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Campeões

por PR, em 11.07.16

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Tão bom. Que emoção, que orgulho enorme, alegria do melhor de se ser português, um dia maior, um dia inesquecível. Campeões. Tão bom.

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Agora é a nossa vez

por PR, em 08.07.16

Vamos ser campeões, domingo, em Paris.

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O brutamontes amigo.

por PR, em 28.06.16

Acordei com a notícia da morte do emblemático Bud Spencer. E foi inevitável a viagem a memórias de infância. Das idas ao cinema (Londres, Berna, Condes, Monumental, Roma, Vox...) com a minha mãe a e a minha avó, para ver as aventuras, de argumento primário e sofrível representação, tudo à bulha.

Juntos são Dinamite, Trinitá, a Super Patrulha...filmes emblemáticos, que via deliciado. A noticia de hoje trouxe-me de volta a memórias realmente longínquas. No cinema Vox havia uns rebuçados vendidos numas fitas, com dezenas deles seguidos, de laranja ou limão...adorava.

Bud Spencer foi o nome artístico (homenagem à sua cerveja preferida, a Budweiser, e ao seu actor preferido, Spencer Tracy),  deste italiano nascido em Nápoles, que foi uma espécie de homem do Renascimento: foi nadador olímpico, secretário do consulado no Brasil, letrista, pintor.

Morreu aos 86 anos, em Roma.  

 

PS- Brutamontes não leva hífen, como bem me corrigiu Cláudia Lima, generosa leitora deste tosco estaminé. Obrigado :-)

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Gonças, 13.

por PR, em 24.06.16

Fotocópia. 

Às vezes, muitas vezes, é o que dizem de mim e do Gonçalo. Agora reconheço-me miúdo, no rosto dele, mais do que noutra altura qualquer, sim. A todos os vinte e cinco de Junho, esta emoção. O meu filho faz anos. Sensível, metido no seu mundo mas aberto ao mundo todo, e há tanto mundo naquele olhar, naquele sorriso. Cresce com à vontade com as palavras cantadas, e até nisso somos parecidos. Gosta de ouvir o que dizem nas canções, e decora tudo facilmente. Pai. A bola é tudo para ele, faltar a um treino é o fim do mundo. Cada lance é uma final do Mundial, cada golo falhado um pesadelo que se prolonga, cada golo uma alegria única. Igual a mim, com a idade dele.

Reguila mas transparente na sua reguilice. Sensível nos afectos todos, é um sonhador e tem alma de poeta. O Gonçalo faz anos. Quando ele nasceu...que alegria: um filho rapaz. Pela vida fora, um companheiro único, confidente, espelho e revelação, promessa de um homem como os valores certos, um rapaz extraodinário.

Parabéns, campeão!

 

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Os meus livros. Mesmo meus.

por PR, em 20.06.16

Este fim de semana, a minha mulher esteve a descobrir os meus vários exemplares que escrevi, do mágico Livro em Branco. O primeiro, já de páginas amareladas pelo tempo, começou a ser escrito em 1989. Noutra vida, portanto.

Fiquei feliz que ela tivesse tido a iniciativa de ler aquilo e de partilharmos juntos algumas passagens. E lembro-me que, quando comprei o primeiro, aquilo foi, para mim, uma revelação. A existência de im Livro em Branco, que uma pessoa comprava e depois escrevia o que quisesse, parecia-me a mais prometedora das ideias. Depois veio a net, os blogs e redes sociais, e os livros ali ficaram, com a sua sábia paciência de livros, numa prateleira qualquer. A espreitar das suas lombadas, perenes e constantes na sua promessa.

Ao longo dos anos, fui escrevendo. Desabafos, delírios, poemas, desenhos, letras de canções (passadas à mão, de ouvido, não havia cá internet). A ultima vez que escrevi foi em 2009. E é aí que vou, um dia destes, voltar a pegar naquelas páginas que deixem em branco.

