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Ficou.

por PR, em 17.06.17

Por vezes, ainda hoje, de quando em vez, faço timing a músicas que ouço, dizendo "correio da mahã-rádio, 104.3 Lisboa, não faça por menos".

Verdade.

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Contra a ignorância.

por PR, em 28.05.17

 

É urgente ver e passar palavra, não esmorecer perante a ignomínia da arrogância ignorante e boçal de um milionário tonto. 

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Don't worry, be happy.

por PR, em 26.05.17

Daí que, quem decide não ganhe prémios de popularidade. É assim, e , às vezes, há decisões cujas razões profundas ficam com quem as toma, e com quem está directamente relacionado com essas decisões. É difícil, e isso também se aprende, ganhar coragem para tomar decisões duras. Mas se se tiver sempre a noção do que é o nosso trabalho, qual é a nossa função e o que é, a cada momento, o interesse superior, da nossa marca, da nossa equipa, daquilo que, no fundo, é preciso fazer, consegue-se o mais importante: mesmo contra todo o ruído que possa existir, fica a nossa consciência tranquila. E, com o passar do tempo, talvez tudo se perceba melhor. É nossa responsabilidade e não podemos fugir-lhe. 

Quando alguém é brilhante no que faz, mas viola princípios básicos de ética, respeito pelos colegas e trai a nossa confiança? Que fazer? 

Por outro lado, quando alguém é ultra esforçado, empenhado, quer aprender, trabalha, trabalha, trabalha...mas falta-lhe o talento, a técnica, a experiência e acaba por não estar à altura do que se precisa? Que fazer?

Vem tudo isto a propósito de um prémio que ganhei esta semana. Pessoas que não conheço decidiram que sou um chefe feliz. Obrigado pela distinção, é um calorzinho, depois de um ano especialmente duro, em que aguentei em silêncio tanto ruído, algum insulto, por causa de uma decisão que, basicamente, passou por aceitar a decisão tomada por outra pessoa, e aceitar que nem sempre tudo corre bem, às vezes as pessoas desiludem-se, e é preciso aprender, seguir em frente, proteger a equipa, a marca, os princípios em que se acredita e tudo faz parte. No final, toda a gente happy. Pronto.

Obrigado.

 

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Uma canção.

por PR, em 15.05.17

 

Foi uma vitória de uma canção e um interprete que se destacavam, pela serena diferença, de um mundo de canções e visuais pindéricos e bimbos, como costuma ser o Festival Eurovisão. A canção, delicada e sábia, e a figura frágil mas de sentidos bem despertos do Salvador, aquele elo fraterno que envolve toda a música, na união daqueles dois irmãos, tudo faz desta vitória algo único. Gostava que houvesse esta loucura à volta da música, se ela tivesse ficado no costumeiro ultimo lugar, que isto quando se ganha, é sempre de todos. Quando não, menos. Mas, vencendo, Salvador Sobral já terá feito mais do que imagina. Pela música portuguesa. Pelas rádios. Pela critica musical. Por todos os que o insultaram e espalharam pelo fogo fácil da net todo o género de insultos, fake news cheias de maldade e mesquinhez, mas agora batem no peito, inchados de orgulho.

Um português ganhou o Festival. E bem.

 

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"Sou músico. Toco voz."

por PR, em 30.04.17

Frase mítica do homem que deu voz ao "Depois do Adeus" e muito mais.

Está aí um disco de surpreendentes novas versões, em dueto, de canções do grande Paulo de Carvalho. A começar por essa senha de Abril, cantada, e tão bem, com a Marisa Liz.

