Agora, como diz um amigo meu, venha a Grécia na fase de grupos, lá na Africa do Sul. Isso é que era.
De cada vez que ouço esta música, percebo como gosto tanto, tanto dela.
O disco ao vivo, do Seu Jorge. Extraordinário. Em repeat, desde ontem. Gravado no mês em que eu conheci o Rio de Janeiro, Janeiro deste ano, o que não quer dizer rigorosamente nada, como é evidente, mas achei graça.
Nunca vi o Seu Jorge ao vivo, ele veio recentemente e eu não tive possibilidade, mas da próxima não escapa. Que disco. Que onda. Muito bom.
"Acordei pensando nisso / Que o bom da vida é viver bem/ Estar bem / Querer bem / é particular"
Estavam agora no VH1, a bombar, ao vivo. Adoro esta banda, e acho que, mais tarde ou mais cedo, acabarão por ser muito, muito grandes.
Tasquinha do Oliveira. Um hino à vida. Só voltarei a ingerir alimento lá para 4ªFeira, parece-me. Cabem só 14 pessoas na sala realmente minúscula, e a comida é extraordinária. Entrou directamente para o meu top 3 dos melhores restaurantes da vida.
Tasquinha do Oliveira, a sério. Não tem erro. Tasquinha do Oliveira.
Em Évora - onde, ainda por cima, estava sol e tudo.
"Vou ao concerto dos Jonas Brothers!"
"Vou pedir um autografo ao Nick, vou às compras com o Joe e vou gravar uma música com o Kevin".
Frases soltas dela a brincar com o irmão, que só responde, desafiador: "Vais, vais!"
Esta semana, por causa do leilão do espólio de António Variações, dei comigo a ouvir, de novo, as canções dele. Era um compositor pop genial. "O Corpo é que Paga", o "Anjinho da Guarda", "É p'ra amanhã", "Canção do Engate"...as letras desarmam na sua aparente simplicidade, e ninguém voltou a conseguir escrever canções pop desta maneira. A atitude e visual, não eram só avançadíssimos para a época. Se fosse hoje continuaria a ser radical, revolucionário, provocador.
António Variações era genial, e foi uma pena que tivesse de partir tão cedo. Mas a distância "de Braga a Nova Iorque" era demasiado pequena para quem tinha tanto mundo e tantos mundos dentro de si.
Acho que ganhamos amanhã. E que a festa vai ser bonita, na Luz.
Diz que vem a Portugal para o ano. Se for esse o caso, farei questão de assistir. O tipo tem um vozeirão, e tem uma coisa que desarma: parece que não se leva muito a sério. O tipo de gajo que parece que podia beber uns canecos connosco.
- Mafaldinha, tens de cortar o cabelo, está enorme.
- Não é cortar, papá! Eu tenho é de escadear!
- ESCADEAR????
E de maneiras que é isto, aos 9 anos. Todo um mundo novo.
Enke.
Inesquecível.
Uma vez, não há muito tempo, tive a felicidade de jantar naquele que passou a ser, para mim, o melhor restaurante da minha vida. Por muitas razões que se misturam, como ingredientes que, quase por milagre, batem todos certos, ao menos uma vez na vida.
E estava aqui a pensar, em delírio impossível, que adorava lá ir jantar...hoje.
Dizia-me, um destes dias, o Nuno Markl, que os blogues tendem a tornar-se quase obsoletos, face ao Twitter e ao Facebook, que permitem uma capacidade de síntese e uma actualidade imbatíveis.
Refletindo sobre isso, eu concluo que gosto de pensar num blogue como algo que perdura. Uma janela para um momento qualquer, que consegue durar mais tempo, em vez de frases curtas tipo telex, mesmo que estas tragam fotografias em directo ou outro extra qualquer que confira a tal actualidade, numa dinâmica quase de vida em directo.
Ainda não me rendi ao Twitter, cada vez me satura mais o Facebook. O blogue é um porto de abrigo, onde se respira de outra maneira. Gosto disso.


