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Somos todos Venezuela?

por PR, em 27.05.16

 

Incrível testemunho que serve de exemplo ao horror que se vive, por estes dias, na Venezuela. À espera de uma inflação de 700% este ano, falta tudo. Tudo. 

Que não falte a atenção e a ajuda do mundo. 

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Sempre.

por PR, em 25.04.16

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Choque

por PR, em 21.04.16

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Que choque, que tristeza.

Recebi a notícia pela minha irmã. Faz sentido. Prince foi, tantas vezes, mais uma ponte fundamental entre nós. Lembro-me de irmos os dois, em Dezembro de 98, ao Pavilhão Atlântico ver o homem dar um memorável concerto, e ali estarmos, deliciados com tudo. Aquele Purple Rain ficou para sempre!

Prince é um dos mais centrais artistas da minha vida. Sign O' The Times, Under the Cherry Moon, Lovesexy, Diamons & Pearls e o disco do Symbol são os mais marcantes para mim. Ainda hoje sei todas as músicas de cor. Há uma certa ironia profética triste com a circunstância de Prince desaparecer em Abril. Isso transforma Sometimes It Snows in April num epitáfio que faz justiça à genialidade do músico. 

Visionário, contra corrente tantas vezes, fiel a si próprio e em tudo o que foi acreditando ao longo da vida, foi um artista superior, um virtuoso músico, e deixa canções incríveis. Recordarei sempre o disco Lovesexy, de uma ponta a outra, tantas vezes, com letras escritas com umas coloridas canetas da minha irmã, para assim aprender melhor e saber cantar tudo. O vinil do Parade já com falhas, havia um salto no Do U lie? e outro no incrível "U need another Lover like U nedd a hole in your head". Lembro-me quando ouvirmos, em casa da Sílvia, no quarto do irmão, o Hugo, o "Sign of the Times" , numa bela aparelhagem que ele tinha. Que som! E de eu ficar ali a remoer na big disease with a little name

Prince é, para mim, daqueles raros artistas que recordarei sempre como estruturante, digamos. No sentido em que aquelas canções, aquele imaginário, aquela excentricidade toda tinha algo de encantador, como um feitiço...queria saber mais sobre onde estaria a fronteira entre o fogo de artificio e aquilo que seria essência. Prince foi artiista, em todas as dimensões possíveis da palavra. Ficam, como sempre, as músicas. Tantas, tantas. Tão fantásticas que o colocam num campeonato á parte. 

Tive a sorte de vê-lo em Alvalade e no Meo Arena. Comprei uma t-shirt oficial dele no meo Arena, que era lamentavelmente um  enorme L, mas que eu usava com gosto. Quem me dera saber que é feito dela, gostava de vesti-la hoje. Tinha o símbolo, aquele símbolo que ele criou e que estava na capa de um disco fabuloso que incluía um, apropriado, "Damn U (you're so fine)"

Obrigado, Mr. Prince, I wish u heaven,. 

 

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Um raio de sol.

por PR, em 15.04.16

E há um dia em que entro na Casa da Criança de Tires. Conto uma história aquelas crianças, com o meu amigo Ricardo, e ali estamos, olhos nos olhos com um grupo de 12 crianças incríveis. O olhar curioso, a alegria nas gargalhadas, as brincadeiras, o rirmos todos juntos. Depois conheço melhor a realidade de onde estas crianças saíram, ouço as inacreditáveis, de tão chocantes, memórias que aquelas crianças trazem, na alma e na pele.

Infâncias violadas por ausência de afecto e abusos de toda a espécie. Um horror de memórias que cada uma daquelas crianças transporta consigo. A tentar furar o espesso céu carregado que é a memória traumática, estão os potentes raios de sol, que são obra diária de uma equipa de voluntários absolutamente exemplar. 

A humanidade é um monstro, demasiadas vezes. Mas há a Humanidade maravilhosa, generosa, altruísta, disponível para ajudar, sempre , sempre, sempre.

Casa da Criança de Tires - conheça e envolva-se. 

 

 

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Ligue as legendas e tire uns minutos para ver este filme. A tradição, na China, é olhar para mulheres com mais de 25 anos que ainda não casaram como as "mulheres de sobraram". A pressão das famílias para que se casem leva a cada vez mais casos de suicídio. Este filme é parte de uma extraordinária campanha para acabar com o preconceito.

 

 

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E se fossemos nós?

por PR, em 06.04.16

 

Uma grande iniciativa da Plataforma de Apoio aos Refugiados. Um exercício de humanidade, humildade e capacidade de nos colocarmos na pele dos outros. 

