja, o comportamento padrão é sermos todos ladrões.
E vai daí taxa-se à bruta, carregando no preço de todos os suportes de armazenamento, explicando que assim se previne a possibilidade da cópia ilegal. E se eu usar esses suportes para guardar os textos aqui do blogue? Se for para guardar fotografias que eu tirei? Se for para simplesmente fazer uma cópia de segurança daquilo que tenho no meu computador? Que autores vão receber o dinheiro dessa taxa extra,e, já agora, porque carga de água?
Eu sei que este é um país conformado por natureza. Mas há uma petição a pedir que os órgãos de soberania sejam obrigados a discutir isto a sério, e eu já assinei. É o mínimo.
O Benfica tem tudo a ganhar e pouco a perder, é o que eu acho.
Se resultar é só lucro, se falhar vende-se a um clube que pague (o Nice, não, está visto) e é lucro na mesma.
Ruben Amorim terá faltado ao respeito à entidade patronal, na pessoa do treinador Jorge Jesus. E por isso é recambiado para outro clube.
Podia ser qualquer um. Mas o Benfica envia o jogador, sub capitão, internacionale benfiquista, para o clube que recebe os benfiquistas à pedrada e onde o ódio ao Benfica tem crescido mais nos últimos anos. Faz sentido? Eu acho que não faz sentido nenhum.
Estou a ver uma reportagem na TVI sobre as diferenças entre Lisboa e Porto. Fala-se de pronúncia, dos Santos Populares, da rivalidade. E chego à conclusão que Lisboa é a minha cidade, óbvio, mas permito-me gostar cada vez mais da cidade do Porto. E cada uma com o seu falar, a sua paisagem, as suas ruas de personalidade e segredos próprios. As suas gentes, boas e más, independentemente de serem de cá ou de lá.
A rivalidade, acho-a tão inútil.
São duas cidades de que nos devemos orgulhar, enquanto portugueses, trabalhando para corrigir defeitos e elogiar o mais possível os encantos.
Não falo de clubes, antes que comecem já com essa conversa.
Lisboa, a minha cidade, maravilhosa e única. E o Porto, com tanto de bom para um alfacinha descobrir e gostar. E motivos para quem é portuense, sentir orgulho.
Que cada uma saiba receber bem, e reconhecer o bom que há no outro.