Há tanto para contar de 2009 para cá, que acho que vou passar por cima e retomar com algo novo, como se não tivesse permanecido em branco tanta página por escrever ali, nos últimos 7 anos. Contar tudo o que aconteceu entretanto não faz sentido, aquilo para mim nunca foi um diário, nem nada do género.

Folheando tudo aquilo de novo, mergulho em profundo embaraço, a maior parte das vezes; como acontece de cada vez que o espelho nos devolve uma imagem do que fomos, há tanto tempo. Amores e desamores, duvidas e certezas todas condenadas, vistas daqui...E daí, nem todas.

A verdade é que há ali uma matriz, reconhecível mesmo a todos estes anos de distância. Ontem vi Morgan Freeman num documentário a dizer que, se existir Deus em cada um de nós, ele está no melhor que conseguimos ser, a cada momento, naquilo que é o que somos mais fundo. 

Deus não sei, mas aquilo que está nas páginas daqueles Livros em Branco, é muito do que sou ainda hoje. 

Ingenuidade, idealismo, o ser sempre sonhador, romântico (o amor e o desamor estão ali por todo o lado, em linhas e entrelinhas), e generosidade nos meus gostares.

As pessoas a quem ofereci páginas ali foram todas importantes, e é um aconchego interior notar que muitas delas ainda vivem na minha vida, muito presentes. Outras não, e também está bem assim, que a vida peneira, escolhe, inclui e exclui. É o que é.

Também gosto de perceber que, á luz da minha vida hoje, vou dar muitas páginas a muita gente, faço questão.

A começar pela Rita, que me trouxe pela mão, de volta a estes meus livros, numa viagem emocionante. Haverá estes livros á venda, ainda hoje? Espero que sim, para quando acabar este, ao qual vou agora regressar. 

 

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O tempo é outro, visto daqui.

por PR, em 17.06.16

Houve um tempo em que o máximo da Net eram os blogues. Agora ter um blogue é tão alternativo, que os autores se esquecem que os têm, por vezes.

Mas é como um lugar aconchegante ao qual se volta. E com a voragem desvairada do comentário fácil, da maldade e da estupidez despudorada que grassa pelo Facebook, subitamente nota-se que, por aqui, respira-se um ar mais leve, mais limpo. E há outro tempo para pesar as palavras, ficam todas com outro ar, parecem ter uma dignidade recuperada da transparência de uma qualquer idade da inocência. Que pode só existir agora, por sugestão, mas que, mesmo assim, parece certa e justa.

Aqui há mais Dias Úteis.

 

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...

por PR, em 01.06.16

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Penso nisto tantas vezes.

Poder, só por um dia, passar o dia a jogar à bola na rua...Ir ao Cendas ou ao Costa &Teixeira fazer recados à minha mãe, ir ao pão quente à Folha Verde, esperar pelas embalagens de Super Gorila que descarregavam num armazém ali ao lado, ir namorar as bolas Mikasa à Lituxa, e espreitar os jornais desportivos...Ir à praia com os amigos, ou ficar a estudar lá em casa e marchar o resto da feijoada do jantar ao fim da noite...Ir para casa do Pedro jogar Chuckie Egg ou irmos todos ao sábado jogar ténis para o estádio nacional... Só por um dia, voltar lá!
Ir para a escola, jogar à bola mas também fazer corridas de pneus, ir brincar para os galinheiros ou para o sótão com lanternas...Ir buscar a minha irmã ao Castelinho, saltar à fogueira na rua no Santo António, ir ao Estádio da Luz e entrar sem pagar, jogar à bola no intervalo, nos ginásios debaixo do antigo terceiro anel...Ou apanhar o autocarro na Rua de Belém (mais novo do que o Gonçalo é hoje) e ir para o Ciclo, em Nova Oeiras, feliz como não podia ter ideia que era.
No dia 01 de Junho entrar na gincana da escola, descobrir rebuçados em pratos cheios de farinha, fazer corrida em sacos de batatas...e, no último dia do ano, passar o dia num piquenique nos Capuchos, em Sintra, que aventura!

