Por tudo.
O imenso talento, a extraordinária humanidade, generosidade e grandeza de carácter.
Desafiado para uma futebolada de 11, campo do tamanho (pareceu-me, pelo menos) dos concelhos de Lisboa, Porto e um bom pedaço de Beja; lá fui. Joga-se com fora de jogo, avisaram-me.
Os meus humildes joelhos vão tinir semanas a fio, depois de uma sessão de maus tratos (ninguém lhes tocou, eu é que não devia meter-me nestas andanças). Mal recebia a bola aparecia um tipo qualquer a roubá-la com uma limpeza que magoava a alma. No único lance em que pude marcar, o guarda-redes defendeu sem dificuldade, mas por sorte um companheiro fez a recarga e marcou, apesar de pior colocado do que eu estava (mas ele sabe fazer um remate à baliza - boa Miguel!).
Senti-me um Tote. Mas em pior ainda, se é que se consegue imaginar. Uma nulidade, em campo para fazer número, tentando atrapalhar o menos possível. Aos 39 anos, sem um menisco e ligamento cruzado anterior ali vizinho, sem fazer grande exercício a não ser uma futebolada ao fim de semana que não tem nada a ver com o carrossel vertiginoso de hoje, não há milagres. Nem, desgraçadamente, talento.
Ganhámos, mas se houvesse prémio de jogo eu deveria, por pudor, recusar. Foi uma sábia decisão não ter levado o meu filho; se ele visse o pai a fazer esta figura podia perfeitamente ficar traumatizado!
Um Tote, apagadito apagadito.
(Dores ao nível do corpo todo)
Jogo no Iphone. 112 aterragens é o meu record.
Como um jogo graficamente tão primário pode ser tão viciante.
A convocatória de David Luiz para a selecção brasileira é lógica. É um jogador de qualidade superior e, mais tarde ou mais cedo, estará num dos campeonatos ricos da Europa. Nunca percebi porque é que Dunga chamava Luisão, se tinha David Luiz disponível. :-)
Ah e Ramires é outro craque indiscutível.
Se ficarem no Benfica serão, até ver, as "aquisições" da época.
(nesta fotografia o Cardozo faz de emplastro)
O final da travessia do Tejo na A10, direcção sul-norte, é surpreendente pelo cenário, à noite.
As linhas de alta tensão, com as luzinhas vermelhas no topo dos pilares, e depois, ao lado, uma gigantesca chaminé, junto a todo um conjunto industrial, dão um ar bastante cinematográfico à coisa.
Com os putos a dormir no banco de trás, e o Include me Out dos dEUS, a tocar, baixinho.
Quero mesmo aprender a tocar guitarra. É um sonho antigo, e que tem estado adormecido há demasiado tempo.
Não sei nada do assunto! Nem que guitarra comprar, nem com quem aprender.
Mas é daquelas coisas que sonhamos fazer e, por uma razão ou por outra, vão ficando por cumprir.
Tem de ser! Quero saber tocar, e não descanso enquanto não aprender.
Será muito difícil? Conseguirei? Quanto custa uma guitarra?
Vou em busca de respostas. E acordes e assim.
Cada vez tenho menos paciência para as notícias. Canais de informação e telejornais que caem na armadilha da agenda da politiquice, e vivem dentro de uma bolha editorial que não me diz nada. Isso ou uns alinhamentos que são feitos de trivialidades, maus repórteres, pouco senso no critério de edição e alinhamento, demasiado ego na apresentação, demasiados tiques e vícios, demasiada preocupação em trabalhar para o próprio meio.
Há honrosas excepções, mas, de uma maneira geral, parece que já ninguém pensa na Informação para lá de um palco confortável e boçal para políticos, governantes e oposição, economistas, sindicalistas, comentadores, dirigentes desportivos, jornalistas, todo um rol de figuras que se enredam num discurso redondo e desinteressante, na maior parte das vezes. Discutem o PEC, a OCDE, o Comité de Arbitragem, as Agências de Rating, a Comissão Europeia, o diz que disse da Assembleia, a Scuts, os incêndios florestais, os cenários das presidenciais, a putativa revisão constitucional e tudo não passa de um enorme bocejo.O país e o mundo são isto? Onde estão as pessoas? Há vida para lá da preguiça de nos rendermos ao óbvio?
