Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Quinze, enfim.

por PR, em 14.07.15

A minha Mafaldinha faz quinze anos, hoje. É inevitável a sensação de que estamos a entrar numa fase diferente, um ponto sem retorno de crescimento, uma passagem lenta, mas demasiado rápida, para a aduta que ela será, dentro de poucos anos.

Felizmente, aos quinze, a Mafalda conserva ainda uma ingenuidade e um ou outro resvalar para a menina que, obviamente, ainda é, que a torna ainda mais especial, aos meus olhos de pai babado.

Pensar no dia em que ela nasceu é pensar na data em que, realmente, tudo mudou. Primeira filha, tudo de novo, um novo eu, para sempre. 

"Eu é que sou o teu pai", disse-lhe eu, tonto de felicidade, nas nuvens de tão comovido, saí dali...e fui à rádio, gravar. Aquele poema do Ary dos Santos para os filhos do Fernando Tordo e que eu adaptei à Mafalda.

 

"Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra para o céu..."

 

Uma filha, neste caso, pois então. Uma miúda gira, vaidosa, que adora Santini, Praia e Piscina, Bershka, Stradivarius, Vanz, All Star, doces, dormir, jogar às escondidas com os irmãos, insistir para que arranjemos um cão, adora a ideia de ir um dia ao Rio de Janeiro, está apaixonada.

Aluna brilhante, ser humano inteligente, perspicaz, com ligação quase umbilical ao seu telemóvel, dependente de ouvir música sempre que pode, que é quase sempre. Canta as letras todas. Caramba, que nisto sai a mim!

A Mafalda, 15 anos.

Para mim será sempre a minha Mafaldinha, linda, linda, linda.

Parabéns, meu amor. O Papi está aqui para ti, todos os dias da nossa vida. 

 

10399137_1208395729020_7721613_n.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E agora?

por PR, em 06.07.15

O povo grego surpreendeu-me. Ao longo destes meses surpreendeu-me, sendo coerente com a escolha que fez, em ruptura com aquilo que é, hoje, politicamente correcto. Não vergou. Não se deixou levar pelo medo e pela teoria dominante de que é a receita dos "credores" ou o Apocalipse. Escolheu não ir por aí, E isso merece o maior respeito e a maior das admirações. Ninguém sabe o que vai acontecer agora. Mas nada será como antes, parece-me .

2015-07-05-Grecia-Atenas-referendo-3.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Doze.

por PR, em 25.06.15

Um filho rapaz. Para jogar à bola. E Playstation. E atirar para a piscina. Mostrar-lhe músicas e depois descobrir que ele encontrou outras, que me mostra, todo contente, sabendo cada palavra de cor.

Este miúdo especial. A sua sensibilidade, fina como uma folha de papel quase transparente. Rufia doce.

A mão dada, na rua, como quando tinha 3, e 5, e 8 anos. E ontem. Sempre.

Tem medo do escuro, quando tem tanta luz em si. Um sonhador, um devorador de informação à sua volta, um cusco de primeira, um ponta de lança que sabe que é franzino, mas luta, tem a garra dos maus perdedores e a doçura dos românticos. O meu filho faz hoje 12 anos.

Uma mini versão de mim, a rabujar porque não lhe apetece estudar e quer é ir jogar à bola. A melgar porque gostava tanto de ter os Nike Air Max ou lá como se chamam. A ouvir a televisão sempre altíssimo. A demorar uma eternidade a tomar banho e vestir-se, porque está sempre a ouvir música e a cantar. Insiste em tirar os ténis sem desapertá-los. A deslumbrar com os seus folhados de salsicha, um masterchef muito peculiar, que não gosta de quase nada e que, por sua vontade, comia sempre massa. 

Joga às escondidas com os irmãos e adora. Joga à bola no jardim e às vezes irrita-se, porque pôr duas crianças hiper sensiveis frente a frente, às vezes, resulta nisso. Mas depois joga de novo. E quando me marca um golo a mim, é Ronaldo no Bernabéu, feliz da vida, orgulho, até grita "siiii!" e tudo. Craque.

Este maravilhoso puto de 12 anos, lindo, lindo, lindo. 25 de Junho é o seu dia eu não podia estar mais feliz por ele, que merece tanto ser tudo aquilo que não sabe mas eu sei que ele pode vir a ser, pela vida fora. 

Parabéns, meu querido filho. Meu companheiro, cúmplice, meu tão grande motivo de orgulho, meu tesouro, meu Amor. Sempre juntos, Gonças.

Sempre juntos. 

 

IMG_7095.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

É chegar a casa, a cada dia. Desligar o carro, desligar o som, abrir a porta. Chegar a casa é maravilhoso.

É quando a bola entra e foi o Gonçalo que a meteu na baliza, aquele instante em que sabes que é definitivo, vai entrar, vai ser golo, e foi ele que marcou. E festejas, tão contente, um golo marcado pela equipa de verde e branco (O Gonçalo joga no Carcavelos).