Porque um dia os ourtros podemos ser nós. E somos, na verdade. 

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Nicolau

por PR, em 15.03.16

"Gosto de gostar das pessoas", dizia, muitas vezes. Das vezes que nos cruzámos, foi sempre um cavalheiro, educado, excelente conversador, generoso. Cresci a vê-lo na televisão, primeiro a preto e branco com o Sr Feliz e Sr Contente, e o Eu Show Nico, e, mais tarde, no super marcante papel de João Godunha, na Vila Faia. E no "Gente fina é outra coisa", nas "Origens" ... Entrevistei-o várias vezes e guardo dele a melhor das impressões. Uma vez perguntei-lhe por uma palavra, uma qualquer, mas que não fosse nem "amor" nem nada relacionado com a sua profissão. Sorriu, e deixou a palavra que escolheu, escorregar pelo seu sorriso: "ternura" e pediu desculpa, porque estava no Amor e em toda a sua vida.

Gostou muito de viver, estou certo, porque viveu muito, sempre. Gostou dos prazeres da vida, de viver tudo o que houvesse de bom para ser vivido, foi um sonhador, um romântico, apaixonado, trabalhador, muito talentoso. 

Deixa saudades e o exemplo. Disse, numa entrevista há uns anos, ao Público: "Sou tímido. Ainda hoje, para atravessar um café, vou de cabeça baixa. O meu humor, a minha constante brincadeira, eram uma maneira de vencer a timidez. Nunca tentei perceber o que é a minha timidez. Se entrar num sítio onde não conheço ninguém, e sei que as pessoas me conhecem, ainda fico à espera que venham falar comigo.”

Revejo-me nisto. Gostava de ter podido dizer-lhe que, sem sermos amigos, eu tinha por ele esta admiração enorme. E que as poucas vezes que nos cruzámos foram importantes para mim. Obrigado, Nico. 

 

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Bom dia, Maria.

por PR, em 07.03.16

O pijama com as calças cor de rosa aos corações, e a parte de cima com o boneco da Dra Brinquedos. O cabelo desalinhado, e a mãozinha encostada à cara, enquanto sonha. Mexe-se, enquanto a olho, fascinado. "Até logo, meu amor", segredo-lhe para o seu mundo dos sonhos

A caminho dos 4 anos de gente. Um sorriso meigo e querido que desarma sempre. Um jeito cada vez maior com as palavras. A contar histórias e a comentar quando ouve contá-las. A falar dos amigos da escola. E das coisas que faz nos seus dias cheios de sol naqueles olhos "castanhos iguais ao do pai". 

As segundas-feiras depois do fim de semana cá em casa são sempre duras. Vai ser uma longa semana. É sempre longa demais. Está numa fase de cada vez maior desenvoltura, "não quero ajuda, eu sei fazer sozinha". E aquele amor, aquela coisa mágica e única, que ela tem nos gestos todos. Os abraços, as gargalhadas, a maneira como nos pega na cara, e olha nos olhos, e ri, toda a contente. Ou como se aninha no colo, toda ela querida, toda ela feliz, toda ela "neste colo ninguém me fará mal", é o seu ninho.

Maria, quase 4 anos de gente. Tantas promessas para o futuro. Esperta, sensível a tocar o drama queen :-), corre com os braços caídos ao longo do corpo e as mãozinhas à bailarina....a propósito, a imagem dela a fazer ballet, na escola, é das coisas mais comoventes de que me lembro. Tão linda, toda feliz, no seu maillot cor de rosa.

A relação dela com os irmãos todos. Comigo e com a minha mulher, com todo o seu universo de afectos, é a prova de que o Amor é a energia mais poderosa do universo.

Tem um bom dia e uma boa semana, meu amor. Até já, sempre. 

 

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Uma luz ao fundo.

por PR, em 22.02.16

Gosto de faróis.

Acho fascinante todo o imaginário da solidão, da intempérie ruidosa, das lendas de naufrágios ao largo.

 

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Who's there?

por PR, em 19.02.16

 

 

Na imensidão da net, de vez em quando, dão-nos a conhecer algo que nos toca, de uma maneira especial. Isto toca-me numa ferida que nunca chega verdadeiramente a sarar, apenas se aprende a viver com aquela impressão, como uma comichão, um ardor, um rumor de alguma coisa em pano de fundo, sempre. Knock, knock.

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