Uma informação perdida num equívoco sobre a sua natureza, que não esclarece, não chama a atenção para o essencial, não ensina nada, não promove conhecimento, não estimula a curiosidade nem a inteligência.
Ou então calhou-me só (mais) um serão mau, e qualquer FOX, National Geographic, Odisseia ou ESPN Classic dá 10-0 aos canais de Informação, que foram os primeiros que procurei.
Ontem, ao almoço, um amigo dizia-me: tens, portanto, a idade da minha irmã, ela tem 31, é de 71.
E eu, todo muito seguro da minha certeza apaziguadora:
- Desculpa lá, se é de 71 tem 38, é a minha idade!
Riso geral, contas feitas e dou comigo a tropeçar, com uns meses de atraso, nesta certeza: para o ano faço 40.
Quarenta.
É fascinante como ainda noutro dia tinha 10 e ia buscar a minha irmã ao Castelinho.
Chiça, 40. A partir de agora há uma música dos U2 que eu vou saltar, pelo menos durante uns tempos.
Uma das melhores sangrias do planeta. Pizzas magníficas. Um pão de alho que merecia um testamento.
Doces de ir ás lágrimas, de tão bons.
Os míudos deliram com o esparguete à bolonhesa. E há uma generosa salada de salmão que deve ser, urgentemente, servida aos senhores da Unesco, para que seja, justamente, declarada património da humanidade.
Isto tudo, com o mar ali ao pé, que dali não se vê, mas se adivinha.
E quem serve às mesas, suponho que o dono do espaço, é de uma simpatia que não engana: o Casta Fiore mantém a classe.
É na Parede.
Ide, com apetite, e sede.
A comida, claro. Excelente.
Mas mais. O espaço, com muito bom gosto. A conversa sabida, mas com tanto de profissional como genuína.
Os mestres de "baixa cozinha", como eles dizem. A comida é muito, muito boa, já disse?
Os vinhos, magníficos, escolhidos com critério para cada prato.
O bom humor, a inteligência de criar um conceito novo, e de fazer passar a mensagem aos clientes, e visitantes do blog e do facebook, tudo isto junto faz da Taberna 2780, em Oeiras, um restaurante a voltar. Muitas vezes.
Eu diria que o Benfica tem um problema grave, e caro, na baliza...
Este estaminé vai mudar, eventualmente, de aspecto.
O pessoal do Sapo está a tratar disso, e este post é só para lembrar que...estou em pulgas. :-)
Cenas.
Foi um dia de emoção e alegria no trabalho, e a minha querida Mafaldinha faz 10 anos, idade bonita, tão importante, tão marcante.
Este é um dia tão bom que ameaça expandir-se. Este dia são muitos dias.
Estou muito, muito feliz.
A vida é feita de grandes chatices, frustrações, derrotas. Mas também é feita de boas energias, vitórias, apostas ganhas, sonhos bons de viver. E desta alegria imensa de ver a minha filha crescer forte e saudável, maravilhosa.
Hoje, de novo, e sempre, a certeza de que sou Pai de uma míuda extraordinária, esperta, linda, que, aos dez anos, já um ser humano gigante.
Parabéns Mafaldinha, sabes? O papá está tão contente!
Viva, viva!
Parabéns, filha.
A actualização deste blogue é errática, dispersa, muito menos frequente do que os visitantes (benditos sejam todos, valha-me Deus, a vossa paciência só é proporcional à vossa incomensurável bondade!) quereriam. Mas, que direi eu, às vezes dá-se o caso de pensar "tenho de escrever sobre isto", mas depois dá-me a preguiça, e por aí me fico. Mas mantenho o blogue porque, mesmo na voragem dos twitters e facebooks da vida, de repente o outrora ultra fashion blogue tornou-se algo vintage, uma nova relíquia, que o torna especial, uma classe à parte. E eles caem que nem tordos. Alguns dos meus blogues favoritos têm vindo a desistir de si mesmos, secando, secando até se partirem todos e o vento levar as suas partes feitas pó.
Alto lá com esta imagem, by the way.
