Todos os dias trazem qualquer coisa.
15 de Abril de 2014

 

 

 

publicado por PR às 15:06
09 de Abril de 2014

"E ela imaginou com sede a água clara e fria em roda dos seus ombros, e imaginou a relva onde se deitariam os dois, lado a lado, à sombra das folhagens e dos frutos. Ali parariam. Ali haveria tempo para poisar os olhos nas coisas. Ali poderiam respirar devagar o perfume das roseiras. Ali tudo seria demora e presença. Ali haveria silêncio para escutar o murmúrio claro do rio. Silêncio para dizer as graves e puras palavras pesadas de paz e de alegria. Ali nada faltaria: o desejo seria estar ali."

 

Sophia de Mello Breyner Andressen 

in Contos Exemplares.

publicado por PR às 13:44
08 de Abril de 2014

publicado por PR às 09:38
18 de Março de 2014

publicado por PR às 10:16
17 de Março de 2014

 

 

A fechar a semana em que a Comercial viu confirmada a sua liderança nas audiências, dois concertos das Manhãs em Gondomar, para recordar sempre. Foi incrível. Obrigado a toda gente que lá esteve e que, uma vez mais, nos esmagou com a sua generosidade, a sua alegria e o seu carinho. E obrigado a toda a equipa de produção, aos músicos maravilhosos, aos artistas convidados e aos que apareceram de surpresa.

Foi lindo.

publicado por PR às 11:19
12 de Março de 2014

A nossa querida Rádio Comercial faz 35 anos, hoje. 

 

 Orgulho e Gratidão. Para toda a vida.

publicado por PR às 13:05
11 de Março de 2014

Se, por qualquer razão, um casal com filhos se separa, é natural que o olhar vá para os filhos e o impacto dessa mudança abrupta neles.

E é justo que assim seja. Os filhos são o centro da nossa vida, e um pai ou uma mãe separados terão de lutar, pela vida fora (mais quem decidiu sair, claro) com uma sombrazinha de culpa. Faz parte. O que é maravilhoso perceber é que, recebendo amor, as crianças são felizes, sem esforço, com duas casas, e duas famílias, que para eles é só uma, grande. Sim. 

Quem se separa e tem filhos, nunca está preparado para a dor da falta. Os dias em que os filhos não estão connosco podem ser dilacerantes. Conforta confirmar que eles estão bem. Os miúdos estão bem. E não têm a mesma noção da passagem do tempo de um adulto. Lembram-se dos pais, claro, mas creio que seja uma saudade diferente. E, se houver decência na relação dos pais, há sempre um telefone, um skype, uma outra forma qualquer de estar subitamente mais perto, mesmo nos dias que não são "os nossos".

São os pais e mães, e este texto é sobre esta sua dor, que sofrem este aperto no peito, esta saudade, mesmo que se tenha estado com os miúdos ontem, ou mesmo agora. A dor da saudade tem muita coisa dentro. A tal culpazinha ocasional, "se eu não tivesse saído eles estavam sempre comigo! A culpa é minha!" Faz parte.

Mas, como eu acho que são todos os amores, este também e egoísta, muitas vezes. Estamos tristes por nós. É a nossa dor da falta. Queríamos que eles estivessem, agora, connosco. Porque nos está a doer. A nós. Porque os miúdos estão bem.

Pode haver dias de dúvida. Se se fez bem. Se não se podia ter aguentado. Como se.  Ou então não, a coisa está sempre resolvida e só há que aprender a lidar mesmo com a falta em si. Uns dias é mais difícil, outros menos. Uns dias fala-se do assunto, noutros não é preciso dizer nada.

É o que é.

Está tudo numa fotografia para a qual se olha, de relance ou com mais tempo. Custa.

Uma noite de Natal sem os filhos. Só quem passou por isso pode falar. Mas é o preço a pagar por quem percebeu que tinha de trilhar outro caminho. E é igualmente dilacerante para quem queria que tudo tivesse continuado na mesma, claro.

Quem está de fora tem tendência para julgamentos apressados e cruéis, quase sempre de uma ignorante arrogância, mas eu digo: é preciso coragem para sair, e ainda mais quando se tem filhos. Porque se sai em busca de se ser feliz e isso também é importante para eles. Sobretudo se nunca nos esquecermos de os incluir nessa felicidade que perseguimos, num "de hoje em diante" que é para a vida.

A frase feita "o melhor do mundo são as crianças" é justíssima. São mesmo. E ainda mais, felizes, com quem os ama, mesmo que entre os pais, não exista mais amor. E é preciso carácter e coragem para quem não queria acabar com um casamento, e subitamente tem de lidar com esta dor da saudade dos filhos, em cima da saudade da pessoa que deixou de os amar. Coragem para saber lidar com esta dor. Carácter para respeitar a opção de quem saiu e não usar a sua frustração para envenenar as crianças. 

Eu acho que os pais e mães separados merecem um respeito enorme. Porque aquilo com que têm de lidar, é duríssimo. 

Sei de adultos que, olhando para a sua infância, gostariam de ter tido a oportunidade de ter pais separados. Porque a vida em casa era um inferno. E deixa marcas. Más. Egoísmo é ficar num casamento desses, dando como desculpa os filhos. E o preconceito que defende, ardiloso, que as crianças de pais separados são mais infelizes que as outras é isso mesmo, um preconceito armado em bom. 

Os filhos de pais separados podem ser muito, muito felizes. Não se confunda isto com a constatação, igualmente verdadeira, de que, de vez em quando, estão tristes. Como todos nós. E que, tal como os pais têm aquela sombra de culpa  pairar de vez em quando, é igualmente humano aquele perfume inebriante da ideia dos pais juntos, para os filhos, de vez em quando. Tudo isto faz parte e é preciso saber lidar com esta nova realidade com coragem. A mesma que foi precisa para tomar a decisão de sair ou de não voltar.

Tenho a certeza que, quando os filhos forem crescidos, vão respeitar muito, os pais; como pessoas, que são só pessoas, só há super-herois na infância. Porque arriscaram sair da zona de conforto, para procurarem ser felizes.

Lembrei-me de escrever isto depois de ter visto uma reportagem onde uma senhora dizia, do alto do seu casamento perfeito, de mil e tal anos e trezentos filhos: "A separação dos pais devia ser proibida. É um crime para as crianças". 

Não, minha senhora. Graças a Deus, está enganada. 

Os miúdos estão bem. Crime é viver numa mentira. 

Se as crianças viverem num casamento feliz com os pais, a vida toda, fantástico, é evidente. Mas se não for assim e eles, apesar disso, virem os pais felizes, e forem parte integrante dessa felicidade, estão bem. Com uma família maior. Novos manos, tios, primos. Outra casa.

Queira Deus que esta senhora nunca tenha de lidar com uma mudança destas. Não está minimamente preparada e ia ser mau para os filhos, coitados. Não está preparada para aquela dor que só os pais separados conhecem: "tenho saudades dos meus filhos, não vejo a hora de estarmos juntos outra vez"

Mas eles estão bem. Os miúdos estão bem. 

E isso também é "culpa" nossa, faça-se a justiça.

 

 

 

publicado por PR às 11:27
18 de Fevereiro de 2014

Do melhor aniversário de sempre. Do fundo de coração, obrigado.

 

 

publicado por PR às 09:05
subscrever feeds
pesquisar neste blog
 
mais sobre mim
blogs SAPO