Ter aquela noção que nem sequer é consciente mas está lá sempre: há tempo. Vibrar com uns le coq sportif da Garça Real, ou uns Diadora da Casa dos Pneus e dar-lhe mesmo valor porque eram um bem raro, havia que usar até estarem completamente rotos. As consoadas em casa dos meus padrinhos na Amadora, o jogar à bola no corredor com a minha irmã, ouvir horas a fio a música na aparelhagem da sala, com uns auscultadores gigantes, querer aprender a letra de todas as músicas, sempre de ouvido. Ter, anos a fio, uma paixão na escola, e só a confessar quando ela já não era correspondida. Ouvir rádio, saltar de estação à procura dos jingles e não da música. Estender o campo de futegolo no chão do quarto, jogar com bonecos entretanto todos partidos...mas era maravilhoso escrever a crónica de jogo em pequenos blocos A5 cor de laranja. E gravar o relato para o gravador, em cassetes onde o meu pai tinha música muito esquisita.  A carne assada com aquele molho por cima das batatas fritas, aquele arroz de frango com milho, o sabor de infância do bife com batatas fritas...que saudades.


Ser criança: que maravilha que foi.

 

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Somos todos Venezuela?

por PR, em 27.05.16

 

Incrível testemunho que serve de exemplo ao horror que se vive, por estes dias, na Venezuela. À espera de uma inflação de 700% este ano, falta tudo. Tudo. 

Que não falte a atenção e a ajuda do mundo. 

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Sempre.

por PR, em 25.04.16

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Choque

por PR, em 21.04.16

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Que choque, que tristeza.

Recebi a notícia pela minha irmã. Faz sentido. Prince foi, tantas vezes, mais uma ponte fundamental entre nós. Lembro-me de irmos os dois, em Dezembro de 98, ao Pavilhão Atlântico ver o homem dar um memorável concerto, e ali estarmos, deliciados com tudo. Aquele Purple Rain ficou para sempre!

Prince é um dos mais centrais artistas da minha vida. Sign O' The Times, Under the Cherry Moon, Lovesexy, Diamons & Pearls e o disco do Symbol são os mais marcantes para mim. Ainda hoje sei todas as músicas de cor. Há uma certa ironia profética triste com a circunstância de Prince desaparecer em Abril. Isso transforma Sometimes It Snows in April num epitáfio que faz justiça à genialidade do músico. 

Visionário, contra corrente tantas vezes, fiel a si próprio e em tudo o que foi acreditando ao longo da vida, foi um artista superior, um virtuoso músico, e deixa canções incríveis. Recordarei sempre o disco Lovesexy, de uma ponta a outra, tantas vezes, com letras escritas com umas coloridas canetas da minha irmã, para assim aprender melhor e saber cantar tudo. O vinil do Parade já com falhas, havia um salto no Do U lie? e outro no incrível "U need another Lover like U nedd a hole in your head". Lembro-me quando ouvirmos, em casa da Sílvia, no quarto do irmão, o Hugo, o "Sign of the Times" , numa bela aparelhagem que ele tinha. Que som! E de eu ficar ali a remoer na big disease with a little name

Prince é, para mim, daqueles raros artistas que recordarei sempre como estruturante, digamos. No sentido em que aquelas canções, aquele imaginário, aquela excentricidade toda tinha algo de encantador, como um feitiço...queria saber mais sobre onde estaria a fronteira entre o fogo de artificio e aquilo que seria essência. Prince foi artiista, em todas as dimensões possíveis da palavra. Ficam, como sempre, as músicas. Tantas, tantas. Tão fantásticas que o colocam num campeonato á parte. 

Tive a sorte de vê-lo em Alvalade e no Meo Arena. Comprei uma t-shirt oficial dele no meo Arena, que era lamentavelmente um  enorme L, mas que eu usava com gosto. Quem me dera saber que é feito dela, gostava de vesti-la hoje. Tinha o símbolo, aquele símbolo que ele criou e que estava na capa de um disco fabuloso que incluía um, apropriado, "Damn U (you're so fine)"

Obrigado, Mr. Prince, I wish u heaven,. 

 

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