Eu, na verdade, poderia agora desenvolver aqui vários assuntos, todos de interesse discutível, mas vá, quem cá vem sabe ao que vem, não espera milagres de elaboração intelectual. Que a miúda faz dez anos esta semana. Que tenho andado a trabalhar que nem louco, doido de sonhos parvos mas belos de sonhar. Que a vida tem os seus tropeções, hesitações, deslumbramentos, injustiças, descobertas, espantos, inquietações, dúvidas, medos, desistências, insistências, sonhos, recuos, inconfessáveis vontades, boas e más, cenas. Que agora há um canal chamado National Geo Wild ou lá o que é, e que é uma maravilha sobretudo em HD. Que o tal Roberto ou muito me engano ou é um barrete a valer e algo me diz que esta época não vai ser o que eu pensava. Que o Porto foi a Alcochete gamar um bom jogador com uma limpeza que eu só penso na azia com que ficaria se fosse com o meu clube. Que Espanha lá ganhou aquilo, numa equipa com mais catalães que castelhanos e que o Xavi e o Iniesta (e o Fabregas, atenção!) são Messis à sua maneira. Que o Estado gasta 7 milhões em carros novos e é um desalento tão grande que já nem dá vontade de protestar, só um longo suspiro de desencanto. Que a economia é uma mentira mas que não se descobriu uma verdade melhor. E ainda vai doer mais. Que há umas tiras de milho revestidas de chocolate de leite que fazem de uma qualquer visita ao Pingo Doce uma vertigem de possibilidades de alambuzamento depois. Ok,o Mia Couto inventa palavras mil vezes melhor que eu, mas aí está a minha, por hoje. Alambuzamento. Vai buscar. Um tipo aqui a explicar que não escreve tanto quanto, no fundo, gostaria, mas agora desata a bater nas teclas e não pára, ´tá maluco. Gostava de ter um mini descapotável, vermelho. Gostava de pintar o hall que tenho à minha frente, mas antes tenho de arranjar um móvel admissível para mais de 3 mil Cd's. Depois pinto a parede, digo eu, enganando-me.
Um blogue dá trabalho. Aprovar comentários nem por isso, faz-se bem. Alguns são incompreensíveis, mas eu não rejeito à partida, mundos que desconheço, isto vá-se lá saber o que vai na cabeça das pessoas. A maior parte dos comentários são, no entanto, e sejamos justos, porreiríssimos, e eu fico mesmo contente quando percebo que há aqui pessoal que me curte, realmente. A sério, obrigado malta.
O dia 29 de Junho foi dos que teve mais visitas na história registada deste estaminé. 6 de Julho também foi bom. Já 20 de Junho foi muito fraquinho.
Em média quem aqui vem, demora 2 minutos e meio na sua visita. É giro ver que há pessoal que aqui chega a partir de uma busca pelas seguintes palavras: António Feio, Love Actually, ajudem a Marta, Vanda Miranda grávida, morangoska receita, frases nos pacotes Nicola ou mesmo o digníssimo "tomar banho todos os dias". Ao longo dos últimos trinta dias, a maior parte das visitas que chegaram, vinham de Portugal, claro. Em 2º lugar Reino Unido, em 3º o Brasil. 28 visitas da Grécia. 806 de Espanha. 59 da Suécia. 7 encantadoras da Nova Zelândia. 3 da India! 2 da Tanzânia e outras 2 do Irão! Um blogue é coisa em desuso, e é sempre desconcertante perceber que tem tantos visitantes, mesmo sendo actualizado tão pouco e de uma forma tão pouco profunda. Isto no fundo é um canto de trivialidade, de banalidade do quotidiano de um tipo normal que dá no rádio e fala de bola na televisão. Mas que é outras coisas, como todos nós somos mais do que duas ou três coisas óbvias.
Houve uma altura em que este blogue foi quase um livro. Ainda bem que não, senão imaginem a quantidade de páginas em branco! Já escrevi o suficiente? Dá-me ideia que sim, demais até. Aposto que não haverá mais de...10 corajosos a ler isto até ao fim. E agora que leram, digam-me lá: este blogue é ou não do caraças? Não, claro que não.
Mas desse lado é como deste: já faz parte, o que é que se há-de fazer.
Siga. Boa noite.