A "Lisboa, menina e moça", nas vozes de Paulo de Carvalho (que foi quem compôs a música)  e Carlos do Carmo. As abordagens bem conseguidas a outros clássicos, com Camané nos "Putos", Rui Veloso em "10 anos", o surpreendente Diogo Piçarra à altura de "Flor sem tempo", Raquel Tavares e o "Homem das Castanhas", o eterno "Olá, como vais?" com o eterno Tozé Brito, o dueto com o filho, Agir..."Os meninos de Huambo", com António Zambujo, o dueto com o igualmente lendário José Cid em "Nini dos meus 15 anos" ...há muito por onde escolher, num disco que nos devolve canções que ouvia no rádio, em miúdo, em estações escolhidas pela minha mãe e a minha avó, normalmente a Renascença.

Paulo de Carvalho, juntamente com Tozé Brito, Carlos Paião e José Cid, formam parte de um restrito clube de vozes a cantar canções nesse rádio da minha infância, e que ficaram para sempre. O "Gostava de vos ver aqui", agora com a introdução do maravilhoso Nuno Markl, e Ivan Lins com Paulo de Carvalho, ganha uma frescura e uma leveza irresistíveis. 

Estas canções de Paulo de Carvalho, revisitadas em modo século XXI são um bálsamo surpreendente. Não violam a herança, fazem-lhe justiça. Das da música ligeira às aproximações ao fado, mas com casaco de cabedal e brinco, numa originalidade que é hoje extremada pelo filho Agir. Atitude, personalidade forte, carácter, tudo ali está, como antes, como sempre, na voz de Paulo de Carvalho, ao lado de tanta gente tão diferente.

A ouvir com tempo, muitas vezes. 

 

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Jonathan Demme

por PR, em 26.04.17

Obrigado.

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25 de Abril, sempre.

por PR, em 26.04.17

Aquela ingenuidade, aquele sonho de qualquer coisa boa, melhor do que qualquier coisa sonhada antes, uma qualquer coisa boa que ninguém sabia bem o que é, ou poderia ser.  Aquela alegria tão cristalina, o alívio de uma dor ou de uma ausencia de sentir, uma preguiça de questionar, um vício velhaco de denunciar quem pensava e fazia diferente. Um dia de promessas todas juntas, nenhuma concreta, todas da área do sonho e da infância que vive dentro de nós, outra vez a ingenuidade. 

A política, claro, mas em sectores muito limitados da população de um país que, na maioria, ou não sabia ou não queria saber. O dia 25 de Abril é um poema.Revolução com cravos nos canos da espingarda. Uma revolução pensada a prever improvisos, tão portuguesa na sua génese.

O dia, aquela quinta-feira. Mais do que o que se seguiu, mais até do que o romãntico mas já politizado 1º de Maio. No 25 de Abril não havia partidos, Não havia sistema politico. Não havia nada a não ser aquela alegria, aquela esperança, aquela ingenuidade, todo um poema nos rostos das pessoas, fotografadas por Eduardo Gageiro e Alfredo Cunha.

25 de Abril, sempre.

 

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Do sarampo

por PR, em 19.04.17

2017. É incompreensível que se opte por não vacinar um filho. Dada a epidemia, que acaba de matar mais um jovem de 17 anos, esta "opção" de não vacinar, não sei em nome de quê ou de quem, é, basicamente, um crime.

Mas um crime que nasce da proliferação de teorias, vendidas como infalíveis, e que se mostram trágicas. E como parece que é mesmo fácil acreditar numa qualquer fofoca de revista ou notícia que apareça no facebook, de repente tudo o que nos vendem é bom, e ultra natura, e o regresso à purerza original. Não é. 

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Alienação Parental.

por PR, em 18.04.17

E pensar. 

Que as crianças deviam estar sempre à frente de tudo. Que acusar é fácil, mas é, muitas vezes, só um sinal exterior de maldade interior. 

Vale a pena ver, com atenção.

E, sobre o mesmo assunto, ler

 

 

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O mundo do fim do mundo

por PR, em 28.03.17

Os livros de Luis Sepulveda despertaram em mim, há muitos anos, o desejo de ir aquele Chile e aquela Argentina, que ele contava.

E, por estes dias, ando encantado com o que vou vendo, por aqui.

Um dia. 

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