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Born to Run

por PR, em 22.02.17

Uma primeira ideia, assim que acabei de ler esta incrível biografia: é um milagre este homem ter sobrevivido a si mesmo, á sua vertigem pelo lado sombrio, das trevas recalcadas de uma relação áspera com o pai, e cortante com a pobreza gelada dos invernos duros de New Jersey.

Springsteen conta-nos a sua história sem grandes preocupações de gerar uma moral qualquer. É só a sua vida vista por si, e é riquíssima. Com o Rock como fio condutor, está ali o miúdo que sonhava com os Rolling Stones e o homem que, um dia, se tornou amigo e igual aos seus heróis, lado a lado num palco qualquer.

É um livro para fãs mas é para toda a gente, e tem glamour e vida de rockstar em barda, mas também depressão e trevas, como a vida de toda a gente.

O Boss é um de nós, e ainda bem que ultrapassou todas as suas crises. E ainda bem que escreveu canções tão importantes para as nossas próprias vidas. As mortes de quem lhe era tão próximo, o amor da família como pilar da existência, a música como única via possível para a vida lhe fazer sentido. Este livro tem isso tudo e merece uma leitura atenta. As canções ganham, elas próprias, uma nova vida, depois de ler tudo o que aqui está contado e explicado.

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«Honramos os nossos pais quando conservamos na memória o que de melhor tinham e faziam e deixamos o resto para trás. Quando combatemos e controlamos os demónios que os deitaram abaixo e que, agora, habitam em nós»

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Viva a Rádio.

por PR, em 13.02.17

Dia Mundial da Rádio.
A nossa querida Rádio, a de todos, que não é de uma marca só e é de todas. De todos os que a fazem e a ouvem.
Viva a Rádio. Tão mágica, tão única, tão humana, nas suas glórias e fraquezas. Como a vida.
Devo tanta coisa à Rádio que, a cada dia destes, uma palavra acaba por ser maior que todas as outras: obrigado.

 

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Alto!

por PR, em 31.01.17

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Uma poderosa campanha da TV2 Dinamarquesa, que mostra, uma vez mais, como somos todos tão parecidos, nas nossas coisinhas. 

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Do Amor.

por PR, em 10.01.17

A voz de Maria Barroso. As palavras de Isabel e João Soares, hoje.
Na vida, nada é mais importante que o Amor.
É só o que fica, sempre.
Viver é fixe. Saibamos merecê-lo, a cada dia.

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Soares

por PR, em 09.01.17

Desaparece o português mais influente da política portuguesa da segunda metade do século vinte. Nunca votei Soares, mas reconheço-lhe um indiscutível mérito: a luta por um Portugal pluralista, não subordinado a qualquer pensamento único, um viver em Liberdade. 

Vitima deste tempo em que se assassina o carácter e a memória através de mentiras propagadas em qualquer rede social, e assumidas como verdade sem discussão nem dúvida nem perguntas; Soares acabaria por sorrir ao perceber estes efeitos colaterais e saudáveis da Liberdade pela qual lutou. Nunca votei nele, porque dele discordei muito, na forma e no conteúdo, tantas vezes. Mas admiro-o profundamente, e sou-lhe grato, enquanto cidadão livre deste país. Soares foi, muitas vezes, fixe. 

Foi também humano e tão português nos seus exageros, nos defeitos, na vaidade indomável, nos momentos de sobranceria "Ò sr Guarda, desapareça!", e na maneira como personificou o pior do PS, tantas vezes.

Mas foi corajoso. Foi um lutador, que aceitou com inabalável espírito democrático, ganhar e perder eleições. Foi ele que evitou que o país caísse numa ditadura depois de ter derrubado outra. Esteve no processo de adesão à Europa, teve mundo, visão histórica, teve sentido de humor, foi um português maior.

Pela minha parte,obrigado.

 

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Last Christmas.

por PR, em 26.12.16

A fechar um feliz dia de Natal, uma chocante notícia que me deixa profundamente abalado. A morte de George Michael, apenas com 53 anos de idade, é um golpe profundo. Sempre fui fã. George Michael foi um talento extraordinário como compositor, foi um grande cantor, fez alguns dos mais brilhantes discos de sempre da pop e algumas das mais brilhantes canções: do guilty pleasure de Careless Whisper e Last Christmas, a discos tão profundos, corajosos e inteligentes como Listen Without Prejudice ou Older. 

A dada altura pareceu sempre que existia uma sombra a pairar por cima dos seus dias, com problemas com drogas e um estilo de vida que parecia ser uma fuga para a frente. Mas foi brilhante, como artista. Brilhante.

Pop, funk, soul, tudo ao mais alto nível, num só artista com uma voz incrível: Father Figure, I Want Your Sex, Older, Jesus to a Child, Last Christmas, Freedom 90, Cowboys & Angels, Praying for time, Kissing a fool, Fast Love, Heal the Pain, Outside, Wake me up before you go-go, One more Try, Faith e tantas outras...são obras primas da pop.

O seu MTV Unplugged é brilhante, e tornou-se uma lenda. Um artista daqueles que sempre esteve presente na minha vida, como musica de fundo. Agora, este silêncio. 

Desaparece um dos grandes. Tenho mesmo pena de nunca ter visto um concerto dele ao vivo. 

 

 

Que ano para a música: Prince, Bowie, Cohen, e agora George Michael. O tempo provará que George Michael era mais, muito mais, do que as noticias dos tablóides que o identificaram tantas vezes como alvo fácil. 

Um artista enorme, uma enorme perda para a música. Estará sempre na minha playlist.

Morrer no dia de Natal é só mais uma daquelas ironias cortantes e perturbadoras.

 

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Veterinário de Província.

por PR, em 21.12.16

 

A nitidez da passagem do tempo, o ritmo da vida no campo, o olhar nítido e carregado de vida vivida.

Olhar, com tempo.

 

FOTOBOX 24 from fotoboxTV on Vimeo.

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Por Aleppo.

por PR, em 19.12.16

 

Entre a hipocrisia sádica da política internacional, a rede de interesses mais ou menos obscuros e o total desprezo pela vida humana, este drama continua, perante uma indiferença de boa parte do mundo. Nomeadamente de quem podia fazer efectivamente alguma coisa decisiva para evitar a continuação deste massacre.Perante esta coligação da Indiferença, há quem resista.

Quarta-feira, em Lisboa, no capitólio, um grupo de artistas junta-se para um espectáculo solidário, a favor desse exercito de corajosos que é a associação Médicos Sem Fronteiras. Se puder, envolva-se. 

 

 

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"Finesse"

por PR, em 16.12.16

Há aqui Stevie Wonder. Michael Jackson. Chic. Kool & The Gang. Há laivos de boysband dos anos 90, até há uma balada produzida por Babyface. Há Barry White. E Prince. Um cocktail explosivo de funk, um groove que faz com que, de repente, pareça existir esperança para a pop que virá. Bruno Mars é um caso único de um performer capaz de fazer música muito boa e ser unânime, mesmo entre aqueles que não apreciam: têm de respeitar o trabalho deste pequeno geniozinho. As letras são malandras e espertas, têm dentro todo o mundo em que nos movemos, as redes sociais, por exemplo, invocadas muitas vezes.Há sexyness por todas as canções, e um ambiente descomprometido de festa que transformam estes disco em algo muito especial.

Grande malhas, para ver ao vivo, um dia destes. Bruno Mars, um pequenino em grande, num dos melhores discos que a pop nos deu nos últimos anos. Vai ficar.

 

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