É aquele momento em que aquela criança de 3 anos que precisa tanto de ti e que te ama tão sem filtro nenhum e com tudo o que é e nem sonha que é, e aquelas mãozinhas acompanham o abraço fechado com umas palmadinhas nas costas. Ela a dizer assim: estou aqui, Pai. E eu aqui, filha, sempre. Meu Amor.

É aquele momento em que estás a ver televisão e olhas para o lado e a tua mulher está ali a ver, também, distraída. Ela a olhar e eu a olhar para ela, aqueles olhos, aquele cabelo, o desenho do perfil do seu rosto, sem ela perceber logo. Há de notar, sorrir e dizer, como só ela: "O que é?"

É tudo, meu Amor, é isso tudo. A outra metade de mim.

É aquele momento em que a tua filha mais velha desabafa namoros, músicas, filmes, novelas, sonhos made in stradivarius e berskhas. É aquela noção de que cada vez é mais raro ela desligar-se do telemóvel. Agora sou eu que lhe peço atenção. Faz parte, não é? A vida a acontecer, o tempo a passar. 

E há também aquele instante em que olhas para um cabelão aos caracóis e o olho azul estonteante e pensas como aquela criança é linda e como a amas como se teu fosse. E é, um bocadinho, à sua maneira. Não cresças mais, peço para dentro, infantil, eu. 

É aquelas vezes todas em que ouves uma súplica sorridente: "Tio, olhe aqui!". E depois faz uma habilidade, uma partida, diz uma graça, e ri-se, outros olhos azuis de filme, 6 anos de gente desengonçada e traquina, a fazer pontaria, sonhando, a brincar e a querer ser visto, elogiado, incentivado, sempre a chamar a atenção para as coisas que sabe fazer:  "Eu um dia marquei trinta golos lá no pàteo!...Não foi nada, estava a brincar!"

É aquele momento em que a tua Mãe te diz como a enches de orgulho, em que a tua irmã te abraça e está tudo onde deixámos, a vida toda, todos os dias das nossas vidas.

É aquele momento em que os teus sobrinhos correm para o teu abraço.

É cada momento em que, fechando o microfone, sentes aquele flash de energia única de fazer rádio e soar-te especialmente bem, de vez em quando. Tão especial, ao fim de tantos anos.

Meu Deus, foi aquele passe de trivela a rasgar uma defesa, noutro dia. Tão bom. Como acabar um treino e pensar como é bom ter conseguido, depois de tanta vertigem de desistência.

É aquela alegria pura de oferecer um presente e sentires, naquele primeiro segundo de qualquer reacção, que acertaste em cheio. Que felicidade!

É jantar com os amigos, conversa pela noite fora, entornados um bocadinho, por vezes.

É aquela certeza, mesmo quando o Verão nos trai e não se cumpre, que o sol firme e o céu azul, estão mesmo dentro de nós e na vidinha a acontecer, se soubermos olhar com atenção.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dedicado a todos os diamantes.

por PR, em 01.06.15

 

Ver uma ideia que nasceu em família e se transformou numa coisa gigante é maravilhoso. Um verdadeiro labour of love. Obrigado ao extraordinário Carlão e a todas as crianças, sobretudo às que aqui a aparecem e representam todas crianças que cantam e põem a música no centro das suas vidas e das suas famílias. Elas cantam, e se elas cantam é porque a música chega a toda a gente. Ainda bem. Vivam os nossos diamantes! 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Das coisas ainda por fazer

por PR, em 28.05.15

Das muitas, esta pode avançar: escrever para publicar.

Write-a-book.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tão bom, ser do Benfica.

por PR, em 18.05.15

campeao.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

Enquanto isto, lá longe.

por PR, em 27.04.15

nepal.jpg

 

 

Mais de 3200 mortos, para cima de 6000 feridos. Sendo que menos de 20% da população do Nepal vive em zonas urbanas, e não estão feitas as contas da tragédia nas zonas rurais. As constantes réplicas entornam a neve do Everest por cima de um país já de si transformado em ruínas.
Há relatos de hospitais a rebentar pelas costuras e sem condições de assistência às populações. Falta de água e electricidade, impossibilidade de aquecer milhares de sobreviventes que passam as noites ao relento, com temperaturas extremamente baixas.
É segunda-feira e nunca mais chega o fim do mês, não é?
Nós não temos problemas, na verdade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Isto foi giro.

por PR, em 13.04.15

alta definição Abril 2014.jpg

 

 O melhor ainda está por vir. Sempre.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Forte.

por PR, em 07.04.15

juliette.jpg

 

 

Belo filme. Juliette Binoche excelente. Larry Mullen Jr tem um pequeno papel. O filme é sobre o absurdo deste mundo em que vivemos. Marcante.

Autoria e outros dados (tags, etc)