Todos os dias trazem qualquer coisa.
27 de Agosto de 2014

Estranha, esta coisa de sonhar que se morre. Aconteceu-me hoje. Acordei aflito, dorido com a dor de quem por cá ficaria. Os meus filhos, a minha família, os amigos que o são.  O que diriam. E as pessoas que só me conhecem do rádio ou da televisão. Uma nota de rodapé, que é o que somos todos, no máximo. E está bem assim. E aquelas pessoas que diriam "Olha menos um" ou "não faz cá falta nenhuma", e está bem assim também. 

Ou aquelas pessoas a quem teria faltado, eventualmente, uma qualquer palavra, minha ou delas. (o "queria ter-lhe dito que")

E as coisas que ficariam por fazer, das palavras escritas aos sítios por ver, um dia. Os filhos, sempre o horror da ideia de não estar cá para eles, não os ver crescer, não ajudar, no que puder, não me maravilhar com as suas conquistas, as suas etapas ao longo da vida... A ideia das pessoas mais importantes da nossa vida, aqui, seguindo as suas vidas, como sempre, mas sem mim. 

Diz que sonhar com a sua própria morte é sinal de vida. Oxalá. 

Mas é algo que nos obriga a pensar que, de facto, perde-se muito tempo, por vezes, com coisas que não deviam ter essa importância toda, já que não têm. E sobretudo, esta noção, subitamente ainda mais cristalina, de que isto passa rápido. Um dia não se acorda mais. 

publicado por PR às 14:03
05 de Agosto de 2014

Por isso, adoro este site. E ler estas histórias.

Recomendo: http://www.humansofnewyork.com/

 

 

publicado por PR às 08:49
19 de Junho de 2014

 

70 anos, hoje.

publicado por PR às 08:56
02 de Maio de 2014

publicado por PR às 08:34
25 de Abril de 2014

A Liberdade. Valor supremo. 25 de Abril, sempre.
Salgueiro Maia, o maior dos heróis. Uma revolução com laivos de poesia.
Que orgulho em pessoas que nunca conheci.
Gratidão eterna. Independentemente dos abusos, disparates e crimes contra a liberdade cometidos a seguir.
25 de Abril, sempre!
publicado por PR às 22:26
17 de Abril de 2014

 

 

Feliz páscoa. 

publicado por PR às 07:27
15 de Abril de 2014

 

 

 

publicado por PR às 15:06
09 de Abril de 2014

"E ela imaginou com sede a água clara e fria em roda dos seus ombros, e imaginou a relva onde se deitariam os dois, lado a lado, à sombra das folhagens e dos frutos. Ali parariam. Ali haveria tempo para poisar os olhos nas coisas. Ali poderiam respirar devagar o perfume das roseiras. Ali tudo seria demora e presença. Ali haveria silêncio para escutar o murmúrio claro do rio. Silêncio para dizer as graves e puras palavras pesadas de paz e de alegria. Ali nada faltaria: o desejo seria estar ali."

 

Sophia de Mello Breyner Andressen 

in Contos Exemplares.

publicado por PR às 13:44
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