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Doze.

por PR, em 25.06.15

Um filho rapaz. Para jogar à bola. E Playstation. E atirar para a piscina. Mostrar-lhe músicas e depois descobrir que ele encontrou outras, que me mostra, todo contente, sabendo cada palavra de cor.

Este miúdo especial. A sua sensibilidade, fina como uma folha de papel quase transparente. Rufia doce.

A mão dada, na rua, como quando tinha 3, e 5, e 8 anos. E ontem. Sempre.

Tem medo do escuro, quando tem tanta luz em si. Um sonhador, um devorador de informação à sua volta, um cusco de primeira, um ponta de lança que sabe que é franzino, mas luta, tem a garra dos maus perdedores e a doçura dos românticos. O meu filho faz hoje 12 anos.

Uma mini versão de mim, a rabujar porque não lhe apetece estudar e quer é ir jogar à bola. A melgar porque gostava tanto de ter os Nike Air Max ou lá como se chamam. A ouvir a televisão sempre altíssimo. A demorar uma eternidade a tomar banho e vestir-se, porque está sempre a ouvir música e a cantar. Insiste em tirar os ténis sem desapertá-los. A deslumbrar com os seus folhados de salsicha, um masterchef muito peculiar, que não gosta de quase nada e que, por sua vontade, comia sempre massa. 

Joga às escondidas com os irmãos e adora. Joga à bola no jardim e às vezes irrita-se, porque pôr duas crianças hiper sensiveis frente a frente, às vezes, resulta nisso. Mas depois joga de novo. E quando me marca um golo a mim, é Ronaldo no Bernabéu, feliz da vida, orgulho, até grita "siiii!" e tudo. Craque.

Este maravilhoso puto de 12 anos, lindo, lindo, lindo. 25 de Junho é o seu dia eu não podia estar mais feliz por ele, que merece tanto ser tudo aquilo que não sabe mas eu sei que ele pode vir a ser, pela vida fora. 

Parabéns, meu querido filho. Meu companheiro, cúmplice, meu tão grande motivo de orgulho, meu tesouro, meu Amor. Sempre juntos, Gonças.

Sempre juntos. 

 

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É chegar a casa, a cada dia. Desligar o carro, desligar o som, abrir a porta. Chegar a casa é maravilhoso.

É quando a bola entra e foi o Gonçalo que a meteu na baliza, aquele instante em que sabes que é definitivo, vai entrar, vai ser golo, e foi ele que marcou. E festejas, tão contente, um golo marcado pela equipa de verde e branco (O Gonçalo joga no Carcavelos).

É aquele momento em que aquela criança de 3 anos que precisa tanto de ti e que te ama tão sem filtro nenhum e com tudo o que é e nem sonha que é, e aquelas mãozinhas acompanham o abraço fechado com umas palmadinhas nas costas. Ela a dizer assim: estou aqui, Pai. E eu aqui, filha, sempre. Meu Amor.

É aquele momento em que estás a ver televisão e olhas para o lado e a tua mulher está ali a ver, também, distraída. Ela a olhar e eu a olhar para ela, aqueles olhos, aquele cabelo, o desenho do perfil do seu rosto, sem ela perceber logo. Há de notar, sorrir e dizer, como só ela: "O que é?"

É tudo, meu Amor, é isso tudo. A outra metade de mim.

É aquele momento em que a tua filha mais velha desabafa namoros, músicas, filmes, novelas, sonhos made in stradivarius e berskhas. É aquela noção de que cada vez é mais raro ela desligar-se do telemóvel. Agora sou eu que lhe peço atenção. Faz parte, não é? A vida a acontecer, o tempo a passar. 

E há também aquele instante em que olhas para um cabelão aos caracóis e o olho azul estonteante e pensas como aquela criança é linda e como a amas como se teu fosse. E é, um bocadinho, à sua maneira. Não cresças mais, peço para dentro, infantil, eu. 

É aquelas vezes todas em que ouves uma súplica sorridente: "Tio, olhe aqui!". E depois faz uma habilidade, uma partida, diz uma graça, e ri-se, outros olhos azuis de filme, 6 anos de gente desengonçada e traquina, a fazer pontaria, sonhando, a brincar e a querer ser visto, elogiado, incentivado, sempre a chamar a atenção para as coisas que sabe fazer:  "Eu um dia marquei trinta golos lá no pàteo!...Não foi nada, estava a brincar!"

É aquele momento em que a tua Mãe te diz como a enches de orgulho, em que a tua irmã te abraça e está tudo onde deixámos, a vida toda, todos os dias das nossas vidas.

É aquele momento em que os teus sobrinhos correm para o teu abraço.

É cada momento em que, fechando o microfone, sentes aquele flash de energia única de fazer rádio e soar-te especialmente bem, de vez em quando. Tão especial, ao fim de tantos anos.

Meu Deus, foi aquele passe de trivela a rasgar uma defesa, noutro dia. Tão bom. Como acabar um treino e pensar como é bom ter conseguido, depois de tanta vertigem de desistência.

É aquela alegria pura de oferecer um presente e sentires, naquele primeiro segundo de qualquer reacção, que acertaste em cheio. Que felicidade!

É jantar com os amigos, conversa pela noite fora, entornados um bocadinho, por vezes.

É aquela certeza, mesmo quando o Verão nos trai e não se cumpre, que o sol firme e o céu azul, estão mesmo dentro de nós e na vidinha a acontecer, se soubermos olhar com atenção.

 

 

 

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Dedicado a todos os diamantes.

por PR, em 01.06.15

 

Ver uma ideia que nasceu em família e se transformou numa coisa gigante é maravilhoso. Um verdadeiro labour of love. Obrigado ao extraordinário Carlão e a todas as crianças, sobretudo às que aqui a aparecem e representam todas crianças que cantam e põem a música no centro das suas vidas e das suas famílias. Elas cantam, e se elas cantam é porque a música chega a toda a gente. Ainda bem. Vivam os nossos diamantes! 

 

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Das coisas ainda por fazer

por PR, em 28.05.15

Das muitas, esta pode avançar: escrever para publicar.

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Tão bom, ser do Benfica.

por PR, em 18.05.15

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Enquanto isto, lá longe.

por PR, em 27.04.15

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Mais de 3200 mortos, para cima de 6000 feridos. Sendo que menos de 20% da população do Nepal vive em zonas urbanas, e não estão feitas as contas da tragédia nas zonas rurais. As constantes réplicas entornam a neve do Everest por cima de um país já de si transformado em ruínas.
Há relatos de hospitais a rebentar pelas costuras e sem condições de assistência às populações. Falta de água e electricidade, impossibilidade de aquecer milhares de sobreviventes que passam as noites ao relento, com temperaturas extremamente baixas.
É segunda-feira e nunca mais chega o fim do mês, não é?
Nós não temos problemas, na verdade.

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Isto foi giro.

por PR, em 13.04.15

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 O melhor ainda está por vir. Sempre.

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Forte.

por PR, em 07.04.15

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Belo filme. Juliette Binoche excelente. Larry Mullen Jr tem um pequeno papel. O filme é sobre o absurdo deste mundo em que vivemos. Marcante.

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Saudades

por PR, em 06.04.15

Que rasgam por dentro.

Saudades, saudades, saudades.

Contar os diazinhos todos.

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One moment.

por PR, em 18.03.15

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Tão bom, sempre.

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